Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
-
ERPs e ferramentas tradicionais de gestão financeira aumentam a visibilidade, mas não reduzem custos estruturais como a energia elétrica.
-
Empresas do Grupo A permanecem expostas a reajustes e bandeiras tarifárias enquanto estiverem no mercado regulado.
-
A migração para o mercado livre de energia permite fixar preço por 3 a 5 anos e torna a conta de luz mais previsível.
-
Além da economia, a Serena Energia fornece I-RECs que comprovam consumo de energia 100% renovável e apoiam metas ESG.
-
Para implementar essa solução sem custo adicional, fale com a Serena Energia.
O cenário atual de custos para empresas do Grupo A
Empresas do Grupo A, atendidas em média ou alta tensão, têm na energia elétrica uma das despesas operacionais mais relevantes e menos previsíveis do P&L. No mercado regulado, a ANEEL define as tarifas, que passam por reajustes anuais e acréscimos de bandeiras tarifárias em períodos de escassez hídrica. Esse mecanismo torna projeções orçamentárias de longo prazo imprecisas. O custo contratado no início do ano pode ser substancialmente diferente do custo realizado ao final.
Ferramentas convencionais de gestão financeira, como ERPs, automação de cobranças e controle de fluxo de caixa, registram e organizam esse custo, mas não o reduzem nem o estabilizam. A visibilidade que essas soluções oferecem é útil, porém insuficiente quando o problema é estrutural. No ambiente de contratação livre brasileiro, sinais de preço fracos ou distorcidos aumentam a necessidade de gestão ativa de risco, pois consumidores pouco protegidos ficam sujeitos a impactos financeiros maiores. Para empresas do Grupo A que permanecem no mercado regulado, essa exposição tende a se manter ao longo do tempo.
Principais categorias de ferramentas de gestão financeira
Gestores financeiros combinam diferentes tipos de ferramentas para controlar custos e planejar o caixa. O mercado oferece quatro categorias consolidadas de ferramentas financeiras para empresas:
ERP (Enterprise Resource Planning): sistemas integrados que centralizam dados de finanças, compras, estoque e operações. Soluções ERP baseadas em nuvem reduzem o custo total de propriedade, permitem operações escaláveis e suportam trabalho remoto, ajudando organizações a abandonar sistemas locais inflexíveis que dificultam a visibilidade de custos e a eficiência. ERPs com módulos de IA permitem automação avançada de processos e análise preditiva de dados.
Automação de despesas e reembolsos: plataformas que digitalizam aprovações, categorizam gastos e reduzem o tempo administrativo de equipes financeiras. A pesquisa Automation and AI Pathfinder Survey 2026 da Bain & Company, com 951 empresas globais, identificou que 37% das organizações miravam reduções de custo entre 11% e 20% com IA, mas quase 40% das que mediram resultados alcançaram apenas entre 0% e 10% de economia. O impacto real depende da qualidade da implementação e da disciplina de uso.
Controle de fluxo de caixa e FP&A: ferramentas de planejamento financeiro e análise que consolidam receitas, despesas e projeções. Essas soluções aumentam a previsibilidade sobre o que já está contratado, mas não alteram as condições dos contratos em vigor.
Automação de cobrança e faturamento: sistemas que reduzem inadimplência e aceleram o ciclo de recebíveis. O impacto é relevante para empresas com alto volume de transações, mas limitado para quem busca reduzir OPEX.
A quinta categoria, gestão de energia no mercado livre de energia, difere das anteriores em um ponto central. Essa solução não apenas organiza um custo existente, como também reduz e estabiliza esse custo por meio de contratos.
Comparação das ferramentas por critérios de impacto
As quatro categorias tradicionais melhoram processos internos e aumentam a visibilidade financeira. A gestão de energia no mercado livre de energia atua diretamente sobre o valor da despesa, com preço fixado em contrato de longo prazo. A tabela abaixo compara as categorias por critérios relevantes para o P&L de empresas do Grupo A.
|
Categoria |
Esforço de integração |
Impacto na previsibilidade orçamentária |
Efeito direto no P&L |
|---|---|---|---|
|
ERP |
Alto, com implementação e customização |
Médio, consolida dados, mas não altera custos |
Indireto, por meio de eficiência operacional |
|
Automação de despesas |
Médio |
Médio, com maior visibilidade de gastos |
Indireto, pela redução de retrabalho |
|
Controle de fluxo de caixa / FP&A |
Médio |
Alto, com projeções mais precisas |
Indireto, por melhor alocação de capital |
|
Automação de cobrança |
Baixo a médio |
Médio, com impacto no ciclo de recebíveis |
Indireto, pela redução de inadimplência |
|
Gestão de energia no mercado livre de energia |
Baixo, com migração gerenciada e sem capex |
Alto, com preço fixo em contrato de longo prazo |
Direto, com redução na conta de luz* |
*Conforme dados da Serena Energia, aplicável a empresas do Grupo A que migram do mercado regulado para o mercado livre de energia.
Gestão de energia no mercado livre de energia como ferramenta financeira estratégica
No mercado livre de energia, empresas do Grupo A negociam contratos bilaterais diretamente com fornecedores, definindo preço, prazo e volume. O efeito prático para o P&L é a retirada da exposição às bandeiras tarifárias e aos reajustes anuais do mercado regulado. O custo da energia contratada permanece fixo durante a vigência do contrato, tipicamente de três a cinco anos.

O mercado livre de energia brasileiro se expandiu com a redução progressiva dos critérios de elegibilidade, permitindo que mais consumidores, incluindo empresas de média tensão, escolham fornecedores e negociem preço, prazo e volume por meio de contratos bilaterais. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar, independentemente do nível de consumo.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, oferece contratos no mercado livre de energia com energia proveniente de fontes renováveis. Além da redução de custos, a empresa emite I-RECs para cada MWh consumido. Esses certificados permitem que o gestor de ESG comprove o consumo de energia 100% limpa em relatórios de sustentabilidade e no abatimento de emissões de Escopo 2. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Como funciona a migração gerenciada com a Serena Energia
O processo de migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia segue etapas estruturadas, sem custo adicional para o cliente.
1. Análise de viabilidade: a equipe da Serena Energia analisa as faturas e o perfil de consumo da empresa para projetar a economia e apresentar um estudo detalhado.
2. Contrato: após a validação da viabilidade, a empresa fecha o contrato de fornecimento, tipicamente com prazo de cinco anos e preço fixo para a energia.
3. Migração: com o contrato definido, a Serena Energia conduz todo o processo burocrático junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e à distribuidora local, incluindo a instalação dos equipamentos de medição necessários, com todos esses itens cobertos pela Serena.
4. Entrada no mercado livre de energia: após o prazo regulamentar de seis meses, a empresa passa a operar no mercado livre de energia. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A mudança ocorre apenas na origem da compra da energia.

A partir da primeira fatura no mercado livre de energia, o cliente conta com um consultor dedicado da Serena Energia para acompanhamento de performance e esclarecimento de dúvidas.
Solicite a análise de viabilidade da sua empresa sem custo nem compromisso.
Operação contínua e acompanhamento de resultados
Após a migração, a Serena Energia disponibiliza um painel digital com informações em tempo quase real. O painel apresenta economia mensal na fatura, economia consolidada total desde o início do contrato, comparativo entre o custo no mercado regulado e o custo atual no mercado livre de energia, previsão de consumo mensal e consumo realizado até a data de consulta.
Esse painel integra a gestão de energia ao fluxo de trabalho financeiro existente, sem exigir novos sistemas. A Serena Energia também representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) no modelo varejista, cuidando de todas as obrigações setoriais, como liquidações financeiras, aportes de garantia e envio de dados. Dessa forma, o time financeiro do cliente mantém o foco no negócio principal.
Tabela comparativa entre ferramentas financeiras e gestão de energia via mercado livre de energia
|
Categoria |
Esforço de integração |
Impacto na previsibilidade |
Efeito no P&L |
|---|---|---|---|
|
ERP / FP&A / Automação |
Médio a alto |
Médio, com foco em visibilidade |
Indireto |
|
Gestão de energia no mercado livre de energia, com Serena Energia |
Baixo, sem capex e com migração gerenciada |
Alto, com preço fixo contratual |
Direto, com redução na conta de luz* |
*Conforme dados da Serena Energia para empresas do Grupo A migrando do mercado regulado.
Próximos passos práticos
Líderes financeiros de empresas do Grupo A que buscam redução mensurável de custos operacionais em 2026 podem seguir uma sequência simples.
Primeiro, confirmar a elegibilidade. Toda empresa atendida em média ou alta tensão, classificada como Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, sem consumo mínimo exigido.
Uma vez confirmada a elegibilidade, o próximo passo é solicitar uma análise de viabilidade à Serena Energia, que avalia faturas e projeta a economia sem custo ou compromisso.
Com a análise em mãos e a economia projetada clara, o momento de agir se torna mais objetivo. O prazo regulamentar de seis meses significa que cada mês de adiamento representa um mês adicional pagando tarifas do mercado regulado.
Por fim, integrar o painel digital da Serena Energia ao processo de reporte financeiro mensal permite acompanhar economia realizada, consumo e certificados de sustentabilidade de forma contínua.
Perguntas frequentes
Minha empresa é do Grupo A. O que isso significa para a migração ao mercado livre de energia?
O Grupo A reúne consumidores atendidos em média e alta tensão. Toda empresa nesse grupo está apta a migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo mensal. Não há consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente e conduz todo o processo de migração sem custo adicional para o cliente.
Quanto tempo leva a migração e quando a empresa começa a economizar?
O processo regulamentar leva seis meses, prazo definido pelo aviso prévio exigido para encerrar o contrato com a distribuidora atual. Durante esse período, a Serena Energia cuida de todas as etapas burocráticas. A partir da primeira fatura no mercado livre de energia, em até 60 dias após a configuração do contrato, a empresa já visualiza a economia. Por isso, iniciar o processo com antecedência aumenta o ganho financeiro ao longo do tempo.
O que acontece se o consumo real da empresa variar em relação ao contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo mensalmente e orientando ajustes quando necessário, de forma que o cliente não precise lidar com essa complexidade diretamente.
O que é o I-REC e como ele apoia as metas de ESG da empresa?
O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que determinado volume de energia foi gerado por fonte renovável e injetado na rede. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente. Esse documento é reconhecido internacionalmente e utilizado em relatórios de sustentabilidade para zerar as emissões de Escopo 2, atendendo a exigências de investidores, clientes e reguladores. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.
Como solicitar uma proposta da Serena Energia?
O processo começa com uma conversa com um consultor da Serena Energia, que analisa as faturas de energia da empresa e apresenta um estudo de viabilidade com a projeção de economia. Não há custo nem compromisso nessa etapa. A partir desse estudo, o cliente define o período de fornecimento e o volume e recebe uma proposta formal com as condições do contrato.
Solicite sua proposta para o mercado livre de energia com a Serena Energia.
Conclusão
ERPs, plataformas de automação de despesas e ferramentas de FP&A são componentes essenciais da gestão financeira moderna, mas atuam sobre a visibilidade e a eficiência de custos já existentes. Para empresas do Grupo A, a gestão de energia no mercado livre de energia é a categoria de ferramenta financeira que entrega impacto direto no P&L. Essa solução permite preço fixo em contrato de longo prazo, redução na conta de luz e certificação de energia renovável para metas de ESG, sem capex e com baixa complexidade operacional.
A Serena Energia reúne geração própria de energia renovável, plataforma digital de acompanhamento e migração gerenciada em um único serviço. Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam essa solução. Para diretores financeiros e controllers que buscam uma nova alavanca concreta de redução de custos, o mercado livre de energia com a Serena Energia representa um passo consistente.