Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 2 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Medir o consumo atual de energia de TI é o primeiro passo para priorizar ações e comprovar resultados.
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Virtualização, políticas de energia em endpoints e otimização de refrigeração reduzem o consumo sem exigir grandes investimentos.
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Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia e reduzir o preço pago por kWh sem CAPEX adicional.
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Contratar energia renovável no mercado livre de energia com I-RECs atende às metas ESG e elimina a incerteza das bandeiras tarifárias.
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Para implementar essas estratégias e reduzir seu Opex de TI, fale com a Serena Energia.
O que significa reduzir o Opex de TI com economia de energia?
Reduzir o Opex de TI com economia de energia significa atuar em duas frentes ao mesmo tempo. A primeira frente é o quanto a empresa consome, por meio de eficiência interna. A segunda frente é o quanto a empresa paga por cada kWh consumido, por meio do ambiente de contratação. Focar apenas em uma frente limita o resultado. Este guia detalha como agir nas duas.
Passo 1 – Medir o consumo atual de energia de TI
Objetivo
Estabelecer uma linha de base confiável antes de qualquer intervenção. Sem medição, não é possível priorizar ações nem comprovar resultados.
Ações
Levantar as faturas dos últimos 12 meses, separando consumo em kWh, demanda contratada e encargos. Calcular o PUE (Power Usage Effectiveness) do ambiente: dividir a energia total consumida pelo data center pela energia consumida apenas pelos equipamentos de TI. Esse indicador mostra quanto da energia total se perde em refrigeração e infraestrutura, e instalações corporativas on-premise costumam ter PUE maior do que instalações modernas de colocação. Para definir onde atuar primeiro, mapear também o consumo por rack e por servidor.
Responsáveis internos
Gerente de TI e Gerente de Facilities, com suporte do Controller para consolidar os dados financeiros das faturas.
Dependências e riscos
A ausência de medição granular por circuito é o principal obstáculo. Instalar medidores inteligentes por PDU resolve o problema, mas exige aprovação de CAPEX.
Passo 2 – Virtualização e consolidação de servidores
Objetivo
Reduzir o número de servidores físicos em operação, diminuindo o consumo de energia e a carga sobre o sistema de refrigeração.
Ações
Auditar a taxa de utilização dos servidores. Em ambientes não virtualizados, a utilização média costuma ficar entre 15% e 25%, enquanto a virtualização pode elevar esse índice para cerca de 70%. Consolidar workloads em menos máquinas físicas e descomissionar hardware ocioso. Essa consolidação reduz os requisitos de energia e também a demanda de refrigeração.
Responsáveis internos
Gerente de TI e equipe de infraestrutura.
Dependências e riscos
Projetos de virtualização exigem CAPEX para licenças de software e, em alguns casos, hardware de maior capacidade. O prazo de implantação varia de semanas a meses, conforme a complexidade do ambiente.
Passo 3 – Políticas de energia em endpoints
Objetivo
Reduzir o consumo de energia de computadores, monitores e periféricos fora do horário de uso produtivo.
Ações
Implantar políticas centralizadas de gerenciamento de energia via GPO ou MDM, com hibernação após 15 minutos de inatividade, desligamento automático fora do horário comercial e atualização de sistemas operacionais. Atualizações de sistemas operacionais e boas práticas de gestão de energia reduzem o consumo de eletricidade e as emissões de CO₂. Revisar também o ciclo de vida dos equipamentos, pois servidores modernos entregam mais processamento por watt do que equipamentos com cinco ou mais anos de uso.
Responsáveis internos
Gerente de TI, com apoio do RH para comunicação interna sobre as políticas.
Dependências e riscos
Resistência cultural dos usuários e exceções para sistemas que precisam operar continuamente. O mapeamento prévio de exceções evita interrupções operacionais.
Passo 4 – Otimização de refrigeração em data centers
Objetivo
Diminuir a parcela do consumo total destinada ao resfriamento, que é um dos maiores componentes do PUE.
Ações
O resfriamento responde por cerca de 40% do consumo total de energia de um data center. Implantar contenção de corredores quente e frio, medida que pode melhorar o PUE com retorno sobre o investimento geralmente atrativo. Após organizar o fluxo de ar com a contenção, elevar a temperatura de fornecimento, ajustando o setpoint para reduzir o consumo de refrigeração em climas temperados sem comprometer a estabilidade térmica. Para racks de alta densidade que excedem a capacidade de resfriamento por ar, avaliar resfriamento líquido direto ao chip.
Responsáveis internos
Gerente de Facilities e equipe de infraestrutura de TI.
Dependências e riscos
Alterações no layout físico do data center exigem parada planejada. Projetos de resfriamento líquido demandam CAPEX relevante e avaliação estrutural do ambiente.
Passo 5 – Comparação entre nuvem e infraestrutura própria
Objetivo
Avaliar se a migração de workloads para a nuvem reduz o consumo de energia e o custo operacional total do ambiente de TI.
Ações
Comparar o custo total de operação (TCO) de cinco anos entre os modelos. A utilização média de servidores on-premise costuma ser menor que em ambientes de nuvem hyperscale. Incluir no TCO on-premise os custos com energia e refrigeração ao longo do tempo. Considerar o perfil de carga, pois workloads estáveis e contínuos tendem a ser mais econômicos on-premise, enquanto cargas variáveis favorecem a nuvem.
Responsáveis internos
Diretor de TI, Controller e Gerente de Facilities.
Dependências e riscos
A migração para nuvem pode elevar o custo mensal recorrente para cargas estáveis. A análise de TCO precisa incluir custos de egress, licenciamento e conectividade.
Os passos 1 a 5 reduzem o consumo de energia. Para multiplicar esse resultado sem CAPEX adicional, o próximo passo é atuar sobre o preço pago por cada kWh consumido. Fale com um de nossos consultores e avalie como a migração para o mercado livre de energia se encaixa na sua estratégia de redução de OpEx.
Passo 6 – Contratação de energia no mercado livre de energia como multiplicador de economia
Objetivo
Reduzir o preço pago por cada kWh consumido, independentemente das ações de eficiência interna, sem exigir CAPEX ou alteração na operação.
Ações
Empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, podem migrar do mercado cativo para o mercado livre de energia. No mercado cativo, o preço é regulado e sujeito a reajustes anuais e bandeiras tarifárias. No mercado livre de energia, a empresa negocia preço, prazo e fonte diretamente com o fornecedor.

A Serena Energia conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão: análise de viabilidade a partir das faturas, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição e gestão contínua. Os contratos são bilaterais, geralmente de três a cinco anos, com preço fixo para a parcela de energia contratada, o que elimina a incerteza das bandeiras tarifárias no planejamento orçamentário.
A entrega física da energia continua sendo responsabilidade da distribuidora local. O que muda é de quem a empresa compra a energia. A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, e atua majoritariamente com energia eólica no mercado livre de energia. O painel digital da Serena Energia exibe economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado, dados que alimentam diretamente o planejamento financeiro.

O prazo regulatório de migração é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão do processo.
Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar. Fale com um de nossos consultores e solicite um estudo de viabilidade com base nas suas faturas.
Passo 7 – Monitoramento contínuo via painel da Serena Energia
Objetivo
Acompanhar os resultados financeiros e energéticos mês a mês, identificar desvios e orientar ajustes contratuais e novos projetos de eficiência.
Ações
Utilizar o painel da Serena Energia para comparar o custo real no mercado livre de energia com o que seria pago no mercado cativo. Cruzar esses dados com os indicadores de eficiência interna, como PUE, kWh por rack e consumo por endpoint, para identificar onde ainda existe espaço de melhoria. Revisar anualmente o perfil de consumo em relação ao volume contratado.
Responsáveis internos
Controller, Gerente de TI e Gerente de Facilities, com suporte do consultor dedicado da Serena Energia.
Dependências e riscos
O monitoramento eficaz depende do compartilhamento de dados de consumo via CCEE. Desvios significativos entre consumo contratado e realizado podem gerar liquidação no mercado de curto prazo. A gestão ativa da Serena Energia atua para minimizar essa exposição.
Tabela comparativa de impacto no Opex
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Ação |
Impacto no consumo (kWh) |
Impacto no preço pago por kWh |
Exige CAPEX? |
|---|---|---|---|
|
Virtualização e consolidação de servidores |
Redução de cerca de 40% no consumo de energia do parque consolidado via virtualização e consolidação de servidores |
Nenhum |
Sim, licenças e hardware |
|
Políticas de energia em endpoints |
Redução no consumo de endpoints |
Nenhum |
Baixo, configuração de software |
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Otimização de refrigeração, com contenção de corredores |
Melhoria no PUE e redução no consumo de refrigeração |
Nenhum |
Baixo a médio |
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Migração para o mercado livre de energia, com Serena Energia |
Nenhum, não altera o consumo |
Preço fixo por contrato de 3 a 5 anos |
Não |
Conexão com ESG: redução de emissões de Escopo 2 e emissão de I-RECs
Reduzir emissões de Escopo 2, provenientes do consumo de energia elétrica, é uma das ações mais diretas em uma estratégia de descarbonização. A contratação de energia no mercado livre de energia com a Serena Energia inclui a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates): para cada MWh consumido, um certificado rastreável comprova que a energia foi gerada por fonte renovável e injetada na rede. Esse documento é reconhecido globalmente e utilizado em relatórios de sustentabilidade para zerar as emissões de Escopo 2.

Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Para empresas com metas públicas de redução de emissões, como as alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a contratação de energia renovável certificada é uma ação concreta, auditável e sem necessidade de investimento em infraestrutura própria.

Para emissões além do Escopo 2, a Serena Energia também oferece créditos de carbono de projetos certificados, o que complementa a estratégia de sustentabilidade da empresa.
Erros comuns ao reduzir Opex de TI com economia de energia
Agir sem medir. Iniciar projetos de virtualização ou troca de equipamentos sem uma linha de base de consumo impede a comprovação de resultados e dificulta a priorização de investimentos.
Tratar eficiência interna e contratação de energia como decisões separadas. As ações dos passos 1 a 5 reduzem o consumo, e a migração para o mercado livre de energia reduz o preço por kWh. As duas alavancas são complementares e independentes. Adiar a migração enquanto se aguarda a conclusão de projetos internos significa deixar de economizar durante meses.
Subestimar o prazo regulatório. A migração para o mercado livre de energia exige seis meses de prazo regulatório, o período mencionado no Passo 6. Empresas que iniciam o processo sem planejamento perdem ciclos orçamentários inteiros.
Não alinhar TI e finanças. O Gerente de TI enxerga o problema pelo consumo, e o Controller enxerga pelo custo na fatura. Sem alinhamento entre as duas visões, projetos de eficiência ficam sem aprovação de CAPEX e a migração para o mercado livre de energia fica sem patrocínio financeiro.
Escolher uma comercializadora sem geração própria. Empresas que apenas revendem energia de terceiros têm menor lastro e menor previsibilidade de fornecimento. A Serena Energia é geradora e comercializadora, integração que confere solidez ao contrato de longo prazo.
Perguntas frequentes
Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?
Não existe consumo mínimo. O requisito é pertencer ao Grupo A, que reúne consumidores conectados em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.
O que muda na entrega de energia após a migração?
Nada muda na entrega física, e a distribuidora local continua responsável pela rede, pelos fios e pela qualidade do fornecimento. A migração altera apenas o fornecedor: em vez de comprar da distribuidora a preço regulado, a empresa contrata diretamente com a Serena Energia a preço negociado.
Quanto tempo leva o processo de migração?
O prazo regulatório é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, como registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), instalação dos equipamentos de medição e gestão documental, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração.
O que acontece se o consumo real ficar fora do volume contratado?
Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para minimizar essa exposição, acompanhando o consumo realizado em relação ao contratado e orientando ajustes quando necessário.
Como os I-RECs funcionam na prática para relatórios de ESG?
Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC (International Renewable Energy Certificate). Esse certificado é um ativo digital rastreável que comprova a origem renovável da energia desde a usina geradora até o consumidor final. Ele é reconhecido globalmente e utilizado para declarar consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, atendendo às exigências de investidores, clientes e frameworks como o GHG Protocol para abatimento de emissões de Escopo 2.
Conclusão
Reduzir o Opex de TI com economia de energia exige atuação em duas frentes simultâneas: eficiência interna, com medição, virtualização, políticas de endpoints e otimização de refrigeração, e contratação inteligente de energia. A migração para o mercado livre de energia é a única dessas alavancas que não exige CAPEX, não altera a operação e passa a gerar resultado a partir da primeira fatura após os seis meses de migração.
A Serena Energia gerencia a migração de ponta a ponta, da análise de viabilidade à gestão contínua na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com contratos de preço fixo de três a cinco anos, energia renovável certificada por I-RECs e um painel digital para acompanhamento mensal da economia.
Simule o desconto que a sua empresa pode obter e veja o impacto direto no seu Opex. Fale com um de nossos consultores e coloque a energia da sua empresa no lugar certo: no crescimento do negócio.