Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A enfrentam variações constantes na conta de energia que dificultam o planejamento financeiro de longo prazo.
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Uma planilha simples com 5 colunas (data, descrição, categoria, valor e saldo) oferece visibilidade completa sobre todas as despesas em poucos minutos.
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O controle mensal da categoria Energia revela padrões de consumo que servem como base para avaliar a migração para o mercado livre de energia.
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Registrar o histórico de faturas com detalhes de consumo, demanda e tributos torna a análise de viabilidade de economia mais precisa.
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Com o histórico organizado, empresas do Grupo A podem dar o próximo passo rumo à redução de custos energéticos: fale com a Serena Energia para uma análise de viabilidade gratuita.
Pré-requisitos
Montar a planilha exige apenas alguns itens básicos.
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Um computador com Microsoft Excel instalado ou uma conta no Google para usar o Google Sheets.
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Faturas recentes da empresa, incluindo a conta de energia elétrica dos últimos três meses.
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Um período curto de foco, em torno de 10 minutos, sem interrupções.
Não é necessário conhecimento avançado de planilhas. As fórmulas usadas são simples e funcionam em qualquer versão do Excel ou do Google Sheets.
Visão geral do processo em 4 etapas
O processo completo segue quatro etapas sequenciais.
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Criar a planilha com as 5 colunas essenciais.
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Preencher as colunas básicas com as despesas já conhecidas, como contratos fixos, folha e energia.
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Registrar despesas diárias à medida que ocorrem.
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Revisar mensalmente os totais por categoria e comparar com o mês anterior.
Cada etapa é detalhada a seguir. Ao final do guia, há uma seção específica sobre como tratar a categoria Energia na planilha e como usar esses dados para decisões estratégicas.
Guia passo a passo para montar sua planilha
Etapa 1: criar a planilha com as 5 colunas essenciais
Objetivo: definir a estrutura que vai organizar todas as despesas da empresa.
Responsável: controller ou analista financeiro.
Abra uma nova planilha e crie os seguintes cabeçalhos na linha 1, um em cada coluna.
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A1, data: data em que a despesa foi realizada ou venceu.
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B1, descrição: nome do fornecedor ou descrição resumida do gasto.
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C1, categoria: grupo ao qual a despesa pertence, por exemplo, energia, folha, aluguel, logística, manutenção, impostos ou outros.
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D1, valor: valor em reais da despesa, sempre negativo para saídas.
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E1, saldo: saldo acumulado após cada lançamento.
Ponto de atenção: padronizar os nomes das categorias desde o início facilita filtros e totalizações. Usar “Energia” em todos os registros evita divergências com termos como “Luz” ou “Eletricidade”.
Etapa 2: preencher as colunas básicas com despesas conhecidas
Objetivo: lançar na planilha todas as despesas recorrentes já conhecidas para o mês.
Responsável: controller ou gerente financeiro.
Use as faturas recentes para preencher os primeiros registros. Comece pelo saldo inicial na célula E1, que representa o saldo disponível no início do período. A partir da linha 2, insira cada despesa em uma linha separada.
Veja um exemplo de linha para a conta de energia.
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A2: 05/06/2026
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B2: Distribuidora, fatura junho
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C2: Energia
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D2: -12.400,00
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E2: =E1+D2
Repare na célula E2: a fórmula =E1+D2 soma o saldo anterior em E1 com o valor da despesa atual em D2. Essa lógica se repete em todas as linhas, a fórmula da coluna E é sempre “célula acima + valor da linha atual”. Copiar essa fórmula para as linhas subsequentes faz o saldo se atualizar automaticamente a cada novo lançamento.
Ponto de atenção: registrar o valor total da fatura de energia, incluindo encargos, tributos e demanda contratada, torna a análise mensal mais fiel à realidade.
Etapa 3: registrar despesas diárias
Objetivo: manter a planilha atualizada ao longo do mês.
Responsável: analista financeiro ou assistente administrativo, com supervisão do controller.
Reservar 5 minutos ao final de cada dia útil para lançar as despesas realizadas mantém o controle em dia. Pagamentos de fornecedores, notas fiscais recebidas e débitos automáticos entram na planilha no dia em que ocorrem.
Ponto de atenção: lançar despesas parceladas mês a mês, e não pelo valor total, mantém o saldo mensal alinhado ao fluxo de caixa real.
Etapa 4: revisar mensalmente
Objetivo: analisar os totais por categoria e identificar desvios em relação ao mês anterior.
Responsável: diretor financeiro ou controller.
No último dia útil do mês, use a função =SOMASE(C:C;”Energia”;D:D) para somar todos os valores da categoria Energia. Repita o procedimento para cada categoria e compare os totais com o mês anterior e com o orçamento previsto.
Essa revisão mensal permite identificar categorias com crescimento acima do esperado. A categoria Energia costuma ser uma das primeiras a chamar atenção.
Como controlar despesas de energia na planilha
Tratar a categoria de energia com mais detalhe aumenta o valor gerencial da planilha. Para empresas do Grupo A, a fatura de energia elétrica pode ter múltiplos componentes, como consumo em ponta e fora de ponta, demanda contratada, demanda medida, encargos setoriais e tributos. Registrar apenas o total atende ao controle básico, mas separar esses componentes em linhas distintas melhora a precisão da análise.

Veja um exemplo de lançamentos detalhados para o mês de junho.
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Linha 1: 05/06/2026 | Distribuidora, consumo fora de ponta | Energia | -8.200,00
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Linha 2: 05/06/2026 | Distribuidora, demanda contratada | Energia | -3.100,00
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Linha 3: 05/06/2026 | Distribuidora, encargos e tributos | Energia | -1.100,00
Ao final do mês, a função SOMASE retorna o total da categoria Energia. Comparar esse número com a fatura física da distribuidora mostra se a planilha está correta. Em caso de diferença, vale revisar os lançamentos do período.
Esse histórico mensal de gastos com energia é o dado que uma comercializadora de energia utiliza para calcular o potencial de economia no mercado livre de energia. Com 3 a 6 meses de histórico na planilha, a análise de viabilidade de migração ganha precisão.
Erros comuns e como corrigir
Alguns erros aparecem com frequência e podem ser corrigidos com ajustes simples.
Esquecer de lançar despesas no dia. Reservar um horário fixo diário para atualizar a planilha reduz o risco de omissões, que aumenta quando os lançamentos ficam acumulados.
Misturar categorias. Usar nomes diferentes para a mesma categoria, como energia, luz ou eletricidade, prejudica filtros e totalizações. Definir uma lista fechada de categorias no início e mantê-la estável facilita a análise.
Pular a revisão mensal. Sem a revisão, a planilha se torna apenas um arquivo de dados, com pouco uso gerencial. Agendar a revisão como compromisso fixo na agenda ajuda a manter a disciplina.
Registrar valores brutos sem separar impostos. Para análises de custo operacional, separar o que é tributo do que é consumo de energia traz clareza. Incluir linhas específicas para tributos desde o início facilita esse controle.
Não comparar com o extrato bancário. A planilha só se torna confiável quando o saldo final coincide com o saldo real da conta. Fazer essa conciliação ao menos uma vez por mês confirma a consistência dos dados.
Como verificar se a planilha está funcionando?
Verificar se o saldo final da coluna E coincide com o extrato bancário da empresa no mesmo período é o teste mais direto de funcionamento da planilha. Essa conciliação indica que todos os lançamentos foram feitos corretamente.
Observar o comportamento da categoria Energia ao longo dos meses também ajuda. Quando o valor cresce de forma consistente sem aumento de produção ou operação, o padrão indica um problema que merece investigação, seja no perfil de demanda contratada, seja na estrutura tarifária atual.
Empresas do Grupo A que identificam esse padrão na planilha passam a ter um argumento financeiro claro para avaliar a migração para o mercado livre de energia. No mercado livre de energia, os contratos são negociados com preço acordado antecipadamente, o que elimina as variações mensais causadas por bandeiras tarifárias e reajustes da distribuidora.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia.
Opções avançadas
A estrutura básica com 5 colunas atende a maioria das empresas, mas alguns cenários exigem adaptações. Empresas com múltiplas unidades consumidoras, volumes altos de lançamentos ou necessidade de integrar dados de sustentabilidade podem expandir a planilha sem perder a simplicidade.
Múltiplas unidades consumidoras. Empresas com mais de uma unidade podem criar uma aba separada para cada unidade na mesma planilha, mantendo a mesma estrutura de 5 colunas. Outra opção é adicionar uma sexta coluna chamada “Unidade” e usar filtros para analisar cada local separadamente.
Previsibilidade de custos. Com 6 ou mais meses de histórico, é possível calcular a média mensal de cada categoria e usar esse valor como base para o orçamento do próximo período. Para a categoria Energia, essa média histórica serve como referência para comparar com o custo projetado no mercado livre de energia.
Energia renovável. Empresas que migram para o mercado livre de energia com a Serena Energia passam a consumir energia 100% de fonte eólica, com emissão de Certificados de Energia Renovável (I-RECs). Se a empresa produz relatórios de ESG, vale adicionar uma coluna na planilha para registrar a origem da energia consumida e transformar o controle de despesas em fonte de dados para sustentabilidade.

Perguntas frequentes
Quanto tempo leva para montar a planilha do zero?
Com os pré-requisitos em mãos, a estrutura básica fica pronta em menos de 10 minutos. O preenchimento inicial com as despesas recorrentes do mês costuma levar mais 15 a 20 minutos, dependendo do volume de fornecedores.
A planilha funciona para empresas com consumo de energia variável?
A planilha funciona para empresas com consumo estável ou variável. O registro do valor real de cada fatura, mês a mês, mostra a amplitude da variação e destaca os meses de pico, informação essencial para dimensionar corretamente um contrato no mercado livre de energia.
Preciso de uma planilha separada para cada unidade consumidora?
Nem sempre é necessário criar uma planilha separada para cada unidade. Adicionar uma coluna “Unidade” à estrutura de 5 colunas e usar filtros costuma ser suficiente para analisar cada local. Para empresas com muitas unidades e volumes altos de lançamento, criar abas separadas por unidade pode facilitar a gestão e a conciliação individual.
Como a planilha ajuda na decisão de migrar para o mercado livre de energia?
A planilha fornece o histórico de gastos com energia mês a mês, incluindo todos os componentes da fatura. Esse histórico é o insumo principal para que uma comercializadora de energia calcule o potencial de economia no mercado livre de energia. Sem esse dado organizado, a análise de viabilidade fica imprecisa. Com ele, a decisão de migrar ou permanecer no modelo atual se baseia em números reais da própria empresa.
Qual é a diferença entre comprar energia no mercado livre de energia e continuar no mercado regulado?
Como explicado anteriormente, a principal diferença está na previsibilidade. Contratos no mercado livre de energia têm preço fixo, enquanto o mercado regulado está sujeito a reajustes anuais e bandeiras tarifárias.
Conclusão
A estrutura proposta neste guia é suficiente para dar a qualquer empresa do Grupo A visibilidade completa sobre suas despesas mensais. A implementação das quatro etapas pode ser feita em pouco tempo e mantida com poucos minutos diários.
O acompanhamento consistente da categoria Energia revela padrões que apoiam decisões estratégicas. Empresas que entendem o peso real da energia em seu orçamento ficam mais preparadas para avaliar a migração para o mercado livre de energia, em que contratos com preço acordado antecipadamente substituem a incerteza das tarifas reguladas.

A Serena Energia oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, assumindo todo o processo sem custo adicional apenas para clientes sob sua gestão. Com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a empresa apresenta a solidez e a experiência que um diretor financeiro ou controller busca antes de tomar qualquer decisão sobre energia.