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Custos operacionais de PMEs: categorias mais negligenciadas

Custos operacionais de PMEs: categorias mais negligenciadas

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 29 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • Custos operacionais híbridos, como energia e manutenção reativa, escapam das auditorias trimestrais e acumulam impacto silencioso na DRE.

  • Entre as nove categorias negligenciadas, a energia elétrica é a única que combina alta representatividade com oscilação externa de preço fora do controle interno.

  • A migração para o mercado livre de energia permite fixar o preço por três a cinco anos, o que reduz o efeito de bandeiras tarifárias e de reajustes anuais da distribuidora sobre a parcela de energia contratada.

  • Empresas do Grupo A podem reduzir até 20% da conta de luz sem investimento de capital, sem alterar processos operacionais e sem custo adicional de migração.

  • Para avaliar o impacto na sua DRE, fale com um consultor da Serena Energia.

O que são custos operacionais e por que certas linhas escapam do radar?

Custos operacionais (OPEX) representam todos os gastos recorrentes necessários para manter a operação em funcionamento na DRE gerencial brasileira. Esses custos são registrados diretamente na DRE do exercício corrente e incluem categorias como pessoal, infraestrutura, serviços terceirizados, manutenção e utilidades.

O problema costuma aparecer nas linhas híbridas, e não nas despesas claramente fixas como folha de pagamento ou aluguel. Essas linhas híbridas reúnem itens que parecem fixos, mas carregam componentes variáveis que se movem fora do ciclo de revisão orçamentária. Despesas de infraestrutura como energia elétrica são classificadas como recorrentes, mas flutuam com a atividade produtiva, com encargos setoriais e com decisões externas, o que torna a previsão difícil e a gestão menos atenta.

O resultado é uma DRE com linhas que crescem de forma autônoma, sem que nenhuma decisão interna as tenha autorizado. A seguir, o conteúdo mapeia as nove categorias de despesas operacionais que mais escapam do radar das PMEs brasileiras, com exemplos, impacto na DRE e motivos que dificultam a detecção.

As nove categorias de despesas mais negligenciadas pelas PMEs brasileiras

Categoria

Exemplos reais de PMEs

Impacto na DRE

Dificuldade de detecção

Manutenção reativa

Troca emergencial de compressor, reparo de esteira fora do horário comercial

Manutenção não planejada custa tipicamente 3 a 5 vezes mais que o mesmo serviço realizado de forma planejada, além de downtime de produção não contabilizado

Alta, porque o custo aparece fragmentado em ordens de serviço avulsas

Ferramentas SaaS sem uso ativo

Licenças de software contratadas para projetos encerrados, plataformas com acesso de ex-funcionários

Ferramentas SaaS sem uso geram despesas recorrentes anuais sem contrapartida operacional

Alta, porque débitos automáticos passam despercebidos em conciliações mensais

Tarifas bancárias não revisadas

Pacotes de serviços bancários contratados há anos, tarifas de TED e DOC em volumes que justificariam renegociação

Tarifas bancárias antigas podem ficar acima das condições de mercado e consumir margem financeira

Média, porque aparecem na DRE como despesas financeiras, fora do radar operacional

Energia elétrica

Conta com bandeira tarifária, reajuste anual da distribuidora, demanda contratada acima do consumo real

Pode representar uma parte relevante das despesas operacionais. Em 2026, reajustes foram aprovados em 22 distribuidoras, quase todos acima da inflação, afetando mais de 70 milhões de consumidores

Alta, porque a fatura é paga, mas seus componentes raramente são auditados linha a linha

Desperdício de insumos

Matéria-prima descartada por vencimento, embalagens compradas em excesso, consumíveis de escritório sem controle de saída

Gera impacto direto no CMV e nas despesas operacionais. 49% das PMEs brasileiras reportaram queda na margem de lucro nos últimos 12 meses, segundo pesquisa da Serasa Experian

Média, porque exige controle de estoque granular para ser quantificado

Retrabalho operacional

Horas de mão de obra para corrigir erros de processo, devoluções de clientes, reprocessamento de lotes

Consome horas produtivas sem gerar receita e raramente aparece como linha própria na DRE

Muito alta, porque o custo é absorvido em folha de pagamento sem segregação

Juros e multas por atraso

Multa de DARF pago fora do prazo, juros de fornecedor por atraso no pagamento de duplicata

Empresas sem previsão de fluxo de caixa que recorrem a linhas de crédito emergenciais enfrentam altos custos de juros

Média, porque esses valores são classificados como despesas financeiras e ficam fora do foco de gestão operacional

Seguros não revisados

Apólice de seguro patrimonial contratada há cinco anos com cobertura superdimensionada ou prêmio acima do mercado atual

Apólices nunca revisadas desde a contratação aparecem como uma das principais fontes de overhead desperdiçado em PMEs brasileiras

Baixa, porque o valor é fixo e previsível, o que reduz a urgência de revisão

Telecom e conectividade

Links de internet contratados antes da expansão do mercado de fibra, planos de celular corporativo com franquias subutilizadas

Contratos antigos de telecom costumam ter tarifas mais altas que as ofertas de mercado atuais

Baixa, porque débito automático e ausência de incidentes reduzem a frequência de revisão

Descubra se sua empresa já está deixando dinheiro na mesa na linha de energia.

Por que a energia é a última fronteira de redução de OPEX?

A energia elétrica se destaca entre as nove categorias porque combina alta representatividade nas despesas operacionais com um mecanismo externo de formação de preço. Essa combinação reduz o espaço de atuação interna e amplia o impacto de decisões regulatórias e setoriais sobre a DRE.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

No mercado cativo, a distribuidora local define o preço pago pela energia e aplica reajustes anuais. Sobre esse valor, incidem bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2, que variam conforme o nível dos reservatórios e podem elevar o custo da energia em períodos de escassez hídrica. Os encargos setoriais do setor elétrico brasileiro, representados principalmente pela CDE, devem subir 7% em relação a 2025, com orçamento provisório de R$ 52,7 bilhões, o que pressiona as tarifas finais pagas pelas empresas. Reajustes específicos aprovados em 2026 incluem efeito médio de 20,51% para a Copel e 19,02% para consumidores de alta tensão da RGE Sul.

Esse cenário produz para o diretor financeiro uma linha de custo que cresce de forma autônoma, resiste à negociação interna e dificulta o planejamento orçamentário de longo prazo.

A migração para o mercado livre de energia atua diretamente nesse ponto. No mercado livre de energia, a empresa negocia um contrato bilateral de longo prazo, tipicamente de três a cinco anos, com preço fixo para a energia contratada. Esse preço fixo reduz o efeito das bandeiras tarifárias sobre a parcela de energia contratada e mantém o custo da energia contratada estável, independentemente da situação dos reservatórios ou de decisões externas. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e a mudança ocorre apenas na origem da energia comprada.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A Serena Energia oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, com potencial de economia em relação ao mercado cativo, sem custo adicional para o cliente e sem necessidade de desembolso de capital. Empresas brasileiras que tratam a gestão do custo de energia como prioridade estratégica podem capturar essa redução de custo a partir da migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia. O processo regulatório leva seis meses, com detalhes explicados na seção de perguntas frequentes.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Solicite um estudo de viabilidade baseado nas faturas da sua empresa.

Checklist trimestral de auditoria de despesas operacionais

Uma auditoria trimestral de OPEX com método claro ajuda a controlar as nove categorias mapeadas. O time financeiro pode executar as ações abaixo sem apoio externo.

  1. Manutenção: levantar o histórico de ordens de serviço corretivas dos últimos 12 meses e calcular o custo total, incluindo downtime. Em seguida, comparar com o custo de um plano de manutenção preventiva para os ativos de maior criticidade.

  2. Ferramentas SaaS: listar todos os débitos automáticos recorrentes acima de R$ 500 mensais. Verificar o último acesso de cada ferramenta e cancelar ou suspender contratos sem uso ativo nos últimos 60 dias.

  3. Tarifas bancárias: solicitar ao banco o extrato detalhado de tarifas cobradas nos últimos três meses. Comparar com as condições de mercado atuais e negociar revisão ou migração de pacote.

  4. Energia elétrica: auditar as últimas 12 faturas separando os componentes de energia, demanda, encargos e tributos. Verificar se a demanda contratada está alinhada ao consumo real e avaliar elegibilidade para o mercado livre de energia, já que empresas do Grupo A, de média e alta tensão, podem migrar.

  5. Insumos: cruzar as notas fiscais de compra com o consumo registrado no estoque. Identificar itens com giro abaixo do esperado e ajustar o ciclo de reposição.

  6. Retrabalho: mapear os três processos com maior índice de correção ou devolução. Estimar o custo em horas de mão de obra e material e priorizar a causa raiz de maior frequência.

  7. Juros e multas: levantar todos os encargos pagos por atraso nos últimos 12 meses, incluindo fornecedores, obrigações fiscais e encargos trabalhistas. Estruturar um calendário de vencimentos para os próximos 90 dias.

  8. Seguros: solicitar cotação de pelo menos dois outros corretores para as apólices vigentes. Revisar coberturas em relação ao valor atual dos ativos segurados.

  9. Telecom: levantar todos os contratos de telefonia fixa, móvel e conectividade. Comparar com as ofertas atuais do mercado para o mesmo perfil de uso e identificar planos com franquias sistematicamente subutilizadas.

Mercado cativo versus mercado livre de energia: quadro comparativo

Critério

Continuar no mercado cativo

Migrar para o mercado livre de energia

Efeito na previsibilidade orçamentária

Formação do preço da energia

Definido pela distribuidora local, reajustado anualmente

Negociado em contrato bilateral de longo prazo, tipicamente de 3 a 5 anos

No mercado livre de energia, o preço da energia contratada permanece fixo pelo período do contrato

Bandeiras tarifárias

Incidem sobre a fatura conforme o nível dos reservatórios

Não incidem sobre a parcela de energia contratada

Reduz uma fonte de oscilação mensal que a empresa não controla

Escolha do fornecedor

Não há escolha, porque a distribuidora local é a única opção

A empresa escolhe a geradora e negocia condições

Permite alinhar o contrato ao perfil de consumo e às metas de sustentabilidade

Gestão regulatória

A distribuidora assume toda a burocracia

No modelo varejista, a comercializadora representa a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

Com a Serena Energia, a gestão regulatória é assumida sem custo adicional para clientes sob sua gestão

Prazo para início da economia

Não aplicável

Seis meses a partir da notificação à distribuidora, por exigência regulatória

Planejamento antecipado é necessário, e a economia começa na primeira fatura após a migração

Potencial de redução de custo

Limitado à eficiência de consumo interno

Redução relevante em relação ao mercado cativo, conforme dados da Serena Energia

Gera redução direta na linha de energia da DRE, sem alteração operacional

Simule o impacto da migração na DRE da sua empresa.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva até a primeira conta com economia?

O processo regulatório de migração para o mercado livre de energia leva seis meses, contados a partir da notificação formal à distribuidora local. Esse prazo corresponde ao período necessário para encerramento do contrato vigente no mercado cativo. A economia aparece na primeira fatura emitida após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão, o que dispensa a alocação de equipe interna para acompanhar a burocracia.

A migração exige investimento em infraestrutura?

A migração para o mercado livre de energia exige a instalação de um sistema de medição compatível com o ambiente de contratação livre, que realiza a leitura horária do consumo. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação desse equipamento sem custo adicional para o cliente. Não há obras, não há alteração na planta produtiva e não ocorre interrupção no fornecimento de energia durante o processo. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade após a migração.

Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar?

Não existe consumo mínimo para acessar o mercado livre de energia. O critério de elegibilidade é o enquadramento no Grupo A, que reúne empresas com fornecimento em média ou alta tensão. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa do Grupo A pode migrar, independentemente do volume de consumo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente a partir das faturas da empresa.

O que acontece se o consumo real ficar fora do volume contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado, dentro da qual o consumo pode variar sem penalidade. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, com base no Preço de Liquidação das Diferenças vigente. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição, acompanhando o consumo mensalmente e orientando ajustes quando necessário.

A energia contratada no mercado livre de energia é renovável?

No mercado livre de energia, a Serena Energia atua majoritariamente com energia renovável. A origem renovável aparece em contrato e pode ser comprovada por meio de Certificados de Energia Renovável, conhecidos como I-RECs, documentos rastreáveis reconhecidos globalmente que comprovam que cada MWh consumido foi gerado por fonte limpa. Empresas utilizam esses certificados em relatórios de sustentabilidade para o abatimento das emissões de Escopo 2, atendendo a exigências de investidores, clientes e reguladores.

Conclusão: a energia continua sendo a alavanca que ainda permite reduzir custos sem cortar operação

A energia elétrica se apresenta como exceção entre as nove categorias mapeadas neste artigo. Para empresas do Grupo A, de média e alta tensão, a migração para o mercado livre de energia converte uma linha de custo oscilante em uma despesa mais previsível, com potencial de redução de custo, sem alterar a operação e sem desembolso de capital.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

47% das PMEs brasileiras classificaram a pressão de custos como alta ou muito alta nos últimos 12 meses, segundo pesquisa da Serasa Experian. Para empresas que já revisaram as linhas mais visíveis da DRE, a energia tende a ser a próxima frente de gestão.

A Serena Energia tem mais de 17 anos de história como pioneira em energia renovável e está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas. Com clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a empresa oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, assumindo todo o processo regulatório e técnico sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Solicite um estudo de viabilidade baseado nas faturas da sua empresa. O processo leva seis meses. Por isso, quanto antes começar, mais cedo a linha de energia deixa de crescer de forma autônoma na sua DRE.

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