Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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O benchmarking de custos setoriais permite que empresas do Grupo A comparem seus custos de energia com referências do setor e identifiquem gaps que afetam competitividade e previsibilidade orçamentária.
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A metodologia em 9 passos organiza dados dispersos de faturas em um diagnóstico estruturado, com KPIs como custo médio do kWh, intensidade energética e participação da energia no OPEX.
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Realizar a normalização dos dados por meio de deflacionamento pelo IPCA, ajuste tributário e tratamento da sazonalidade é essencial para obter comparações válidas com benchmarks externos.
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Identificar e analisar as causas raiz dos gaps com ferramentas quantitativas e qualitativas direciona iniciativas de redução de custos com responsáveis, prazos e métricas claras.
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Para empresas do Grupo A, a migração para o mercado livre de energia costuma surgir como uma das ações de maior impacto. Solicite seu estudo de viabilidade com a Serena Energia.
Pré-requisitos
Aplicar a metodologia exige alguns conhecimentos, áreas envolvidas e documentos básicos.
Conhecimentos básicos requeridos: noções de análise de demonstrativo de resultados, familiaridade com as faturas de energia elétrica do Grupo A e entendimento de indicadores de desempenho operacional.
Áreas internas envolvidas: finanças e controladoria, para custodiar dados de OPEX, operações e facilities, para dados de consumo e demanda, ESG ou sustentabilidade, para metas de emissões e certificações, TI, para extração de dados de sistemas ERP.
Documentos necessários: faturas de energia dos últimos 12 meses com consumo em kWh e demanda contratada em kW, dados de receita líquida e volume de produção no mesmo período, DRE com abertura de OPEX por linha de custo e dados de IPCA do período para deflacionamento, disponíveis no Banco Central do Brasil.
Visão geral do processo
A metodologia está organizada em 5 macroestágios sequenciais:
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Definição de escopo: delimitar unidades, períodos e categorias de custo analisados.
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Padronização de custos: normalizar dados para eliminar efeitos de inflação, regime tributário e sazonalidade.
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Escolha de KPIs: selecionar indicadores que tornem a comparação setorial objetiva e acionável.
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Coleta e normalização de dados: estruturar dados internos e externos em uma base comparável.
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Análise de gaps e plano de ação: identificar desvios em relação ao benchmark e definir iniciativas prioritárias com responsáveis e prazos.
Passo a passo em 9 etapas
Etapa 1: definir o escopo do benchmarking
Objetivo: delimitar com precisão o que será comparado e evitar análises genéricas que não geram ação.
Ações: listar todas as unidades consumidoras do Grupo A, definir um período de análise de pelo menos 12 meses e selecionar as categorias de custo a incluir, como energia elétrica, água, gás, logística ou todas.
Responsável interno: controller ou gerente de finanças.
Riscos: um escopo amplo demais dilui o foco, enquanto um escopo restrito demais omite unidades com maior potencial de economia.
Etapa 2: mapear as fontes de dados de benchmark setorial
Objetivo: identificar bases de referência confiáveis para comparação externa.
Ações: consultar publicações setoriais, associações de classe, dados do IBGE sobre estrutura de custos por setor e relatórios de eficiência energética. Para energia, levantar médias tarifárias e indicadores de consumo por segmento em fontes públicas.
Responsável interno: equipe de inteligência de negócios ou controladoria.
Atenção: benchmarks de setores diferentes dos da empresa tornam a comparação inválida. Priorizar dados do mesmo segmento CNAE e porte similar.
Etapa 3: selecionar os KPIs de custo
Objetivo: escolher indicadores que permitam comparação objetiva entre a empresa e o setor.
Os KPIs mais relevantes para benchmarking de custos de energia em empresas do Grupo A estão na tabela a seguir.
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KPI |
Fórmula |
Unidade |
Finalidade |
|---|---|---|---|
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Custo de energia por unidade produzida |
Custo total de energia ÷ volume de produção |
R$/unidade ou R$/ton |
Comparar eficiência energética operacional |
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Intensidade energética |
Consumo total em kWh ÷ receita líquida |
kWh/R$ |
Medir dependência energética em relação ao faturamento |
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Participação da energia no OPEX |
Custo de energia ÷ OPEX total × 100 |
% |
Dimensionar o peso da energia nas despesas operacionais |
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Custo médio do kWh contratado |
Valor total da fatura ÷ consumo total em kWh |
R$/kWh |
Comparar o preço pago com referências de mercado |
Métricas financeiras confirmam resultados passados, enquanto KPIs operacionais sustentam ganhos futuros ao vincular mudanças de processo diretamente a resultados de custo. A combinação dos dois tipos fortalece o benchmarking.
Veja como a Serena Energia estrutura o diagnóstico energético para empresas do Grupo A.
Etapa 4: coletar e organizar os dados internos
Objetivo: consolidar dados das faturas e do ERP em uma planilha estruturada e auditável.
Ações: extrair consumo mensal em kWh, demanda registrada em kW, valor total faturado, impostos discriminados, como ICMS, PIS e COFINS, e bandeiras tarifárias aplicadas. Registrar também o volume de produção e a receita do mesmo período.
Responsável interno: facilities ou operações, com validação da controladoria.
Dependência: acesso ao sistema de medição e às faturas originais da distribuidora.
Etapa 5: normalizar os dados
Objetivo: eliminar distorções que tornariam a comparação inválida.
Aplicar o checklist de normalização a seguir antes de qualquer comparação com benchmarks externos.
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Fator de distorção |
Técnica de normalização |
Fonte de referência |
Responsável |
|---|---|---|---|
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Inflação |
Deflacionar valores pelo IPCA acumulado do período |
Controladoria |
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Regime tributário |
Padronizar a base de comparação excluindo ou incluindo ICMS conforme o regime do benchmark |
Fiscal/Tributário |
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Sazonalidade |
Calcular médias móveis de 12 meses ou usar índices sazonais do setor |
Associações setoriais e IBGE |
Controladoria |
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Porte da empresa |
Expressar custos por unidade de receita ou produção, e não em valores absolutos |
Dados internos e benchmark setorial |
Finanças |
Com os dados normalizados conforme esse checklist, a empresa fica pronta para comparar seus indicadores com os benchmarks setoriais.
Etapa 6: comparar com o benchmark setorial
Objetivo: posicionar cada KPI da empresa em relação à mediana e ao quartil superior do setor.
Ações: construir uma matriz de posicionamento para cada KPI selecionado e identificar se a empresa está acima, na média ou abaixo do benchmark. Registrar o gap em termos absolutos e percentuais.
Atenção: gaps positivos, em que a empresa apresenta desempenho melhor que o setor, também merecem análise, pois podem indicar subinvestimento em capacidade produtiva ou dados inconsistentes.
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Etapa 7: analisar as causas raiz dos gaps
Objetivo: entender por que os gaps existem antes de definir ações corretivas.
A análise de gaps recomendada combina dados quantitativos do benchmark com dados qualitativos sobre processos internos para construir um plano de ação detalhado.
Algumas ferramentas ajudam nesse processo: o diagrama de Ishikawa, ou espinha de peixe, organiza causas por categoria, como pessoas, processos, tecnologia e ambiente, e a matriz de análise de gaps registra dimensão analisada, posição atual, posição futura requerida, magnitude do gap, prioridade e ação proposta.
Responsável interno: equipe multidisciplinar com finanças, operações e facilities.
Etapa 8: construir o plano de ação
Objetivo: transformar os gaps identificados em iniciativas concretas com responsáveis, prazos e métricas de acompanhamento.
Ações: priorizar iniciativas por impacto financeiro e facilidade de implementação. Essa priorização direciona recursos para ações que geram maior retorno com menor esforço. Para cada iniciativa priorizada, atribuir um responsável específico e definir prazo e KPI de acompanhamento, criando accountability clara.
Para gaps de custo de energia, avaliar a migração para o mercado livre de energia como iniciativa de alto impacto, já que empresas do Grupo A podem negociar contratos com preço acordado antecipadamente e reduzir a incerteza associada às bandeiras tarifárias.
Dependência: aprovação da diretoria para iniciativas que envolvam mudança contratual ou investimento.
Etapa 9: implementar, monitorar e revisar
Objetivo: assegurar que as iniciativas gerem as reduções de custo projetadas e que o benchmarking seja repetido periodicamente.
Ações: acompanhar mensalmente os KPIs definidos na Etapa 3 e comparar as economias realizadas com as projetadas. Essa comparação forma a taxa de realização de economias-alvo, calculada como o valor efetivamente alcançado dividido pela economia originalmente projetada. Revisar o benchmark completo a cada semestre.
Responsável interno: controller com suporte de operações.
Erros comuns e como corrigir
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Erro frequente |
Como corrigir |
|---|---|
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Comparar valores nominais sem deflacionar pelo IPCA |
Aplicar o checklist de normalização da Etapa 5 antes de qualquer comparação |
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Usar benchmarks de setores diferentes ou de portes incompatíveis |
Validar a fonte do benchmark e filtrar por segmento CNAE e faixa de receita equivalente |
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Não envolver operações na coleta de dados de consumo |
Designar um responsável de facilities ou operações desde a Etapa 1 |
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Tratar o benchmarking como exercício único, sem revisão periódica |
Agendar revisões semestrais e atualizar os KPIs conforme mudanças no perfil de consumo |
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Identificar gaps sem analisar causas raiz |
Executar a Etapa 7 com equipe multidisciplinar antes de definir qualquer ação corretiva |
Verificação de resultados
O uso correto da metodologia gera evidências objetivas mensuráveis.
Alguns indicadores de acompanhamento recomendados são redução do custo médio do kWh contratado em relação ao período anterior, melhora na intensidade energética em kWh por unidade de receita e aproximação dos KPIs da empresa à mediana ou ao quartil superior do benchmark setorial.
A revisão trimestral dos KPIs operacionais ajuda a identificar desvios antes que se tornem problemas estruturais. A revisão semestral do benchmarking completo confirma se os benchmarks externos continuam representativos do setor.
Opções avançadas
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem aplicar o benchmarking em nível de planta individual. Essa abordagem permite comparações internas entre unidades, além da comparação setorial externa, e revela quais plantas operam com maior eficiência energética e quais concentram os maiores gaps.
Empresas com metas públicas de sustentabilidade podem integrar o benchmarking de custos a indicadores de emissões de Escopo 2.
A migração para o mercado livre de energia com fornecimento de fonte renovável, combinada à emissão de I-RECs, permite reduzir custos e comprovar a origem limpa da energia consumida em relatórios de ESG.
A Serena Energia, entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece I-RECs e créditos de carbono para empresas que buscam neutralizar emissões além do Escopo 2 e atender a exigências de investidores e cadeias de fornecimento globais.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é benchmarking de custos setoriais e qual a relevância para empresas do Grupo A?
Benchmarking de custos setoriais é o processo de comparar custos operacionais de uma empresa com referenciais do seu setor para identificar posições acima ou abaixo da média.
Para empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, essa prática é relevante porque a energia elétrica pode representar parcela significativa do OPEX, e a comparação com pares do setor mostra se o custo pago está alinhado ao mercado ou se existe espaço para redução estrutural.
Minha empresa precisa de um sistema de medição especial para aplicar essa metodologia?
Para a fase de benchmarking, a empresa não precisa de um sistema de medição especial. Os dados necessários estão nas faturas de energia emitidas pela distribuidora, que já apresentam consumo em kWh, demanda registrada e valores faturados.
Um sistema de medição mais sofisticado passa a ser relevante na etapa de implementação, caso a empresa decida migrar para o mercado livre de energia. Nessa situação, a adequação do sistema de medição integra o processo de migração, e a Serena Energia assume essa responsabilidade sem custo adicional ao cliente.
Quais áreas internas precisam estar envolvidas para que o benchmarking funcione?
O benchmarking de custos setoriais exige a participação de pelo menos quatro áreas.
Assim, finanças e controladoria cuidam da custódia e da normalização dos dados de OPEX. Já operações e facilities fornecem dados de consumo e demanda.
Ainda, fiscal ou tributário garante a correta exclusão ou inclusão de impostos na normalização. Por fim, ESG ou sustentabilidade participa quando o benchmarking inclui indicadores de emissões. A ausência de qualquer uma dessas áreas tende a gerar dados incompletos ou comparações inválidas.
Quanto tempo leva para concluir as 9 etapas?
O prazo depende da disponibilidade dos dados internos e do número de unidades consumidoras analisadas. Em empresas com dados organizados e uma única unidade, o processo costuma ser concluído em quatro a seis semanas.
Em grupos com múltiplas plantas e sistemas ERP fragmentados, o prazo pode chegar a dois ou três meses. A Etapa 5, de normalização, e a Etapa 7, de análise de causas raiz, tendem a ser as mais demoradas por exigirem validação multidisciplinar.
Como o benchmarking de custos se conecta à decisão de migrar para o mercado livre de energia?
O benchmarking fornece a base quantitativa para essa decisão. Ao calcular o custo médio do kWh contratado e compará-lo com referências de mercado, a empresa dimensiona o gap entre o que paga hoje no mercado regulado e o que poderia pagar no mercado livre de energia.
Empresas do Grupo A, em média e alta tensão, são elegíveis para migrar e podem negociar contratos com preço acordado antecipadamente. A Serena Energia realiza o estudo de viabilidade gratuitamente e conduz todo o processo de migração, conforme descrito ao longo deste guia, sem custo adicional.
Conclusão
A metodologia de benchmarking de custos setoriais em 9 passos apresentada neste guia organiza dados dispersos de faturas em um diagnóstico estruturado e acionável.
CFOs, controllers e gestores de operações de empresas do Grupo A, em média e alta tensão, passam a ter uma base objetiva para comparar seus custos de energia com o setor, identificar gaps com causas raiz mapeadas e priorizar iniciativas de redução com responsáveis e prazos definidos.
O benchmarking funciona como um ponto de partida para redirecionar recursos que hoje financiam ineficiências para o crescimento do negócio. Para empresas do Grupo A, a migração para o mercado livre de energia frequentemente aparece entre as iniciativas de maior impacto identificadas nesse processo.
A Serena Energia, entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada com o modelo de custo zero descrito ao longo deste guia, além de consultoria energética, gestão contínua da energia e fornecimento de energia renovável com certificação I-REC.
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