Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 18 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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Provar responsabilidade ambiental exige evidências auditáveis, como certificados I-REC e créditos de carbono, em vez de declarações genéricas.
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Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia renovável com baixo investimento e obter documentação rastreável em até seis meses.
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Definir uma política ambiental documentada e estabelecer uma linha de base de consumo são etapas essenciais para evitar greenwashing e demonstrar evolução.
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Os certificados I-REC eliminam as emissões de Escopo 2, enquanto créditos de carbono de alta integridade neutralizam emissões residuais dos Escopos 1 e 3.
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Para estruturar sua estratégia ambiental com certificados I-REC e energia renovável, fale com a Serena Energia.
Pré-requisitos e condições iniciais
Reunir alguns dados básicos acelera a análise de elegibilidade e o início do processo.
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Faturas de energia dos últimos 12 meses da unidade consumidora
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Perfil de consumo mensal em kWh e demanda contratada em kW
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Dados cadastrais da unidade consumidora, como CNPJ, endereço e código de instalação
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Confirmação de que a empresa está enquadrada no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão
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Contato do responsável técnico ou de facilities para acompanhar a adequação do sistema de medição
Não existe consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia. A única condição é o enquadramento no Grupo A, que reúne consumidores de média e alta tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
Visão geral do processo
Com os pré-requisitos reunidos, o processo completo está organizado em cinco etapas macro:
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Definir uma política ambiental simples e documentada
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Implementar ações de baixo custo com métricas rastreáveis
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Migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia
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Obter certificados I-REC e créditos de carbono
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Comunicar resultados para clientes com evidências auditáveis
Guia passo a passo
Etapa 1: definir uma política ambiental simples e documentada
Objetivo: criar um documento interno de uma a duas páginas que declare os compromissos ambientais da empresa, os escopos de emissão cobertos e as metas mensuráveis.
Ações:
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Listar as principais fontes de emissão da empresa, como energia elétrica, transporte e resíduos, para estabelecer o escopo do inventário
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Adotar o GHG Protocol como metodologia de inventário, cobrindo ao menos o Escopo 2 de energia elétrica comprada, por ser uma metodologia reconhecida internacionalmente
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Definir metas SMART com prazo e responsável para cada fonte de emissão identificada
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Aprovar o documento com a diretoria e publicar internamente, formalizando o compromisso da empresa
Responsável interno: gestor de ESG ou diretor de Operações.
Atenção: usar certificados ambientais sem uma política de redução prévia expõe a empresa ao risco de greenwashing. A política registra que a empresa age antes de compensar.
Etapa 2: implementar ações de baixo custo com métricas rastreáveis
Objetivo: estabelecer uma linha de base mensurável para energia, resíduos e emissões antes da migração ao mercado livre de energia.
Ações:
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Criar planilha mensal com consumo em kWh, volume de resíduos em kg e consumo de água em m³ para estabelecer a linha de base
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Calcular o indicador de intensidade energética, como kWh por m² de área ocupada ou por unidade produzida, a partir dos dados coletados
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Digitalizar processos administrativos para reduzir consumo de papel, gerando uma redução mensurável
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Definir metas de redução com prazo de 12 meses com base na linha de base estabelecida
Responsável interno: gerente de Facilities ou gerente de Operações.
Atenção: a linha de base deve ser estabelecida nos primeiros 30 a 60 dias de medição consistente, pois sem essa referência não é possível demonstrar evolução para clientes ou auditores.
Etapa 3: migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia
Objetivo: contratar energia renovável com preço previsível e eliminar as emissões de Escopo 2 da empresa.

Ações:
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Solicitar estudo de viabilidade à Serena Energia com base nas faturas dos últimos 12 meses para avaliar a economia potencial
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Assinar contrato de fornecimento de energia eólica com prazo típico de cinco anos após aprovação do estudo
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Aguardar a conclusão do processo de migração, conduzido integralmente pela Serena Energia sem custo adicional ao cliente, durante o período regulatório de seis meses
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Receber o consultor responsável pelo contrato para acompanhamento contínuo assim que a migração for concluída
Responsável interno: diretor Financeiro ou gerente de Operações.
Dependências: o processo regulatório leva seis meses. A Serena Energia conduz todas as etapas, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição, sem custo adicional para o cliente.
Atenção: no mercado livre de energia, a distribuidora local continua sendo responsável pela entrega física da eletricidade. A mudança é contratual, e a empresa passa a negociar preço, prazo e origem da energia diretamente com a geradora. As emissões de Escopo 2 provenientes da energia elétrica comprada representam uma parcela significativa da pegada de carbono para muitas empresas industriais e de varejo e são as mais acessíveis de reduzir.

Etapa 4: obter certificados I-REC e créditos de carbono
Objetivo: gerar documentação auditável que comprove a origem renovável da energia consumida e neutralize emissões residuais.
Ações para I-REC:
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Solicitar à Serena Energia a emissão dos certificados I-REC correspondentes ao consumo mensal ou anual
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Registrar os certificados na conta da empresa na plataforma do I-REC Standard Foundation
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Retirar os certificados para uso em relatórios de sustentabilidade
Ações para créditos de carbono:
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Realizar inventário de emissões cobrindo Escopos 1, 2 e 3 conforme o GHG Protocol
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Identificar emissões residuais após as ações de redução
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Adquirir créditos de carbono de projetos certificados por padrões reconhecidos como Verra ou Gold Standard
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Emitir relatório auditado com os certificados para comunicação ESG
Responsável interno: gestor de ESG.
Atenção: o GHG Protocol reconhece os I-RECs como instrumento válido para zerar as emissões de Escopo 2 de energia elétrica comprada, aceito em relatórios para CDP, GRI e TCFD. O I-REC é amplamente utilizado para comprovar o consumo voluntário de energia elétrica renovável.

Etapa 5: comunicar resultados para clientes com evidências auditáveis
Objetivo: estruturar um relatório de uma a duas páginas com dados rastreáveis para apresentar a clientes, parceiros e auditores.
Ações:
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Consolidar os certificados I-REC emitidos com número de série verificável publicamente
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Incluir o volume de CO₂ evitado com base no consumo de energia renovável
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Apresentar a evolução dos indicadores de consumo energético, como kWh por m² ou por unidade produzida
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Adicionar os créditos de carbono adquiridos com identificação do projeto certificador
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Disponibilizar o relatório em formato PDF para auditorias e due diligence de clientes
Responsável interno: gestor de ESG com apoio do diretor Financeiro.
Atenção: no Sistema Interligado Nacional, onde os elétrons são fungíveis, o I-REC é o título jurídico que carrega o atributo ambiental. Apenas a empresa que detém o I-REC correspondente ao consumo pode declarar uso de energia renovável e abater emissões de Escopo 2.
Erros comuns e solução de problemas
Erro 1: comunicar sustentabilidade sem documentação rastreável. Um estudo de 2024 com empresas brasileiras identificou que 85% das alegações ambientais em produtos são falsas ou enganosas, frequentemente por ausência de certificação verificável. Solução: nunca comunicar “energia renovável” sem o I-REC correspondente retirado na plataforma oficial.
Erro 2: usar créditos de carbono sem redução prévia de emissões. Compensar emissões sem ações prévias de mitigação é classificado como greenwashing por investidores e clientes. Solução: documentar as ações de redução nas Etapas 1 e 2 antes de adquirir créditos de carbono.
Erro 3: não estabelecer linha de base antes da migração. Sem dados históricos de consumo, é impossível demonstrar evolução. Solução: iniciar a coleta de dados na Etapa 2 antes de concluir a migração ao mercado livre de energia.
Erro 4: escolher créditos de carbono sem verificação de integridade. Investigações publicadas em 2023 e 2024 classificaram créditos de projetos com linhas de base infladas como ativos sem valor real. Solução: exigir projetos listados em registros públicos como Verra ou Gold Standard, com avaliação independente de terceiros.
Erro 5: atrasar o início do processo de migração. O processo regulatório leva seis meses. Cada mês de atraso representa um mês a mais sem previsibilidade de custos e sem certificação de energia renovável.
Verificação de resultados e métricas
Alguns indicadores confirmam a execução correta do processo e facilitam a prestação de contas.
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Indicador |
Unidade |
Fonte de dados |
Frequência |
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Consumo de energia elétrica |
Fatura de energia |
Mensal |
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Emissões de Escopo 2 |
tCO₂e |
Inventário GHG Protocol |
Anual |
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Certificados I-REC emitidos |
MWh certificados |
Plataforma I-REC Standard Foundation |
Mensal ou anual |
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Créditos de carbono adquiridos |
tCO₂e compensadas |
Registro do projeto certificador |
Anual |
O painel de acompanhamento da Serena Energia exibe economia mensal na fatura, economia consolidada total, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Esses dados alimentam diretamente os relatórios de sustentabilidade.

Opções avançadas e próximos passos
Replicar o processo em múltiplas unidades consumidoras do Grupo A permite consolidar os certificados I-REC em um único relatório corporativo. Essa consolidação oferece a clientes uma visão agregada do consumo renovável em toda a operação.
Empresas com metas de Net Zero podem combinar I-RECs para Escopo 2 com créditos de carbono de alta integridade para Escopos 1 e 3 e formar uma estratégia completa e rastreável. Uma pesquisa global de 2025 indicou que mais de metade das empresas planejam aumentar a participação no mercado voluntário de carbono até 2030.

Projetos de eficiência energética, como substituição de equipamentos e automação predial, complementam a migração ao mercado livre de energia. Essa combinação reduz o volume de energia consumida e o custo total, mesmo com preço fixo contratado.
Estruture sua estratégia de certificação I-REC com energia renovável.
FAQ
Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?
Qualquer empresa enquadrada no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo e conduz todo o processo de migração, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição, sem custo adicional para o cliente.
O que é um certificado I-REC e como ele prova responsabilidade ambiental para clientes?
O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado internacional emitido pelo I-REC Standard Foundation que comprova que 1 MWh de eletricidade foi gerado a partir de fontes renováveis. Cada certificado possui número de série verificável publicamente na plataforma oficial. Quando a empresa retira o certificado correspondente ao seu consumo, ela pode declarar formalmente que sua energia é 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, auditorias de clientes e processos de due diligence. O GHG Protocol reconhece os I-RECs como instrumento válido para zerar as emissões de Escopo 2, aceito em relatórios para CDP, GRI e TCFD.
Qual é o investimento necessário para migrar ao mercado livre de energia e obter os certificados?
A Serena Energia cobre os custos de migração gerenciada, conforme mencionado na Etapa 3, incluindo consultoria energética e gestão da energia. Os certificados I-REC são obtidos como parte do contrato de fornecimento de energia renovável. O modelo é de baixo investimento porque não exige infraestrutura própria de geração, já que a Serena Energia produz a energia em seus parques e a distribuidora local entrega na unidade consumidora.
Quanto tempo leva o processo completo, da decisão à primeira certificação?
O processo regulatório de migração leva os seis meses mencionados anteriormente. Durante esse período, as ações das Etapas 1 e 2, política ambiental e linha de base de métricas, podem ser iniciadas em paralelo dentro dos primeiros 30 dias. Após a conclusão da migração, os certificados I-REC passam a ser emitidos mensalmente ou anualmente, conforme a preferência da empresa. O relatório para clientes pode ser estruturado a partir do primeiro ciclo de certificação.
Créditos de carbono e I-RECs são a mesma coisa?
Créditos de carbono e I-RECs têm funções diferentes e complementares. O I-REC certifica a origem renovável da energia elétrica consumida e abate especificamente as emissões de Escopo 2. O crédito de carbono representa a redução ou remoção de uma tonelada de CO₂ equivalente gerada por projetos certificados, como reflorestamento ou captura de metano, e compensa emissões residuais de qualquer escopo após as ações de redução. Os dois instrumentos se complementam porque o I-REC elimina o Escopo 2, enquanto créditos de carbono de alta integridade neutralizam emissões dos Escopos 1 e 3 que ainda não foram reduzidas por outros meios.
Encerramento
Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, têm hoje um caminho estruturado para provar responsabilidade ambiental para clientes com baixo investimento: migrar para o mercado livre de energia com energia renovável, obter certificados I-REC rastreáveis e complementar com créditos de carbono de alta integridade para emissões residuais. O processo começa com uma política ambiental documentada, passa pela migração gerenciada pela Serena Energia e resulta em relatórios auditáveis aceitos pelos principais frameworks globais de sustentabilidade.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criada nas Américas, conduz todo o processo de migração sem custo adicional para o cliente e fornece os certificados I-REC correspondentes ao consumo. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.
Inicie hoje o processo de migração ao mercado livre de energia com certificação ambiental auditável.