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Como reduzir desperdícios e aumentar a margem de lucro?

Como reduzir desperdícios e aumentar a margem de lucro?

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Empresas do Grupo A podem reduzir o impacto da energia no P&L ao eliminar desperdícios técnicos internos e ao migrar para o mercado livre de energia.

  • Um processo estruturado em sete passos permite mapear consumo, identificar perdas, corrigir ineficiências e obter previsibilidade de custos em até seis meses.

  • A migração para o mercado livre de energia converte tarifas reguladas em preço fixo contratado, o que aumenta a precisão do planejamento orçamentário.

  • Manter o monitoramento contínuo de consumo por ativo após a migração ajuda a alinhar a redução de preço com menor volume consumido.

  • Para iniciar uma análise de viabilidade sem custo e entender o potencial de economia da sua empresa, fale com a Serena Energia.

Pré-requisitos e condições iniciais

O processo começa com a organização das informações básicas e o envolvimento das áreas certas da empresa.

Conhecimentos necessários: ter noções básicas de leitura de fatura de energia elétrica, como demanda contratada, consumo em kWh e modalidade tarifária, além de familiaridade com o conceito de OPEX.

Áreas internas a envolver: o financeiro ou a controladoria deve quantificar o impacto da energia no P&L e avaliar a viabilidade econômica da migração. A área de operações ou facilities fornece dados de consumo por ativo ou setor, que são essenciais para o mapeamento de desperdícios. O jurídico participa quando houver necessidade de revisão contratual com a distribuidora atual.

Documentos a reunir: faturas de energia dos últimos 12 meses, contrato atual com a distribuidora e dados de demanda contratada em comparação com a demanda medida.

Antes de prosseguir, é necessário confirmar se a empresa atende ao critério de elegibilidade. Elegibilidade: não existe consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia. A condição necessária é que a empresa pertença ao Grupo A, ou seja, que seja atendida em média ou alta tensão. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade após a migração, e a mudança ocorre apenas na esfera comercial e contratual.

Visão geral do processo

O processo de redução de desperdícios operacionais com foco em energia segue sete passos estruturados: mapear o consumo por setor e por ativo, identificar desperdícios técnicos nos ativos, corrigir as perdas técnicas identificadas, analisar a viabilidade de migração para o mercado livre de energia, contratar e iniciar o processo de migração, acompanhar a transição e validar o sistema de medição, e monitorar resultados para ajustar o consumo.

As três primeiras etapas atuam sobre a eficiência interna e reduzem o volume de energia consumida sem necessidade de investimento relevante. A quarta e a quinta etapas atuam sobre o preço pago por cada kWh consumido, convertendo um custo instável em um valor contratado antecipadamente. A sexta e a sétima etapas fecham o ciclo, com foco na adequação técnica e na visibilidade contínua do desempenho financeiro e operacional.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Esse encadeamento de ações transforma a energia de uma linha de custo pouco previsível em um fator de competitividade mensurável. Converse com a Serena Energia para avaliar como esse processo se adapta ao perfil de consumo da sua empresa.

Guia passo a passo

Passo 1 — Mapear o consumo por setor e por ativo

Objetivo: criar visibilidade detalhada sobre onde a empresa consome energia.

Ações: instalar submedidores por linha de produção, setor ou equipamento crítico, e registrar leituras de forma sistemática.

Responsável: gerente de operações ou de facilities.

Risco: ausência de dados históricos dificulta a identificação de desvios. Mitigação: usar as faturas dos últimos 12 meses como linha de base, pois elas mostram o consumo total da unidade e permitem estimar a distribuição proporcional por setor até que os submedidores acumulem histórico próprio.

Passo 2 — Identificar desperdícios técnicos nos ativos

Objetivo: localizar equipamentos que consomem mais energia do que o necessário para a produção.

Ações: focar nas formas mais comuns de desperdício, como motores com desalinhamento, desequilíbrio e vibração, bombas e ventiladores operando fora do ponto de projeto, transmissões mecânicas com tensão de correia incorreta e acoplamentos desgastados, lubrificação inadequada, conexões elétricas frouxas com aquecimento anormal e falhas em sistemas de ar comprimido e climatização. Um motor que opera com atrito mecânico crescente ou desalinhamento exige corrente elétrica maior para entregar a mesma produção. Nesse caso, o desperdício aparece como calor e vibração, e não como produto.

Responsável: equipe de manutenção, com apoio de ferramentas de monitoramento preditivo.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Dependência: uso dos dados do Passo 1.

Risco: ativos sem histórico de consumo individual dificultam a comparação entre pares. Mitigação: comparar equipamentos idênticos operando em condições similares para identificar desvios de desempenho.

Solicite uma análise gratuita do perfil de consumo da sua empresa e identifique o potencial de economia no mercado livre de energia.

Passo 3 — Corrigir as perdas técnicas identificadas

Objetivo: reduzir o consumo real sem afetar a capacidade produtiva.

Ações: executar um plano de manutenção corretiva nos ativos com consumo específico elevado, medido em kWh por unidade produzida ou por hora operacional acima da referência. Monitorar o consumo por setor, linha de produção ou equipamento individual para confirmar a redução de desperdícios e detectar novos padrões de gasto anormais.

Responsável: equipes de manutenção e operações.

Risco: intervenções mal planejadas podem gerar paradas não programadas. Mitigação: priorizar ativos com maior desvio de consumo e aproveitar janelas de manutenção já previstas.

Com os desperdícios técnicos internos mapeados e em correção, o próximo vetor de redução de custos passa a ser o preço pago por cada kWh consumido. Nesse ponto, a migração para o mercado livre de energia se torna o passo seguinte natural.

Passo 4 — Analisar a viabilidade de migração para o mercado livre de energia

Objetivo: quantificar o impacto financeiro da migração no P&L.

Ações: encaminhar as faturas dos últimos 12 meses para análise por uma comercializadora experiente. A Serena Energia realiza esse estudo de viabilidade sem custo, projeta a economia e apresenta as condições contratuais.

Responsável: diretor financeiro ou controller.

Risco: análise baseada em dados incompletos pode subestimar ou superestimar a economia. Mitigação: fornecer faturas de pelo menos 12 meses consecutivos.

Passo 5 — Contratar e iniciar o processo de migração

Objetivo: formalizar o contrato e iniciar o trâmite regulatório.

Ações: assinar contrato com a comercializadora escolhida. Contratos típicos têm duração de cinco anos, com preço acordado antecipadamente. O processo regulatório leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todo o processo burocrático, que inclui notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição, cobrindo os custos associados.

Responsável: financeiro e jurídico, com suporte integral da Serena Energia.

Risco: atraso no envio de documentação pode estender o prazo. Mitigação: designar um ponto focal interno para agilizar o fluxo de informações.

Critério

Mercado cativo

Mercado livre de energia (Serena Energia)

Definição do preço

Regulado pela ANEEL, com bandeiras tarifárias

Negociado antecipadamente em contrato bilateral

Previsibilidade orçamentária

Baixa, com reajustes e bandeiras pouco previsíveis

Alta, com preço fixo pelo período contratado

Gestão do processo

Empresa gerencia a relação com a distribuidora

Serena Energia gerencia todo o processo, incluindo CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

Origem da energia

Mix da distribuidora, sem escolha

100% renovável, com emissão de I-RECs

Inicie o processo de migração com suporte da Serena Energia e estruture um contrato alinhado ao perfil de consumo da sua empresa.

Passo 6 — Acompanhar a transição e validar o sistema de medição

Objetivo: assegurar que a adequação técnica ocorra sem impacto operacional.

Ações: acompanhar a instalação dos equipamentos de medição compatíveis com o mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza por essa instalação, realiza o diagnóstico técnico prévio e executa a adequação necessária. A entrega física da energia permanece sob responsabilidade da distribuidora local, sem alteração no fornecimento.

Responsável: gerente de operações, com suporte técnico da Serena Energia.

Risco: incompatibilidade do sistema de medição existente. Mitigação: realizar o diagnóstico técnico antecipado e planejar a adequação de forma coordenada com a operação.

Passo 7 — Monitorar resultados e ajustar o consumo

Objetivo: verificar a economia realizada e identificar novas oportunidades de eficiência.

Ações: utilizar o painel da Serena Energia para acompanhar economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Um consultor dedicado da Serena Energia fica disponível para o monitoramento de performance e para esclarecimento de dúvidas.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Responsável: controller ou gerente de facilities.

Risco: consumo fora da faixa contratada gera liquidação no mercado de curto prazo. Mitigação: manter monitoramento ativo do consumo com apoio da Serena Energia e ajustar o perfil contratado quando necessário.

Erros comuns e solução de problemas

Erro 1 — Iniciar a análise sem dados históricos suficientes. Empresas que encaminham apenas uma ou duas faturas recebem projeções menos precisas. Correção: reunir no mínimo 12 meses de faturas antes de solicitar o estudo de viabilidade.

Erro 2 — Tratar a migração como decisão exclusivamente financeira, sem envolver operações. A adequação do sistema de medição exige acesso físico às instalações. Correção: envolver o gerente de operações ou de facilities desde o início do processo.

Erro 3 — Postergar a decisão por percepção de complexidade. O processo regulatório leva seis meses. Cada mês de adiamento representa um mês adicional pagando tarifas do mercado regulado. Correção: iniciar o processo de análise sem compromisso, já que o estudo de viabilidade é gratuito.

Erro 4 — Ignorar o consumo por ativo após a migração. A migração reduz o preço pago por kWh, mas não elimina desperdícios técnicos internos. Se o volume consumido permanecer elevado, a economia de preço tende a ser parcialmente anulada pelo aumento de consumo. Correção: manter o monitoramento de consumo por setor e por ativo em paralelo à gestão do contrato de energia, para que a redução de preço venha acompanhada de menor volume consumido.

Checklist de validação antes da migração:

  • Faturas dos últimos 12 meses reunidas

  • Empresa confirmada no Grupo A (média ou alta tensão)

  • Estudo de viabilidade realizado e aprovado pelo financeiro

  • Gerente de operações ou de facilities informado sobre a adequação do sistema de medição

  • Ponto focal interno designado para o processo de migração

Verificação de resultados e métricas

A partir da primeira fatura após a conclusão da migração, a empresa já consegue comparar o custo real da energia com o período anterior no mercado regulado. Os indicadores a monitorar mensalmente incluem custo total de energia em reais por mês, custo por kWh consumido, consumo realizado em comparação com o consumo previsto e economia acumulada desde a migração.

O painel da Serena Energia centraliza essas informações e permite que o controller ou o gerente de facilities acompanhe o desempenho sem depender de planilhas manuais. A revisão mensal desses indicadores orienta decisões sobre eficiência interna. Se o consumo específico por unidade produzida continuar elevado após a migração, o foco deve retornar aos desperdícios técnicos mapeados nos passos anteriores, para que o ganho financeiro não fique restrito apenas ao preço.

Empresas que combinam a redução de desperdícios técnicos com a migração para o mercado livre de energia atuam ao mesmo tempo sobre o volume consumido e sobre o preço pago, que são os dois vetores de impacto direto na linha de energia do P&L.

Configure o monitoramento de resultados desde o primeiro mês com apoio de um consultor dedicado da Serena Energia.

Opções avançadas e próximos passos

Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem estruturar contratos que abranjam todas as unidades do Grupo A sob uma única gestão. Essa abordagem simplifica o controle financeiro e amplia o volume negociado. A Serena Energia atende empresas em todo o Brasil e pode consolidar a gestão de múltiplos pontos de consumo.

Para empresas com metas públicas de sustentabilidade, a migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia inclui a possibilidade de emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates). Esses certificados, reconhecidos globalmente, comprovam de forma auditável que cada MWh consumido foi gerado por fonte renovável e são a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Para empresas que desejam neutralizar emissões além do Escopo 2, a Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono de projetos certificados, o que complementa a estratégia de descarbonização. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

O passo seguinte após a estabilização da migração é aprofundar o monitoramento de consumo por ativo. O uso contínuo dos dados de submedição permite identificar novas oportunidades de eficiência e criar um ciclo permanente de redução de OPEX.

FAQ

Envie os dados de consumo da sua empresa para receber orientações específicas antes de avançar pelas perguntas frequentes.

Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?

Sim. Conforme explicado na seção de pré-requisitos, qualquer empresa do Grupo A, atendida em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade gratuitamente.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O processo regulatório leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora, conforme detalhado no Passo 5. A Serena Energia conduz todas as etapas de documentação, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição, cobrindo os custos de adequação. Quanto antes a empresa iniciar, mais cedo começa a economizar.

A migração representa risco de interrupção no fornecimento de energia?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela estabilidade da rede. A única mudança ocorre em relação a quem fornece a energia para a empresa.

O que acontece se o consumo real ficar fora do volume contratado?

Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade para o consumo. Quando o consumo real fica fora dessa faixa, a diferença é liquidada no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece monitoramento ativo para reduzir essa exposição, com um consultor dedicado acompanhando o desempenho mensal e sugerindo ajustes no perfil contratado.

Como a migração para o mercado livre de energia impacta as metas de ESG da empresa?

A energia fornecida pela Serena Energia é 100% eólica. Para cada MWh consumido, a empresa pode obter I-RECs, certificados rastreáveis e reconhecidos globalmente que comprovam a origem renovável da energia e permitem declarar consumo 100% limpo nos relatórios de sustentabilidade, com emissões de Escopo 2 zeradas. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para neutralização de outras fontes de emissão.

Conclusão

Ao seguir este guia, a empresa passa a ter controle sobre os dois vetores que determinam o peso da energia no P&L: o volume consumido, reduzido pela eliminação de desperdícios técnicos nos ativos, e o preço pago por cada kWh, estabilizado por meio de um contrato no mercado livre de energia com preço acordado antecipadamente.

Esse movimento gera previsibilidade orçamentária, redução de OPEX e liberação de recursos que podem ser direcionados ao crescimento do negócio, em vez de permanecerem atrelados ao pagamento de tarifas do mercado regulado. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, conduz esse processo para empresas do Grupo A com estrutura especializada e foco em resultados.

Receba um estudo de viabilidade personalizado para a sua empresa e planeje a redução do custo de energia com base em dados concretos.

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