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Gasto médio de energia por CNAE: faixas reais em 2026

Gasto médio de energia por CNAE: faixas reais em 2026

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Não existe tabela oficial de consumo médio por CNAE publicada pela EPE ou pelo IBGE. Os dados disponíveis são agregados por grandes setores.

  • Faixas realistas de consumo variam amplamente entre atividades, de 500 kWh/mês em escritórios até 20.000 kWh/mês em supermercados, e servem como referência prática para PMEs.

  • A energia representa uma das três maiores despesas fixas das pequenas empresas, o que impacta diretamente o fluxo de caixa, o planejamento orçamentário e a margem de lucro.

  • Entre as alternativas para reduzir custos, a geração distribuída compartilhada se destaca por oferecer descontos que podem chegar a 20% sem investimento inicial nem obras.

  • Empresários que desejam reduzir a conta de luz sem complicação podem simular seu desconto em menos de 1 minuto na Serena Energia.

A tabela abaixo apresenta faixas estimadas de consumo mensal para alguns dos principais setores de PMEs brasileiras.

Como não existe tabela oficial publicada pela EPE ou pelo IBGE por CNAE, essas estimativas funcionam como referência prática para avaliar se o consumo da empresa está dentro do esperado para a atividade.

Setor / Atividade (CNAE)

Faixa estimada kWh/mês

Faixa estimada R$/mês

Observação

Padaria e confeitaria

2.000 – 6.000 kWh

R$ 1.800 – R$ 5.400

Fornos, câmaras frias e iluminação contínua elevam o consumo

Restaurante e lanchonete

1.500 – 5.000 kWh

R$ 1.350 – R$ 4.500

Equipamentos de refrigeração e cocção operam por muitas horas

Pequena fábrica / manufatura leve

3.000 – 15.000 kWh

R$ 2.700 – R$ 13.500

Motores e compressores são os principais consumidores

Varejo (loja de rua ou shopping)

800 – 3.500 kWh

R$ 720 – R$ 3.150

Iluminação e ar-condicionado dominam o consumo

Escritório comercial / serviços

500 – 2.500 kWh

R$ 450 – R$ 2.250

Computadores, ar-condicionado e iluminação

Salão de beleza / estética

600 – 2.000 kWh

R$ 540 – R$ 1.800

Secadores, chapinhas e climatização contínua

Clínica médica / odontológica

700 – 2.500 kWh

R$ 630 – R$ 2.250

Equipamentos de diagnóstico e climatização rigorosa

Supermercado de bairro

5.000 – 20.000 kWh

R$ 4.500 – R$ 18.000

Gôndolas refrigeradas operam 24 horas por dia

Essas faixas foram estimadas com base em perfis de consumo típicos de PMEs brasileiras, considerando tarifa média de referência de aproximadamente R$ 0,90/kWh para baixa tensão. Os valores variam conforme distribuidora, bandeira tarifária vigente, porte do estabelecimento e região. Não existe tabela oficial por CNAE publicada pela EPE ou pelo IBGE.

O impacto da energia no caixa das PMEs

Fluxo de caixa

A conta de luz chega todo mês, independentemente do faturamento. Esse caráter fixo da despesa torna-se mais problemático em períodos de bandeira tarifária vermelha ou de baixa nas vendas, quando a receita cai e o custo de energia permanece inalterado.

Para setores com equipamentos que não podem ser desligados, como câmaras frias, fornos industriais e compressores, essa rigidez é ainda maior, pois não há margem para redução operacional imediata mesmo quando o caixa aperta.

Planejamento orçamentário

A falta de uma referência setorial confiável dificulta a avaliação do gasto. Sem essa base, o gestor não sabe se o valor pago resulta de ineficiência interna ou do perfil típico de consumo do setor. Essa incerteza complica a elaboração de orçamentos anuais e a definição de preços de produtos e serviços.

Margem de lucro

A energia figura entre as três maiores despesas operacionais de um negócio. Cada ponto percentual a mais na conta de luz reduz a margem. Para PMEs que operam com margens estreitas, como padarias, restaurantes e varejo, o impacto recai diretamente sobre a viabilidade do negócio.

Diante desse impacto, muitos empresários esperam contar com uma referência oficial de consumo por setor para apoiar o planejamento. Essa referência ainda não existe.

Por que não existe tabela oficial de gasto médio por CNAE?

A EPE publica o Balanço Energético Nacional com consumo por setor amplo. O IBGE realiza a Pesquisa Industrial Anual com foco em indústrias de maior porte. Nenhuma dessas bases cruza consumo de energia com subclasses detalhadas do CNAE de forma pública e atualizada.

Os motivos são estruturais. As distribuidoras de energia registram o consumo por unidade consumidora e classe tarifária, como residencial, comercial e industrial, e não por atividade econômica. Cruzar essas bases exigiria um esforço de integração que ainda não foi realizado de forma sistemática e pública no Brasil.

Alternativas para reduzir o gasto com energia

As PMEs brasileiras costumam seguir quatro caminhos principais para lidar com o custo de energia:

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.
  • Continuar com a distribuidora local: manter a opção padrão, sem nenhuma ação adicional. O empresário paga a tarifa cheia, sujeita a reajustes anuais e bandeiras tarifárias.

  • Instalar painéis solares próprios: adquirir e instalar um sistema fotovoltaico no próprio imóvel. Essa alternativa exige investimento inicial elevado, obras no estabelecimento e gestão contínua de manutenção. O retorno do investimento costuma levar anos.

  • Contratar geração distribuída compartilhada: receber créditos de energia gerada em usinas solares de terceiros, sem instalar nada no próprio imóvel. A distribuidora local abate os créditos na conta de luz. Não há investimento inicial próprio nem obras.

  • Adotar medidas de eficiência energética: trocar equipamentos por versões mais eficientes, automatizar a iluminação e gerenciar horários de pico. Essas ações reduzem o consumo, mas exigem investimento e tempo de implementação.

Comparação entre as alternativas

A tabela a seguir resume as principais diferenças entre essas quatro alternativas em termos de investimento, complexidade, prazo para resultado e necessidade de gestão contínua. Essa visão ajuda a escolher o caminho mais adequado para cada negócio.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

Alternativa

Investimento inicial

Complexidade

Prazo para resultado

Gestão contínua

Distribuidora local (status quo)

Nenhum

Nenhuma

Sem economia

Nenhuma

Painéis solares próprios

Dezenas de milhares de reais

Alta, com obra, projeto e homologação

Anos para retorno do investimento

Alta, com manutenção periódica

Geração distribuída compartilhada

Zero

Baixa, com contratação digital

Até 90 dias para conexão

Baixa, com gestão pelo fornecedor

Eficiência energética

Variável, com troca de equipamentos

Média, com diagnóstico e implementação

Meses a anos

Média, com monitoramento contínuo

Como avaliar seu consumo e implementar uma solução?

O empresário pode avaliar o consumo e estruturar uma solução em etapas simples:

  1. Reunir as últimas 12 faturas de energia do estabelecimento para considerar um histórico anual e reduzir distorções sazonais.

  2. Calcular o consumo médio mensal em kWh somando os kWh de cada fatura e dividindo por 12.

  3. Comparar com a faixa do setor usando a tabela no início deste artigo. Se o consumo ficar consistentemente acima da faixa superior, vale investigar ineficiências internas.

  4. Identificar os principais equipamentos consumidores, como ar-condicionado, refrigeração, fornos e compressores, e verificar se estão calibrados e em bom estado.

  5. Avaliar alternativas de redução de custo com base no perfil da empresa. Se o consumo estiver dentro da faixa normal do setor, a prioridade tende a ser reduzir o custo por kWh, não necessariamente o consumo em si. Nessa etapa, vale comparar as quatro alternativas apresentadas usando a tabela de comparação.

  6. Se optar pela geração distribuída, simule a economia informando o valor médio da conta. A simulação apresenta em tempo real o desconto estimado, sem compromisso.

  7. Contratar digitalmente, enviando documentos online e assinando o contrato eletronicamente. Após o período de conexão, que pode levar até 90 dias, os descontos começam a aparecer na fatura.

Simule seu desconto agora e veja quanto sua empresa pode economizar.

Exemplos práticos por setor

Padaria

Uma padaria de bairro com fornos elétricos, câmara fria e iluminação em funcionamento das 5h às 20h tende a consumir entre 2.000 e 6.000 kWh por mês. Se a fatura mensal ficar acima de R$ 5.400, o consumo provavelmente está acima da faixa típica do setor.

O primeiro passo é verificar a eficiência dos fornos e o isolamento das câmaras frias. Em paralelo, contratar geração distribuída reduz o custo por kWh sem exigir alteração nos equipamentos ou na operação.

Pequena fábrica

Uma manufatura leve com motores elétricos e compressores operando em turno único pode consumir entre 3.000 e 15.000 kWh por mês. A variação é grande porque depende do número de máquinas e das horas de operação.

Nesse perfil, a geração distribuída costuma ser uma estratégia eficaz para reduzir o custo fixo de energia, pois os descontos incidem sobre todo o consumo, sem necessidade de obras ou interrupção da produção.

Escritório comercial

Um escritório com 10 a 20 estações de trabalho, ar-condicionado central e iluminação LED costuma consumir entre 500 e 2.500 kWh por mês. Esse é um perfil com menor consumo absoluto, mas a energia ainda representa um custo fixo relevante.

Para esse segmento, a geração distribuída fica acessível a partir de contas de cerca de R$ 500 por mês, sem investimento inicial.

Conclusão

A ausência de uma tabela oficial de gasto médio de energia por CNAE limita o sistema de informações energéticas brasileiro. As faixas apresentadas neste artigo reúnem estimativas baseadas em perfis típicos de consumo e funcionam como ponto de partida para que o empresário avalie sua própria situação.

Os dados setoriais mostram que a energia representa um custo fixo relevante em praticamente todos os segmentos. Reduzir esse custo sem investimento inicial e sem interromper a operação torna-se possível com a geração distribuída compartilhada.

A Serena Energia, que está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece os descontos mencionados anteriormente na conta de luz, com contratação 100% digital e sem obras no estabelecimento. Após a conexão, a economia aparece diretamente na fatura.

Perfil lateral de um trabalhador concentrado, usando capacete branco e colete de segurança amarelo de alta visibilidade, com aerogeradores desfocados ao fundo.
Técnicos especializados em campo são fundamentais para a manutenção da infraestrutura de energia limpa que abastece nossos clientes.

O próximo passo é comparar a conta com a faixa do setor e estimar o potencial de economia.

Descubra seu potencial de economia em menos de 1 minuto.

Empresários que desejam reduzir o peso da conta de luz no orçamento podem dar o primeiro passo agora. Faça sua simulação gratuita e direcione mais recursos para o crescimento do negócio.

Perguntas frequentes

Como saber se meu consumo de energia está normal para o meu setor?

O primeiro passo é comparar o consumo médio mensal em kWh da empresa com a faixa indicada para o setor na tabela deste artigo. Os valores variam conforme o porte do estabelecimento, os equipamentos utilizados, o horário de funcionamento e a região do país.

Se o consumo ficar consistentemente acima da faixa superior, vale fazer um levantamento dos principais equipamentos consumidores e verificar oportunidades de eficiência. Se estiver dentro da faixa, a estratégia mais direta para reduzir o custo tende a ser buscar um desconto no valor do kWh, e não reduzir o consumo.

Como calcular o gasto mensal de energia em reais a partir do consumo em kWh?

Uma forma simples é multiplicar o total de kWh consumidos no mês pela tarifa aplicada pela distribuidora. Essa tarifa varia por distribuidora, classe de tensão e bandeira tarifária vigente.

Para uma estimativa rápida, o empresário pode usar o valor total da última fatura e dividir pelo total de kWh indicado nela. O resultado é o custo médio por kWh no caso específico, já com encargos e tributos embutidos.

Quanto tempo leva para começar a economizar com geração distribuída?

Após a contratação, a distribuidora local precisa conectar a unidade consumidora ao sistema de créditos de energia. Esse processo pode levar até 90 dias. A partir da primeira fatura gerada após a conexão, os descontos já aparecem na conta. Não há nenhuma instalação física necessária no estabelecimento do cliente.

A geração distribuída funciona para qualquer tipo de empresa?

A geração distribuída pela Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros. O requisito mínimo é uma conta de luz a partir de R$ 500 por mês.

Não há restrição por setor de atividade ou CNAE. Padarias, escritórios, clínicas, fábricas e lojas de varejo podem contratar, desde que estejam na área de cobertura e atendam ao perfil de tensão.

Posso cancelar o contrato de geração distribuída se precisar?

Os contratos de geração distribuída preveem condições de cancelamento. A Serena Energia disponibiliza todas as regras de forma transparente antes da contratação, para que o empresário tenha clareza sobre os termos antes de assinar.

O objetivo é construir uma parceria de longo prazo baseada na economia gerada, mas o cliente sempre tem acesso às condições de saída caso precise.

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