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Como eliminar desperdícios e reduzir custos de energia?

Como eliminar desperdícios e reduzir custos de energia?

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Empresas do Grupo A podem reduzir consideravelmente a conta de energia ao mapear o consumo e eliminar desperdícios operacionais, como vazamentos de ar comprimido e equipamentos ociosos.

  • Um Sistema de Gestão de Energia (EMS) permite realizar monitoramento contínuo, detectar anomalias e manter os ganhos obtidos nas etapas iniciais.

  • Iniciar a migração ao mercado livre de energia em paralelo às ações operacionais evita atrasos, pois o processo regulatório leva até 6 meses e substitui bandeiras tarifárias por preço fixo.

  • Manter programas de manutenção preventiva, automação e medição adequada consolida as economias e reduz o risco de retorno de desperdícios ao longo do tempo.

  • Com a Serena Energia, você conta com migração gerenciada, gestão energética e consultoria sem custo adicional. Fale com nossos especialistas.

Pré-requisitos para começar

Três condições criam a base para um projeto consistente de redução de custos de energia:

  • Documentação: reúna as faturas de energia dos últimos 12 meses, os dados de demanda contratada e medida e os registros de consumo por unidade ou setor, quando disponíveis. Esses documentos formam a linha de base que permite medir o impacto real de cada ação implementada nas etapas seguintes.

  • Equipe multidisciplinar: envolva as áreas de finanças para validar o impacto no P&L, operações ou facilities para mapear equipamentos e processos e sustentabilidade para alinhar metas de ESG e certificações. Essa combinação reduz lacunas no diagnóstico e aumenta a adesão às mudanças.

  • Medição adequada: verifique se os pontos de consumo críticos possuem medidores individuais ou se é necessário instalar submedidores antes do diagnóstico. Sem dados granulares, as etapas seguintes perdem precisão e o potencial de economia diminui.

Visão geral do processo em 5 etapas

O processo segue um fluxo lógico e sequencial: diagnóstico de consumo → eliminação de desperdícios operacionais → implantação de monitoramento contínuo → manutenção preventiva e automação → migração para o mercado livre de energia.

Cada etapa gera insumos para a fase seguinte e os resultados acumulados constroem o caso financeiro que justifica e potencializa a migração para o mercado livre de energia.

Passo a passo: como eliminar desperdícios e reduzir custos de energia?

Etapa 1 — Diagnóstico de consumo (semanas 1–2)

Objetivo: mapear onde e quando a energia é consumida e identificar os maiores focos de desperdício.

Ações: analise as faturas dos últimos 12 meses para identificar sazonalidades e picos de demanda, compare a demanda contratada com a demanda medida, percorra a planta para listar equipamentos de alta potência e seus regimes de operação, registre horários de funcionamento de HVAC, compressores, iluminação e motores.

Responsável: gerente de facilities ou de operações, com suporte de finanças para cruzar dados de produção e consumo.

Resultado esperado: mapa de consumo por área, lista priorizada de oportunidades e linha de base para medir reduções futuras.

Etapa 2 — Eliminação de desperdícios operacionais (semanas 3–6)

Objetivo: atacar os desperdícios identificados com ações de baixo custo e impacto rápido.

Equipamentos ociosos continuam consumindo energia mesmo sem produzir resultado. Esse desperdício se agrava quando tempo de espera, falhas de equipamento e retrabalho mantêm sistemas de ar comprimido, HVAC e ventilação operando sem gerar saída produtiva.

Para atacar essas fontes de desperdício, as ações prioritárias nesta etapa incluem:

  • Detectar e reparar vazamentos de ar comprimido, pois reparos nesse sistema geram economias anuais relevantes, com payback típico de 12 a 24 meses.

  • Substituir a iluminação convencional por LED, já que a troca para LED pode reduzir o consumo de iluminação em até 75%.

  • Agrupar lotes de produção similares para reduzir ciclos de partida e parada de máquinas. Cada ciclo adicional de start-up, shutdown e limpeza consome energia extra. Lotes maiores e mais homogêneos reduzem o consumo sem afetar o volume de saída.

  • Programar o desligamento automático de equipamentos fora do horário produtivo, evitando consumo em períodos sem produção.

Responsável: gerente de operações e equipe de manutenção.

Etapa 3 — Implantação de monitoramento contínuo (semanas 5–8)

Objetivo: criar visibilidade em tempo real para sustentar as reduções obtidas e identificar novos desvios.

Para alcançar esse objetivo, a ferramenta central é um Sistema de Gestão de Energia (EMS), que monitora o consumo continuamente, detecta anomalias, como picos de potência em horários incomuns, e identifica consumos desnecessários, como operação excessiva de máquinas e dispositivos em modo ocioso.

A implantação segue cinco estágios: auditoria energética, instalação de medidores, configuração do sistema, integração com a infraestrutura de TI e comissionamento com monitoramento contínuo.

O investimento em um EMS pode se pagar em alguns anos, dependendo do porte da organização e do volume de consumo. Esse retorno se acelera em empresas com múltiplas unidades, onde a integração centralizada permite gestão remota e comparação de desempenho entre plantas, identificando oportunidades de melhoria que seriam invisíveis em análises isoladas.

Pronto para transformar visibilidade em economia real? Simule quanto sua empresa pode economizar com monitoramento contínuo e migração gerenciada.

Etapa 4 — Manutenção preventiva e automação (semanas 7–12)

Objetivo: consolidar os ganhos operacionais com programas estruturados de manutenção e automação de processos intensivos em energia.

Programas de manutenção preditiva podem reduzir os custos totais de manutenção e os custos de reparos emergenciais consideravelmente. Manter bobinas de HVAC limpas, sensores calibrados e filtros dentro da especificação faz com que os controles operem corretamente e entreguem as economias de energia previstas.

A automação complementa a manutenção, pois sistemas automatizados ajustam dinamicamente o consumo de energia às necessidades correntes, eliminando desperdícios e aumentando a eficiência.

Para garantir que tanto a manutenção quanto a automação estejam implementadas de forma consistente, utilize o checklist a seguir como validação final desta etapa:

  • Plano de manutenção preventiva documentado para os 5 equipamentos de maior consumo

  • Sensores de presença instalados em áreas de uso intermitente

  • Agendamento automático de desligamento configurado no EMS

  • Relatório mensal de desvios gerado automaticamente

Etapa 5 — Migração ao mercado livre de energia (a partir do dia 1, conclusão em até 6 meses)

Objetivo: substituir o custo regulado e sujeito a bandeiras tarifárias por um contrato com preço acordado antecipadamente, somando economia financeira aos ganhos operacionais já obtidos.

A migração pode e deve ser iniciada em paralelo às etapas anteriores, pois o processo regulatório leva 6 meses.

A Serena Energia conduz todo o processo de migração gerenciada sem custo adicional para o cliente: análise de viabilidade, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e gestão contínua após a entrada no mercado livre de energia.

A economia pode chegar a 20% em relação ao mercado cativo, com preço fixo que reduz a incerteza associada às bandeiras tarifárias.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Erros comuns e como evitá-los

Ao longo das cinco etapas, quatro armadilhas aparecem com frequência e podem comprometer os resultados do processo. A tabela a seguir resume cada erro, seu impacto e a ação preventiva correspondente.

Erro

Consequência

Como evitar

Iniciar sem linha de base de consumo

Impossível medir resultados reais

Coletar 12 meses de faturas antes de qualquer ação

Tratar a migração ao mercado livre de energia como etapa final isolada

Atraso de 6 meses no início da economia

Iniciar o processo de migração no dia 1, em paralelo

Envolver apenas uma área, por exemplo, só finanças

Diagnóstico incompleto e baixa adesão operacional

Formar equipe multidisciplinar desde o início

Não monitorar após as melhorias

Desperdícios retornam sem detecção

Implantar EMS com alertas automáticos

Como verificar os resultados

O acompanhamento estruturado dos resultados consolida as economias e orienta novos ajustes.

Operacional: acompanhar consumo em kWh por unidade de produção (energy ratio), número de ocorrências de manutenção corretiva por mês e percentual de redução de demanda de pico.

Financeiro: acompanhar a variação da fatura de energia mês a mês, comparada à linha de base, e a economia acumulada desde a entrada no mercado livre de energia. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

Sustentabilidade: acompanhar toneladas de CO₂ de Escopo 2 abatidas por meio dos I-RECs (International Renewable Energy Certificates) emitidos pela Serena Energia para cada MWh consumido de fonte renovável.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

A frequência de revisão recomendada é mensal para indicadores operacionais e financeiros e trimestral para indicadores de sustentabilidade e alinhamento com metas de ESG.

Quer acompanhar suas economias em tempo real? Fale com nossos consultores e conheça o painel digital da Serena Energia.

Opções avançadas para múltiplas unidades e metas de sustentabilidade

Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem centralizar a gestão energética em um único EMS integrado, comparar o desempenho entre plantas e priorizar investimentos onde o impacto é maior. A automação em um EMS permite acesso remoto e gestão centralizada em múltiplas localidades.

Para metas de sustentabilidade, a Serena Energia emite I-RECs rastreáveis desde a fonte geradora até o consumidor final, permitindo que a empresa declare consumo 100% renovável em relatórios de ESG.

Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Para empresas que buscam neutralizar emissões além do Escopo 2, a Serena Energia também oferece créditos de carbono de projetos certificados.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Perguntas frequentes

Minha empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?

O Grupo A reúne consumidores atendidos em média e alta tensão. Qualquer empresa nessa faixa pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Quanto tempo leva a migração e quem cuida do processo?

O processo regulatório leva 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia assume todo o processo descrito na Etapa 5, sem custo adicional para o cliente sob sua gestão. Por isso, quanto antes o processo for iniciado, mais cedo a empresa começa a economizar.

A migração para o mercado livre de energia representa algum risco para a operação?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua sendo responsável pela entrega física da eletricidade e pela estabilidade da rede.

A única mudança é de quem a empresa compra a energia. A Serena Energia instala os equipamentos de medição necessários sem custo adicional e acompanha todo o processo para que não haja impacto na operação.

Como os desperdícios operacionais se conectam à economia no mercado livre de energia?

As duas iniciativas são complementares. Reduzir desperdícios diminui o volume de energia consumido. Migrar para o mercado livre de energia reduz o preço pago por cada MWh consumido. Combinadas, as ações impactam tanto o consumo quanto o custo unitário, o que amplia a redução total da fatura.

Além disso, um perfil de consumo mais estável e previsível facilita a negociação de contratos no mercado livre de energia.

Como comprovar para stakeholders que a energia consumida é renovável?

Conforme descrito na seção de opções avançadas, a Serena Energia emite I-RECs (International Renewable Energy Certificates) para cada MWh consumido, certificados reconhecidos globalmente que comprovam a origem renovável da energia.

Trata-se da ferramenta padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade e atender às exigências de investidores, clientes e auditorias de ESG.

Resumo e próximos passos

Eliminar desperdícios operacionais e reduzir custos de energia em empresas do Grupo A, consumidores de média e alta tensão, exige combinar ações operacionais rápidas com a migração ao mercado livre de energia.

O roteiro cobre diagnóstico de consumo, eliminação de desperdícios com ações de impacto rápido, monitoramento contínuo via EMS, manutenção preventiva e automação, e migração gerenciada para o mercado livre de energia com preço acordado antecipadamente e energia 100% renovável certificada.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece o processo de migração gerenciada detalhado na Etapa 5, além de gestão energética e consultoria, tudo sem custo adicional para clientes sob sua gestão, bem como I-RECs e créditos de carbono para metas de sustentabilidade.

Clientes como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam a plataforma para transformar custos de energia em vantagem competitiva.

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