Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 21 de agosto de 2026
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A podem fixar o preço da energia por 3 a 5 anos no mercado livre de energia, o que elimina a exposição a reajustes anuais e a acréscimos por bandeiras tarifárias na parcela contratada.
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A migração completa ao mercado livre de energia costuma ser concluída em cerca de 6 meses, sem interrupção da operação.
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Contratos bilaterais de preço fixo reduzem o impacto de variações do PLD e aumentam a previsibilidade do P&L.
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O uso de energia renovável da Serena Energia permite emitir I-RECs e créditos de carbono, o que aproxima a operação das metas de ESG.
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Para obter um estudo de viabilidade personalizado e iniciar sua migração, fale com um consultor da Serena Energia.
O impacto da inflação tarifária no seu orçamento
Os reajustes anuais têm pressionado os custos de energia de empresas do Grupo A de forma consistente. A projeção para 2026 apontava alta média de 8% nas tarifas, e os reajustes efetivamente aprovados superaram essa estimativa em diversas distribuidoras: 18,75% para consumidores de alta tensão da CPFL Paulista (SP), reajuste médio de 12,11% para a Energisa Mato Grosso do Sul em abril de 2026 e reajuste de 12,36% para consumidores de média e alta tensão da Energisa Sergipe a partir de 22 de abril de 2026. Sobre esses reajustes ainda incidem as bandeiras tarifárias, que elevam o custo da energia em períodos de escassez hídrica sem aviso prévio ao gestor financeiro.
Para entender o impacto real dessas variações no orçamento da sua empresa, vale comparar cenários de permanência no mercado cativo e de migração ao mercado livre de energia. A tabela abaixo mostra como uma empresa do Grupo A, com gasto base de R$ 1.000.000 por ano, seria afetada em três situações distintas:
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Cenário |
Custo anual de energia |
Variação vs. base |
Efeito no P&L |
|---|---|---|---|
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Base (mercado cativo, sem reajuste) |
R$ 1.000.000 |
– |
Referência |
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Estressado (+25% por reajuste e bandeiras) |
R$ 1.250.000 |
+R$ 250.000 |
Erosão direta de margem |
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Protegido (contrato bilateral de preço fixo no mercado livre de energia) |
Até R$ 800.000* |
−R$ 200.000 |
Redução de OPEX e maior previsibilidade |
*Economia de até 20% em relação ao mercado regulado, conforme dados da Serena Energia. Os valores são ilustrativos e variam conforme perfil de consumo, distribuidora e condições de contrato.
Fale com um de nossos consultores para estimar o impacto desses cenários no orçamento da sua empresa.
Como funciona o contrato bilateral de 3 a 5 anos?
No mercado livre de energia, a empresa negocia diretamente com uma comercializadora ou geradora o preço da energia que vai consumir. Ao fixar esse preço antes do início do fornecimento, a empresa reduz a exposição a reajustes futuros, pois o valor acordado permanece inalterado durante toda a vigência do contrato, que costuma ser de 3 a 5 anos, com predominância de prazos de 5 anos.
A entrega física da eletricidade continua sob responsabilidade da distribuidora local. Os fios, postes e a qualidade da rede permanecem os mesmos. O que muda é o fornecedor da energia e o preço pago por ela. A parcela de energia contratada deixa de sofrer acréscimos por bandeiras tarifárias. Contratos de preço fixo no mercado livre de energia reduzem o impacto de picos no PLD, ao contrário de contratos indexados, que podem reduzir ou até reverter a economia esperada em períodos de preços elevados.
Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade de consumo, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Diferenças fora dessa faixa são liquidadas no mercado de curto prazo. Uma gestora experiente acompanha esse consumo mês a mês para reduzir essa exposição e apoiar eventuais ajustes de contrato.
Passo a passo: como migrar em 6 meses
1. Análise de faturas e elegibilidade
O primeiro passo é confirmar que a empresa pertence ao Grupo A, com conexão em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido. Em seguida, as faturas dos últimos 12 meses são analisadas para mapear o perfil de consumo, identificar sazonalidades e calcular o potencial de economia no mercado livre de energia.
2. Escolha da comercializadora
Escolher uma comercializadora que também seja geradora de energia renovável reduz riscos de fornecimento, pois ela não depende apenas da compra de energia de terceiros. Esse perfil de autossuficiência caracteriza a Serena Energia, que está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer. Depois da escolha, a empresa formaliza o acordo e assina o contrato bilateral com o preço definido para todo o período de vigência.

3. Registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia. Esse processo envolve documentação técnica, jurídica e financeira. A Serena Energia conduz todas essas etapas para clientes sob sua gestão, o que simplifica a entrada no ambiente livre.
Fale com um de nossos consultores e entenda como a Serena Energia assume cada etapa da migração pela sua empresa.
4. Adequação do sistema de medição
O mercado livre de energia exige equipamentos de medição horária compatíveis com o ambiente de contratação livre. A Serena Energia coordena a instalação e a configuração desses equipamentos junto à distribuidora e aos fornecedores técnicos, para que o consumo seja medido de forma adequada ao novo modelo contratual.

5. Primeira economia após a conclusão da migração
O prazo regulatório de migração costuma ser de cerca de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia aparece na primeira fatura emitida já no mercado livre de energia. Empresas que migraram ao mercado livre de energia registraram economias relevantes ao longo de contratos de longo prazo, com maior previsibilidade orçamentária mesmo em períodos de aumento de tarifas. Após a migração, um consultor dedicado da Serena Energia acompanha a performance do contrato e permanece disponível para dúvidas.
Proteção de custos e metas de ESG com I-REC e créditos de carbono
A migração ao mercado livre de energia também contribui para a agenda de sustentabilidade. A Serena Energia fornece energia proveniente majoritariamente de fonte eólica, com origem renovável descrita em contrato. Para cada MWh consumido, a empresa pode solicitar a emissão de I-RECs (International Renewable Energy Certificates), certificados reconhecidos globalmente que comprovam, de forma auditável, que a energia consumida veio de fonte limpa. Esses certificados são uma das principais ferramentas para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade.

Empresas com metas mais amplas de descarbonização podem contar ainda com créditos de carbono de projetos certificados oferecidos pela Serena Energia. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Reduzir o custo da energia e avançar nas metas de ESG passa a ser um movimento integrado, viabilizado pelo mesmo contrato de fornecimento.

Checklist de verificação de resultados
Após a migração, alguns indicadores ajudam a confirmar se o processo atingiu os objetivos esperados:
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Economia mensal verificável: comparação entre o custo no mercado cativo e o custo no mercado livre de energia, com dados consolidados no painel da Serena Energia.
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Previsibilidade orçamentária: estabilidade da parcela de energia contratada ao longo do ano, sem variações relevantes fora do que foi planejado.
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Redução do impacto de bandeiras tarifárias: parcela de energia contratada sem acréscimos por bandeiras, com impacto concentrado apenas na parte que permanece no mercado regulado, quando houver.
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Conformidade regulatória: representação ativa na CCEE pela Serena Energia, sem novas rotinas operacionais para a equipe interna.
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Certificação de origem renovável: I-RECs emitidos e disponíveis para uso em relatórios de sustentabilidade e comunicação de ESG.
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Consumo dentro da faixa contratada: monitoramento mensal para manter o consumo dentro da flexibilidade prevista em contrato e reduzir liquidações no mercado de curto prazo.
Fale com um de nossos consultores e receba um estudo de viabilidade com base nas faturas da sua empresa.
Perguntas frequentes
Minha empresa pode migrar para o mercado livre de energia?
Qualquer empresa do Grupo A, conectada em média ou alta tensão, pode migrar para o mercado livre de energia. Não há consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade a partir das faturas de energia da empresa e apresenta o potencial de economia.
Quanto tempo leva a migração?
O processo regulatório costuma levar cerca de 6 meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, como registro na CCEE, adequação do sistema de medição e gestão documental, para clientes sob sua gestão. A economia começa na primeira fatura emitida já no mercado livre de energia.
A migração representa algum risco para o fornecimento de energia?
A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela qualidade da rede. O que muda é o fornecedor da energia e o preço pago por ela. O fornecimento não é interrompido em nenhuma etapa do processo.
O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos do que o contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. A Serena Energia oferece gestão ativa para acompanhar o consumo mensalmente e reduzir essa exposição, ajudando a empresa a manter-se dentro do intervalo contratado.
Como o contrato no mercado livre de energia se conecta às metas de ESG da empresa?
A energia fornecida pela Serena Energia provém majoritariamente de fonte eólica. Para cada MWh consumido, a empresa pode solicitar a emissão de I-RECs, que comprovam de forma auditável a origem renovável da energia e são utilizados para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para empresas que buscam neutralizar outras fontes de emissão.
Conclusão
Empresas do Grupo A que permanecem no mercado cativo ficam expostas a reajustes tarifários anuais e a acréscimos por bandeiras tarifárias, o que torna o planejamento orçamentário menos preciso e reduz margens do P&L. A migração ao mercado livre de energia, por meio de um contrato bilateral de preço fixo com duração de 3 a 5 anos, trata esse problema de forma estrutural: o custo da energia contratada passa a ser conhecido com antecedência, a parcela contratada deixa de sofrer acréscimos por bandeiras e a empresa passa a contar com dados mais estáveis para o orçamento de longo prazo. O processo regulatório leva alguns meses e, com a Serena Energia, todas as etapas são conduzidas para clientes sob sua gestão, da análise de faturas à representação contínua na CCEE. Fale com um de nossos consultores e dê o primeiro passo para direcionar o gasto com energia ao crescimento do seu negócio.