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Eficiência energética e sustentabilidade corporativa

Eficiência energética e sustentabilidade corporativa

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Empresas do Grupo A podem reduzir custos e comprovar avanços em ESG ao migrar para o mercado livre de energia com fontes renováveis.
  • Um processo em seis etapas conecta diagnóstico de consumo, metas de eficiência, contratação de energia renovável, eficiência energética, emissão de I-RECs e reporte ESG.
  • Definir metas integradas de redução de consumo e descarbonização de Escopo 2 faz a eficiência energética contribuir de forma direta para os indicadores de sustentabilidade.
  • A emissão e a aposentadoria de I-RECs são essenciais para comprovar, de forma auditável, a origem renovável da energia consumida em relatórios GRI, SASB e CDP.
  • Para estruturar sua estratégia de energia e sustentabilidade, fale com a Serena Energia.

Pré-requisitos e condições iniciais

Três condições preparam a empresa para integrar eficiência energética e sustentabilidade.

Com essas três condições estabelecidas, a empresa está pronta para iniciar o processo de integração. As seis etapas a seguir formam um ciclo que conecta diagnóstico, metas, migração e reporte.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Visão geral do processo em 6 etapas macro

  1. Diagnóstico de consumo e linha de base de emissões de Escopo 2
  2. Definição de metas integradas (eficiência + descarbonização)
  3. Migração gerenciada para o mercado livre de energia com contrato de energia renovável
  4. Implementação de projetos de eficiência energética nas instalações
  5. Emissão e gestão de I-RECs para comprovação de origem renovável
  6. Monitoramento contínuo de KPIs e reporte ESG

Guia passo a passo detalhado

Etapa 1, diagnóstico de consumo e linha de base de emissões de Escopo 2

Objetivo: estabelecer a linha de base que servirá de referência para medir toda evolução futura.

Ações: consolidar 12 meses de faturas, calcular consumo total em MWh e aplicar fatores de emissão para converter consumo em toneladas de CO₂ equivalente de Escopo 2. Embora esta etapa foque no Escopo 2, empresas devem monitorar emissões de Escopo 1, 2 e 3 separadamente para obter uma visão completa da performance de carbono, o que torna essencial isolar o Escopo 2 desde o início.

Responsáveis: Operações e Finanças, com suporte do Gestor de Sustentabilidade.

Atenção: sem linha de base auditável, qualquer redução futura tende a ser questionada em relatórios externos.

Etapa 2, definição de metas integradas

Objetivo: alinhar metas de redução de consumo com metas de descarbonização de Escopo 2 e com o orçamento de energia.

Ações: definir intensidade energética alvo em kWh por unidade produzida ou por receita, estabelecer percentual de redução de emissões de Escopo 2 e fixar prazo e responsável por cada meta. O CFO costuma atuar como líder estratégico do processo de reporte ESG, embora organizações maiores possam atribuir esse papel a um Chief Sustainability Officer.

Responsáveis: Diretor Financeiro e Diretor de Sustentabilidade.

Atenção: metas de eficiência e metas de descarbonização precisam ser definidas em conjunto porque cada uma cobre apenas parte do desafio. Reduzir consumo diminui o volume total de emissões, mas sem contratar energia renovável o fator de emissão por MWh permanece igual, o que impede zerar o Escopo 2 para fins de reporte.

Fale com um de nossos consultores e veja como a Serena Energia pode estruturar sua migração para o mercado livre de energia.

Etapa 3, migração gerenciada para o mercado livre de energia

Objetivo: contratar energia 100% renovável com preço acordado antecipadamente, reduzir o impacto das bandeiras tarifárias e diminuir o custo da conta de luz.

Ações: solicitar estudo de viabilidade com base nas faturas coletadas na Etapa 1, fechar contrato com a Serena Energia e iniciar o processo de migração, que inclui notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição. A Serena Energia assume todo esse processo sem custo adicional para o cliente.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Responsáveis: Diretor de Operações coordena a adequação técnica, Diretor Financeiro aprova o contrato e a Serena Energia conduz a burocracia.

Atenção: o prazo regulamentar de migração é de 6 meses. Iniciar o processo com antecedência acelera o início da economia e da acumulação de MWh renováveis certificáveis.

Etapa 4, implementação de projetos de eficiência energética

Objetivo: reduzir o consumo absoluto nas instalações, diminuindo tanto o custo quanto o volume de emissões de Escopo 2 a ser compensado.

Ações: mapear equipamentos e processos com maior consumo, priorizar ações de menor prazo de recuperação como iluminação LED, correção de fator de potência e manutenção preventiva de motores, e implementar medição por ponto de consumo para identificar desperdícios. Métricas de intensidade energética e emissões são essenciais para empresas industriais e de manufatura, pois custos de energia e exposição ao carbono afetam diretamente as margens.

Responsáveis: Diretor de Operações e equipe de facilities.

Atenção: projetos de eficiência sem medição antes e depois não geram evidência auditável para relatórios ESG.

Etapa 5, emissão e gestão de I-RECs

Objetivo: comprovar, de forma auditável e reconhecida globalmente, que cada MWh consumido tem origem renovável.

Ações: para cada MWh consumido no mercado livre de energia com a Serena Energia, solicitar a emissão do I-REC (International Renewable Energy Certificate), registrar os certificados emitidos e aposentados no sistema e incorporar os I-RECs ao inventário de emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade. RECs precisam ser devidamente aposentados e as entregas de energia verde precisam estar alinhadas com os volumes contratados para que a empresa demonstre reduções reais de emissões a investidores e frameworks de reporte como GRI, CDP e SASB.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Responsáveis: Gestor de Sustentabilidade, com suporte da Serena Energia na emissão dos certificados.

Atenção: a emissão e a aposentadoria de I-RECs permitem comprovar a origem renovável da energia de forma auditável.

Etapa 6, monitoramento contínuo de KPIs e reporte ESG

Objetivo: fechar o ciclo e transformar dados operacionais em divulgações auditáveis para stakeholders.

Ações: monitorar KPIs mensalmente, consolidar dados trimestralmente para ajustes e publicar resultados anuais alinhados a GRI ou SASB. Organizações de alta performance operam um sistema de ciclo fechado em que KPIs operacionais de sustentabilidade geram os dados-fonte que as equipes de ESG traduzem em divulgações auditáveis e comparáveis.

Responsáveis: Gestor de Sustentabilidade consolida, CFO valida e Conselho aprova.

Erros comuns e como evitar

  • Responsabilidades fragmentadas: quando eficiência energética fica só com operações e ESG fica só com sustentabilidade, os dados não se conectam. Solução: designar um responsável integrador desde a Etapa 2.
  • Ausência de medição antes e depois: projetos de eficiência sem baseline não geram evidência para relatórios. Solução: documentar consumo por ponto antes de qualquer intervenção.
  • Contratar energia renovável sem emitir I-RECs: a origem renovável não fica comprovada sem o certificado. Solução: incluir a emissão de I-RECs como cláusula contratual desde o início.
  • Tratar ESG como exercício anual: empresas que monitoram métricas de ESG ao longo do ano com a mesma disciplina aplicada a KPIs financeiros identificam riscos e oportunidades mais cedo e melhoram a qualidade do reporte. Solução: revisar KPIs de energia mensalmente.
  • Ignorar o prazo de migração: o processo leva 6 meses. Iniciar tarde adia a economia e a acumulação de MWh certificáveis.

Verificação de resultados

A tabela abaixo organiza os principais KPIs por dimensão de análise.

Dimensão KPI Frequência de monitoramento Referência de reporte
Financeira Custo de energia (R$/MWh) Mensal Interno / P&L
Financeira Previsibilidade orçamentária Mensal Interno / CFO
Operacional Intensidade energética (kWh/receita ou kWh/unidade produzida) Mensal GRI 302 / SASB
Operacional Consumo total em MWh Mensal GRI 302
Sustentabilidade Emissões de Escopo 2 (tCO₂e) Trimestral / Anual GRI 305 / CDP
Sustentabilidade I-RECs emitidos e aposentados (MWh) Anual I-REC Standard / GRI 302
Sustentabilidade Intensidade de carbono (tCO₂e/receita) Anual SASB / CDP

Checklist de verificação pós-migração:

  • ☐ Linha de base de consumo e emissões de Escopo 2 documentada
  • ☐ Contrato de energia renovável ativo no mercado livre de energia
  • ☐ Sistema de medição instalado e operacional
  • ☐ I-RECs emitidos correspondentes ao consumo do período
  • ☐ KPIs de intensidade energética calculados e comparados ao período anterior
  • ☐ Dados consolidados e prontos para reporte em GRI ou SASB

A tabela a seguir compara as condições no mercado regulado e no mercado livre de energia com energia renovável.

Critério Mercado regulado Mercado livre de energia (renovável) Impacto ESG
Preço da energia Definido pela ANEEL, sujeito a reajustes e bandeiras tarifárias Acordado antecipadamente em contrato bilateral Previsibilidade orçamentária melhora o planejamento de longo prazo
Origem da energia Mix da rede, sem comprovação de fonte renovável 100% renovável (Serena Energia), comprovada em contrato Redução auditável de emissões de Escopo 2
Certificação de origem Não disponível I-REC emitido por MWh consumido Evidência auditável para GRI, CDP, SASB e relatórios de sustentabilidade
Gestão operacional Distribuidora gerencia tudo, empresa sem controle sobre fornecedor Serena Energia gerencia CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e faturamento, distribuidora mantém entrega física Redução de carga administrativa e foco no core business

Opções avançadas para múltiplas unidades ou metas mais ambiciosas

Empresas com diversas unidades consumidoras podem consolidar contratos no mercado livre de energia em um único acordo, simplificando a gestão e ampliando o volume negociado. A Serena Energia atende todo o Brasil, o que viabiliza essa consolidação independentemente da localização das plantas.

Organizações com metas de descarbonização além do Escopo 2 podem contratar créditos de carbono de projetos certificados com a Serena Energia e avançar sobre emissões de Escopo 1 e Escopo 3. O monitoramento separado de Escopo 1, 2 e 3 fornece uma visão completa da performance de carbono, cobrindo operações diretas, energia comprada e atividades da cadeia de valor.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Projetos de eficiência energética mais profundos, como automação industrial, gestão de demanda em tempo real e revisão de processos produtivos, podem ser incorporados ao ciclo de monitoramento da Etapa 6. Essas iniciativas geram reduções adicionais de consumo que se convertem em menor volume de emissões de Escopo 2 a ser compensado.

Fale com um de nossos consultores para estruturar uma estratégia de energia integrada para múltiplas unidades.

Perguntas frequentes

Qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia?

Sim. O Grupo A reúne consumidores com fornecimento em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo para migrar. Basta que a empresa esteja nessa faixa de tensão para ser elegível. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Quanto tempo leva o processo de migração?

Conforme mencionado na Etapa 3, o prazo regulamentar é de 6 meses a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, como registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e formalização contratual, sem custo adicional para o cliente.

O que é o I-REC e como ele comprova a origem renovável da energia?

Conforme descrito na Etapa 5, cada I-REC representa 1 MWh de energia renovável rastreável desde a usina até o consumidor final. A etapa crítica está na aposentadoria, pois apenas I-RECs formalmente aposentados podem ser declarados em relatórios GRI, CDP e SASB, enquanto certificados emitidos mas não aposentados não contam para fins de reporte.

A migração para o mercado livre de energia representa risco de interrupção no fornecimento?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela estabilidade da rede. A única mudança é o fornecedor de quem a empresa compra a energia. A Serena Energia, entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, possui lastro de geração para cobrir o consumo contratado.

Como os dados de consumo alimentam os relatórios de ESG?

A Serena Energia disponibiliza um painel com acompanhamento mensal de consumo realizado, previsão de consumo, economia consolidada e comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia. Esses dados, combinados com os I-RECs emitidos, formam a base auditável necessária para preencher os indicadores de energia e emissões exigidos por GRI, SASB e CDP, sem necessidade de reprocessamento manual.

Conclusão

Integrar gestão de eficiência energética à sustentabilidade corporativa significa operar um processo contínuo que conecta redução de consumo, contratação de energia renovável no mercado livre de energia e emissão de I-RECs em um ciclo único, mensurável e auditável. Esse modelo gera previsibilidade financeira, redução comprovada de emissões de Escopo 2 e evidências concretas para stakeholders, investidores e relatórios de sustentabilidade.

A Serena Energia oferece migração gerenciada e gestão contínua junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para empresas do Grupo A que contratam sob sua gestão. Com mais de 17 anos de história e 2,14 milhões de toneladas de CO₂ evitadas desde 2017, a empresa reúne a solidez técnica e financeira que Diretores Financeiros, de Operações e de Sustentabilidade precisam para tomar essa decisão com segurança.

Simule seu desconto com a Serena Energia e direcione o orçamento de energia para o crescimento do seu negócio.

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