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Como mapear e reduzir custos da minha empresa: guia prático

Como mapear e reduzir custos da minha empresa: guia prático

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Após otimizar folha, logística e insumos, a energia elétrica costuma permanecer como uma das maiores e mais difíceis despesas operacionais para empresas do Grupo A.

  • Um processo estruturado em cinco estágios permite mapear custos, priorizar oportunidades e reduzir OPEX de forma sistemática em até 12 meses.

  • A análise de materialidade e o diagnóstico por categoria mostram que a energia tende a ser a última fronteira de economia relevante depois de trabalhar outras rubricas.

  • A migração para o mercado livre de energia cria previsibilidade orçamentária e reduz custos ao substituir tarifas reguladas por contratos negociados antecipadamente.

  • Com a Serena Energia, sua empresa conta com migração gerenciada, energia 100% renovável e suporte completo, com atendimento por consultores especializados.

Pré-requisitos e condições iniciais

O mapeamento de custos começa com a organização de informações e recursos internos.

Documentos e dados: faturas dos últimos 12 meses de todos os fornecedores relevantes, incluindo contas de energia elétrica com detalhamento de demanda contratada e consumo realizado, demonstrativos de resultado mensais, contratos ativos com fornecedores de serviços e insumos e relatórios de consumo por centro de custo.

Sistemas: um ERP atualizado com classificação de despesas por natureza e centro de custo e planilhas ou ferramentas de BI para consolidação e visualização de dados.

Equipes envolvidas: financeiro (controller ou analista sênior), operações (gerente de planta ou facilities), compras e, quando aplicável, ESG. O alinhamento entre essas áreas assegura que o mapeamento reflita a realidade operacional e não apenas os registros contábeis.

Restrições técnicas a considerar: contratos com multa rescisória em vigor limitam a flexibilidade de renegociação no curto prazo. A demanda contratada junto à distribuidora local define o componente fixo da fatura atual. O perfil de consumo mensal permite projetar a economia potencial no mercado livre de energia. Juntas, essas três informações orientam a avaliação de viabilidade e o momento ideal de migração.

Visão geral do processo

O processo de mapeamento e redução de custos operacionais segue cinco estágios macro, cada um com objetivo específico e dependências claras em relação ao anterior.

Estágio 1: inventário e classificação. Levantar e categorizar todas as despesas operacionais por natureza (fixas, variáveis, semivariáveis) e por centro de custo.

Estágio 2: análise de materialidade. Identificar quais rubricas representam maior peso no OPEX total e onde existe maior potencial de redução sem impacto operacional.

Estágio 3: diagnóstico por categoria. Aprofundar a análise nas categorias prioritárias, comparar benchmarks de mercado e identificar ineficiências específicas.

Estágio 4: plano de ação e priorização. Definir iniciativas concretas, responsáveis, prazos e metas mensuráveis para cada categoria.

Estágio 5: energia como fronteira final. Após esgotar as oportunidades nas demais categorias, estruturar a migração para o mercado livre de energia como a alavanca de maior impacto remanescente.

Os estágios são sequenciais, mas as análises dos estágios 2 e 3 podem ocorrer em paralelo para categorias distintas, o que reduz o tempo total do processo. O estágio 5, detalhado adiante, concentra o foco na migração para o mercado livre de energia, que costuma ser a alavanca de maior impacto depois de trabalhar folha, insumos, logística e manutenção. Fale com um de nossos consultores e avalie se sua empresa já está pronta para essa etapa.

Guia passo a passo

Estágio 1: inventário e classificação de despesas

Objetivo: construir uma visão completa e estruturada de todos os custos operacionais.

Ações: exportar do ERP todas as despesas dos últimos 12 meses, classificar cada item como fixo (independe do volume produzido), variável (proporcional à produção ou receita) ou semivariável (possui componente fixo e componente variável) e associar cada despesa a um centro de custo e a um responsável interno.

Dono interno: controller ou analista financeiro sênior, com validação dos gerentes de área.

Atenção: despesas lançadas de forma agregada no ERP precisam ser desmembradas. Contas de energia elétrica, por exemplo, contêm componentes distintos, como demanda, consumo e encargos, que devem ser registrados separadamente para permitir análise precisa.

  • Checklist do estágio 1:

  • Todas as despesas dos últimos 12 meses exportadas e revisadas

  • Classificação fixo, variável e semivariável concluída

  • Associação por centro de custo realizada

  • Responsável interno identificado para cada categoria

Estágio 2: análise de materialidade e priorização

Objetivo: identificar as categorias que concentram maior peso no OPEX e onde a redução gera maior impacto no resultado.

Ações: ordenar as categorias por valor absoluto anual, calcular o percentual de cada uma sobre o OPEX total, aplicar a lógica de Pareto para identificar as categorias que respondem pela maior parte do gasto e avaliar, para cada categoria prioritária, o grau de controle interno (alto, médio, baixo) e o potencial de redução sem comprometer a operação.

Dono interno: controller, com participação do gerente de operações para validar o impacto operacional de eventuais cortes.

Risco: categorias com alto peso, mas baixo controle interno, como encargos tributários ou custos logísticos determinados por contrato de longo prazo, devem ser sinalizadas para revisão contratual futura, não para ação imediata.

Fale com um de nossos consultores e verifique se a energia elétrica já aparece entre as categorias de maior materialidade na sua empresa.

Estágio 3: diagnóstico por categoria

Objetivo: aprofundar a análise nas categorias prioritárias para identificar ineficiências específicas e oportunidades concretas.

Ações por categoria típica:

  • Folha de pagamento e terceiros: revisar alocação de horas, absenteísmo, contratos de prestação de serviço e sobreposição de funções.

  • Insumos e matérias-primas: analisar perdas no processo, condições de compra, volume de estoque e fornecedores alternativos.

  • Logística e frete: mapear rotas, ocupação de carga e contratos de transporte.

  • Manutenção: comparar manutenção preventiva e corretiva e avaliar contratos de serviço.

  • Energia elétrica: verificar demanda contratada e demanda medida, horários de pico de consumo, equipamentos com baixa eficiência e o enquadramento tarifário atual. Nesta etapa, a comparação entre o custo no mercado regulado e as condições disponíveis no mercado livre de energia passa a ser relevante.

Dono interno: gerente da área responsável por cada categoria, com suporte do financeiro para quantificação.

Estágio 4: plano de ação e priorização de iniciativas

Objetivo: transformar o diagnóstico em iniciativas concretas com metas, prazos e responsáveis definidos.

Ações: para cada oportunidade identificada, registrar descrição da ação, economia estimada em valor absoluto, prazo de implementação, responsável e dependências. Priorizar iniciativas de maior impacto e menor complexidade de execução e estabelecer uma cadência mensal de acompanhamento.

Atenção: iniciativas que dependem de renegociação contratual exigem planejamento antecipado. A migração para o mercado livre de energia requer esse tipo de preparação devido ao prazo regulatório, detalhado na seção de FAQ. Quanto antes a decisão for tomada, mais cedo a economia começa.

Estágio 5: energia como fronteira final

Após implementar as iniciativas priorizadas nos estágios anteriores, muitas empresas do Grupo A percebem que a energia elétrica permanece como a rubrica de maior materialidade ainda não trabalhada de forma estratégica. Este estágio concentra o foco nessa fronteira final.

Objetivo: estruturar a migração para o mercado livre de energia como a última e mais relevante alavanca de redução de OPEX disponível para empresas do Grupo A.

Contexto: depois de otimizar as demais categorias, a energia elétrica frequentemente permanece como uma das linhas de custo mais expressivas e menos trabalhadas. No mercado regulado, empresas do Grupo A pagam tarifas definidas pela ANEEL, sujeitas a reajustes anuais e a bandeiras tarifárias que elevam o custo em períodos de escassez hídrica. No mercado livre de energia, a empresa pode negociar contratos com preço acordado antecipadamente, o que reduz incertezas e aumenta a previsibilidade orçamentária.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Ações: solicitar análise de viabilidade com base nas faturas dos últimos 12 meses, avaliar o perfil de consumo e a demanda contratada, comparar o custo atual com as condições disponíveis no mercado livre de energia e iniciar o processo de migração com uma comercializadora experiente.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para o cliente, assumindo todo o processo burocrático junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e à distribuidora local. A energia fornecida é 100% renovável, com emissão de I-RECs e créditos de carbono para empresas com metas de sustentabilidade. Com mais de 17 anos de atuação e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia reúne a solidez e a experiência que um diretor financeiro ou controller busca ao decidir sobre essa migração.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Erros comuns e solução de problemas

Erros frequentes

Mapeamento incompleto: considerar apenas as despesas lançadas no centro de custo principal e ignorar rateios e despesas compartilhadas entre unidades gera uma visão distorcida da materialidade de cada categoria.

Classificação incorreta de custos semivariáveis: tratar a energia elétrica como custo puramente variável ignora o componente fixo da demanda contratada, que é cobrado independentemente do consumo realizado.

Ausência de alinhamento entre áreas: iniciativas de redução definidas pelo financeiro sem validação das operações tendem a gerar resistência ou impacto negativo na produção.

Postergação da decisão sobre energia: aguardar um momento considerado ideal para migrar ao mercado livre de energia prolonga o período de pagamento de tarifas reguladas. Cada mês de atraso representa um custo de oportunidade.

Documentação insuficiente: não registrar as premissas e os dados utilizados no diagnóstico dificulta a revisão periódica e a prestação de contas para a diretoria.

Como corrigir

Para o mapeamento incompleto, cruzar os dados do ERP com os extratos bancários e as faturas físicas de fornecedores. Qualquer divergência indica despesas não registradas corretamente.

Para a classificação incorreta, detalhar a fatura de energia elétrica separando demanda, que é componente fixo, e consumo, que é componente variável, antes de qualquer análise.

Para a falta de alinhamento, incluir o gerente de operações desde o estágio 1, e não apenas na validação final.

Para a postergação, iniciar a análise de viabilidade para o mercado livre de energia em paralelo com o diagnóstico das demais categorias, sem aguardar a conclusão de todo o processo.

Checklist de validação:

  • Todas as unidades e centros de custo incluídos no mapeamento

  • Componentes fixo e variável da energia elétrica registrados separadamente

  • Gerente de operações validou as iniciativas de redução

  • Análise de viabilidade para o mercado livre de energia solicitada

  • Premissas e fontes de dados documentadas

Verificação de resultados e métricas

A verificação de resultados ocorre por meio de indicadores operacionais e financeiros acompanhados mensalmente.

KPIs financeiros: variação do OPEX total em relação ao período anterior, em base mensal e acumulada em 12 meses, custo de energia elétrica por unidade produzida ou por metro quadrado de área operacional e diferença entre o custo de energia no mercado regulado e o custo no mercado livre de energia após a migração.

KPIs operacionais: demanda medida e demanda contratada, consumo fora do horário de pico como proporção do consumo total e número de iniciativas de redução implementadas em relação ao planejado.

KPIs de sustentabilidade: volume de I-RECs emitidos correspondente ao consumo de energia renovável e toneladas de CO₂ de Escopo 2 abatidas.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Frequência de revisão: acompanhamento mensal para os KPIs financeiros e operacionais, revisão estratégica trimestral das iniciativas e atualização do plano de ação e avaliação anual de renegociação de contratos e de novas oportunidades.

Ferramentas: a Serena Energia disponibiliza um painel digital com acompanhamento da economia mensal na fatura, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Esse nível de transparência reduz a necessidade de controles manuais paralelos para a rubrica de energia.

Fale com um de nossos consultores e veja como o painel da Serena Energia simplifica o monitoramento dos custos de energia.

Opções avançadas e próximos passos

Empresas com múltiplas unidades: o processo descrito pode ser replicado por unidade e depois consolidado. Essa abordagem permite identificar quais plantas concentram maior ineficiência energética e priorizar a migração por ordem de impacto. No mercado livre de energia, a empresa pode contratar energia para todas as unidades elegíveis do Grupo A de forma centralizada, o que simplifica a gestão.

Empresas com metas de sustentabilidade: a migração para o mercado livre de energia com fornecimento 100% renovável, combinada com a emissão de I-RECs e créditos de carbono pela Serena Energia, integra a agenda de redução de custos à agenda ESG. Essa combinação permite reportar o abatimento de emissões de Escopo 2 de forma auditável para investidores, clientes e relatórios de sustentabilidade.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Tópicos relacionados para aprofundamento: gestão de demanda contratada e adequação do sistema de medição, estratégias de eficiência energética em processos industriais e estruturação de metas de descarbonização alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

FAQ

Fale com um de nossos consultores caso sua dúvida não esteja respondida abaixo.

O que é o Grupo A e minha empresa se enquadra?

O Grupo A reúne consumidores conectados em média e alta tensão. Não existe consumo mínimo para participar do mercado livre de energia, basta que a empresa esteja nessa faixa de tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo, a partir das faturas de energia dos últimos meses.

Quanto tempo leva o processo de migração para o mercado livre de energia?

O processo regulatório leva seis meses, contados a partir da formalização junto à distribuidora local. Durante esse período, a Serena Energia conduz todas as etapas burocráticas, como registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e notificação à distribuidora, sem custo adicional para o cliente. Por isso, quanto antes a decisão for tomada, mais cedo a empresa começa a operar no mercado livre de energia.

Quem dentro da empresa precisa estar envolvido na migração?

O processo envolve principalmente o financeiro, para aprovação contratual e análise de viabilidade, e o gerente de operações ou facilities, para acompanhar a adequação do sistema de medição. A Serena Energia assume a coordenação técnica e regulatória, o que reduz a demanda sobre as equipes internas.

A migração representa algum risco para a continuidade operacional?

A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia até a empresa. A única mudança é o fornecedor com quem a empresa negocia preço, prazo e volume. A Serena Energia instala os equipamentos de medição necessários sem custo adicional e acompanha todo o processo para que não haja impacto na operação.

Como a energia renovável se conecta à agenda de redução de custos?

No mercado livre de energia com a Serena Energia, a empresa reduz custos e avança em sustentabilidade ao mesmo tempo. A energia fornecida é 100% renovável, com emissão de I-RECs que comprovam a origem limpa de cada MWh consumido. Essa estrutura permite que a empresa abata suas emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade sem custo ou processo adicional além do contrato de energia.

Encerramento

Ao concluir o processo descrito neste guia, a empresa passa a ter uma visão estruturada de todos os custos operacionais, com iniciativas priorizadas por impacto e complexidade e um plano de ação com responsáveis e prazos definidos. A energia elétrica, que com frequência é a última categoria a ser trabalhada de forma estratégica, deixa de ser uma despesa opaca e passa a ser gerenciada com a mesma disciplina aplicada às demais rubricas do OPEX.

Para empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, a migração para o mercado livre de energia representa a alavanca de maior impacto remanescente após a otimização das demais categorias. Com contratos de preço acordado antecipadamente, a empresa reduz a exposição às bandeiras tarifárias e obtém previsibilidade orçamentária de longo prazo. Com a Serena Energia, esse processo é gerenciado de ponta a ponta, sem custo adicional, com fornecimento 100% renovável certificado por I-RECs e créditos de carbono.

Com um histórico de mais de 17 anos e uma base de clientes que inclui empresas como Heineken, Cargill e Bayer, a Serena Energia oferece a solidez e a experiência que um diretor financeiro ou controller busca em decisões dessa relevância.

Fale com um de nossos consultores e dê o próximo passo para tornar a conta de energia um elemento estratégico na gestão de custos da sua empresa.

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