Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
-
Centros de distribuição consomem energia de forma contínua e a conta de luz pode representar parcela relevante dos custos operacionais.
-
Realizar um diagnóstico detalhado do consumo, cruzando faturas e perfil operacional, é o primeiro passo para identificar oportunidades de economia.
-
Implementar ações de eficiência como otimização de empilhadeiras, refrigeração e iluminação reduz o consumo sem grandes investimentos.
-
Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia, substituindo tarifas reguladas por contratos com preço previsível e fonte renovável.
-
A Serena Energia oferece migração gerenciada, consultoria e gestão contínua sem custo adicional. Descubra o potencial de economia da sua operação logística.
Pré-requisitos para começar
Reunir dados e envolver as áreas certas acelera o diagnóstico e a implementação das ações.
Documentos e dados necessários:
-
Faturas de energia dos últimos 12 meses
-
Perfil de consumo mensal em kWh, com identificação de picos e sazonalidades
-
Demanda contratada atual e histórico de ultrapassagens
-
Inventário dos principais equipamentos consumidores, como empilhadeiras, refrigeração, iluminação e AVAC
-
Planta elétrica do centro de distribuição com identificação dos circuitos de maior carga
Áreas internas a envolver:
-
Operações: mapeamento dos turnos, ciclos de carregamento de equipamentos e janelas de menor atividade
-
Financeiro e Controladoria: validação do orçamento de energia e definição de métricas de acompanhamento
-
Facilities e Manutenção: levantamento técnico dos equipamentos e avaliação da viabilidade de adequações
Visão geral do processo em 6 etapas macro
-
Diagnóstico de consumo: mapeamento detalhado do perfil elétrico da operação
-
Ações de eficiência operacional: otimização de empilhadeiras, refrigeração e iluminação
-
Análise de elegibilidade: verificação do enquadramento no Grupo A para o mercado livre de energia
-
Migração gerenciada: processo conduzido pela Serena Energia sem custo adicional
-
Gestão contínua: acompanhamento mensal de consumo, demanda e faturamento
-
Monitoramento de resultados: aferição de KPIs operacionais e financeiros
Passo a passo: como implementar a gestão inteligente de energia
Cada uma das seis etapas macro se desdobra em ações práticas, responsáveis claros e pontos de atenção que estruturam a gestão de energia do centro de distribuição.
Etapa 1: diagnóstico de consumo
Objetivo: entender onde e quando a operação consome energia.
Ações: cruzar as faturas dos últimos 12 meses com o calendário operacional para mapear padrões de consumo ao longo do ano. Com esse mapeamento, identificar os horários de pico de demanda, momentos em que a instalação concentra maior carga elétrica. Em seguida, segmentar o consumo por área, como dock de carga, câmaras frias, área de picking e escritórios, para identificar quais zonas respondem pela maior parte do consumo.
Responsável: gerente de Facilities com apoio da Controladoria.
Atenção: operações com sazonalidade marcada, como datas comemorativas e safras, precisam mapear pelo menos dois ciclos anuais completos para reduzir o risco de subcontratação ou supercontratação de demanda.
Etapa 2: otimização de empilhadeiras elétricas
Objetivo: reduzir o consumo elétrico da frota de movimentação de cargas.
Ações: iniciar o monitoramento do consumo por ciclo de trabalho para criar uma linha de base. Com esses dados, avaliar a substituição de baterias de chumbo-ácido por lítio-íon, que tendem a apresentar maior eficiência energética. Independentemente do tipo de bateria, programar o carregamento para horários de menor demanda da operação, reduzindo picos de consumo e melhorando o uso da infraestrutura elétrica.
Responsável: gerente de Operações e equipe de manutenção de frota.
Atenção: o carregamento de baterias lítio-íon permite recarga parcial entre turnos sem prejuízo ao ciclo de vida. Essa característica viabiliza o deslocamento do carregamento para janelas de menor demanda elétrica da instalação.
Etapa 3: eficiência em refrigeração e iluminação
Objetivo: reduzir o consumo dos dois maiores grupos de carga em centros de distribuição com câmaras frias e galpões de grande porte.
Ações para refrigeração: instalar sensores de temperatura com alarme para portas abertas, programar ciclos de degelo fora dos horários de pico de demanda e revisar o isolamento térmico de câmaras e docas.
Ações para iluminação: começar segmentando os circuitos de iluminação por zona operacional, o que permite controlar cada área de forma independente. Em seguida, substituir luminárias por tecnologia LED de alta eficiência nas zonas de uso contínuo. Para áreas de menor circulação, como corredores de estoque, banheiros e salas técnicas, combinar LEDs com sensores de presença para manter a iluminação ligada apenas quando necessário.
Responsável: gerente de Facilities.
Atenção: em câmaras frias, qualquer intervenção no sistema de refrigeração precisa de validação do responsável técnico para preservar a cadeia de frio e a conformidade com normas sanitárias.
Entenda como combinar ações de eficiência operacional com a migração ao mercado livre de energia.
Etapa 4: análise de elegibilidade e migração ao mercado livre de energia
Objetivo: verificar se a empresa está apta a migrar e iniciar o processo gerenciado.
Ações: confirmar o enquadramento no Grupo A, que reúne empresas conectadas em média ou alta tensão, apresentar as faturas e o perfil de consumo à Serena Energia para análise de viabilidade e formalizar o contrato de fornecimento de energia renovável.

Responsável: diretor de Operações ou Controller, com suporte da Serena Energia em todas as etapas burocráticas.
Atenção: o processo de migração tem prazo de seis meses, referente ao aviso prévio exigido para encerramento do contrato com a distribuidora. Iniciar o processo com antecedência antecipa o início da economia. A Serena Energia conduz todo o processo, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional para o cliente.
Etapa 5: gestão contínua pós-migração
Objetivo: manter a operação em conformidade e o consumo alinhado ao contratado.
Ações: acompanhar mensalmente o painel de economia da Serena Energia, que exibe economia consolidada, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Em caso de desvios ou dúvidas, acionar o consultor dedicado da Serena Energia para revisar o perfil de consumo e propor ajustes.
Responsável: gerente de Facilities ou Controller, com suporte do consultor da Serena Energia.
Atenção: no modelo varejista do mercado livre de energia, a Serena Energia representa a empresa perante a CCEE, cuidando de todas as obrigações setoriais. O cliente passa a receber duas faturas, uma de energia e outra de distribuição.
Etapa 6: monitoramento de resultados e ajustes
Objetivo: medir o impacto financeiro e operacional das ações implementadas.
Ações: calcular mensalmente o kWh por palete movimentado, acompanhar a variação na demanda contratada e consolidar a economia mensal comparando o custo no mercado livre de energia com o custo que seria praticado no mercado cativo.
Responsável: Controller, com dados fornecidos pelo painel da Serena Energia.
Erros comuns que aumentam custos
Ausência de análise sazonal do consumo. Operações logísticas apresentam picos previsíveis ligados a datas comerciais e safras. Ignorar essa sazonalidade ao definir a demanda contratada gera ultrapassagens ou pagamento por demanda não utilizada.
Subestimar os picos de demanda. O carregamento simultâneo de toda a frota de empilhadeiras, somado ao acionamento dos compressores de refrigeração no início do turno, pode criar picos que elevam o custo de demanda de forma desproporcional. A programação escalonada desses acionamentos costuma ter alto impacto com baixo custo de implementação.
Não acompanhar o consumo mensalmente. Sem monitoramento regular, desvios de consumo permanecem por meses. O acompanhamento mensal permite identificar equipamentos com consumo anômalo e ajustar o perfil de carga antes que o impacto financeiro se acumule.
Como verificar os resultados?
Realizar uma aferição mensal mantém a gestão de energia alinhada à operação logística.
-
kWh por palete movimentado: relaciona o consumo total da instalação ao volume operacional e permite comparar a eficiência energética entre períodos, mesmo com variação de throughput.
-
Variação na demanda contratada: indica se as ações de escalonamento de cargas reduzem os picos registrados na fatura.
-
Economia mensal consolidada: métrica disponível no painel da Serena Energia, que calcula a diferença entre o custo no mercado cativo e o custo efetivo no mercado livre de energia.
Opções avançadas para operações de múltiplas unidades
Consolidar o diagnóstico de consumo de todas as unidades em um único processo ajuda redes logísticas com vários centros de distribuição a priorizar investimentos. Esse consolidado destaca quais instalações têm maior potencial de redução e orienta a sequência de ações.
No mercado livre de energia, estruturar contratos que abranjam múltiplas unidades consumidoras simplifica a gestão energética do grupo e concentra a negociação em um único fornecedor.
A integração com sistemas de gestão de frota permite correlacionar o consumo de energia das empilhadeiras com a produtividade por turno. Essa correlação refina o cálculo de kWh por palete movimentado e revela oportunidades de ajuste de escala e de uso da frota.
Para empresas com metas públicas de sustentabilidade, a Serena Energia emite I-RECs, Certificados de Energia Renovável, para cada MWh consumido, o que comprova de forma auditável que o consumo é abastecido por fonte renovável. Esse instrumento é reconhecido globalmente e costuma ser utilizado em relatórios de ESG para zerar as emissões de Escopo 2. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para neutralizar outras fontes de emissão e complementar a estratégia de descarbonização da operação.

Avalie as opções para múltiplas unidades da sua rede logística com o suporte da Serena Energia.
Perguntas frequentes
Centros de distribuição do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia?
Centros de distribuição do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia. O Grupo A reúne empresas conectadas em média ou alta tensão, e qualquer empresa nesse enquadramento pode migrar, independentemente do volume de consumo. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo para a empresa interessada.
Quanto tempo leva a migração e quem cuida do processo?
O processo de migração leva seis meses, o mesmo prazo mencionado na etapa de análise de elegibilidade, período em que ocorre o encerramento do contrato com a distribuidora local. Conforme detalhado na etapa de migração, a Serena Energia gerencia o processo de ponta a ponta, da análise inicial até a gestão contínua após a migração, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
A migração representa algum risco para a continuidade operacional do centro de distribuição?
A migração não altera a responsabilidade pela entrega física da energia. A distribuidora local continua responsável pela rede e pela estabilidade do fornecimento. A única mudança recai sobre o fornecedor de quem a empresa compra a energia. Operações 24/7 seguem em funcionamento durante todo o processo.
Como acompanhar a economia após a migração?
A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada total, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Cada cliente conta com um consultor dedicado para esclarecer dúvidas e acompanhar a performance.
É possível comprovar que a energia consumida é renovável para fins de relatórios de ESG?
É possível comprovar o consumo de energia renovável por meio de I-RECs emitidos pela Serena Energia. Esses Certificados de Energia Renovável são rastreáveis desde a fonte geradora até o consumidor final e são reconhecidos globalmente para declaração de consumo 100% renovável em relatórios de sustentabilidade e em metas de redução de emissões de Escopo 2.
Conclusão: resumo dos benefícios práticos
Reduzir o custo logístico por meio da gestão de energia elétrica depende da combinação de ações internas e de uma estratégia de contratação adequada. A operação pode otimizar a frota de empilhadeiras, escalonar cargas, aumentar a eficiência em refrigeração e iluminação e, em paralelo, migrar para o mercado livre de energia, substituindo tarifas reguladas por contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente e energia de fonte renovável certificada.

A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece um processo completo: diagnóstico, migração, instalação de medição, gestão contínua e emissão de certificados de sustentabilidade, tudo sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Esse modelo traz previsibilidade orçamentária, redução de custos operacionais e uma operação logística com menor pegada de carbono.
Inicie o diagnóstico energético do seu centro de distribuição com o suporte dos consultores da Serena Energia.