Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A podem substituir tarifas reguladas e sujeitas a bandeiras por contratos com preço fixo no mercado livre de energia, o que traz previsibilidade orçamentária.
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Realizar uma análise detalhada da fatura atual, com foco em demanda contratada, consumo e fator de potência, é o primeiro passo para identificar oportunidades de redução de custos antes ou durante a migração.
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A migração ao mercado livre de energia exige seis meses de aviso prévio. A Serena Energia conduz o processo regulatório, técnico e documental sem repassar custos de adequação para o cliente.
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Além da economia, contratar energia renovável com a Serena Energia permite emitir I-RECs e apoiar metas de ESG, incluindo a redução de emissões de Escopo 2.
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Para iniciar uma análise de viabilidade sem custo, fale com um consultor da Serena Energia.
Mercado cativo x mercado livre de energia: conceitos básicos
O mercado cativo mantém a empresa vinculada à distribuidora local, com compra de energia a preços definidos por regulação. A empresa não escolhe o fornecedor nem negocia condições comerciais. As bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2 podem elevar o custo da energia em períodos de escassez hídrica e criar oscilações relevantes no orçamento.
O mercado livre de energia permite que a empresa mantenha a distribuidora local apenas como responsável pela entrega física da eletricidade, com fios e postes sob gestão dessa distribuidora. A diferença está na origem comercial da energia: a empresa passa a comprar de um fornecedor de sua escolha, como a Serena Energia, com preço, prazo e volume negociados em contrato bilateral. A qualidade e a estabilidade do fornecimento físico permanecem as mesmas.
Como analisar sua fatura atual?
Antes de avaliar a migração para o mercado livre de energia, a empresa precisa entender o que paga hoje na fatura. A fatura de energia de uma empresa do Grupo A contém dois componentes principais que determinam o custo mensal: a demanda contratada e o consumo realizado.
A demanda contratada é o valor de potência, em kW, que a empresa reservou junto à distribuidora. A cobrança ocorre independentemente de uso, o que significa que contratar o valor errado gera desperdício. Empresas que contratam demanda acima do que efetivamente utilizam pagam por capacidade ociosa. Quando a empresa ultrapassa a demanda contratada, a distribuidora aplica tarifas de ultrapassagem.
O consumo, medido em kWh, reflete a energia efetivamente utilizada no período. A análise dos últimos 12 meses de consumo mostra sazonalidades, picos e o perfil de carga da unidade. Essas informações orientam o dimensionamento correto de um contrato no mercado livre de energia.
Além desses dois itens, a fatura pode apresentar cobranças de energia reativa excedente quando o fator de potência da instalação fica abaixo do limite estabelecido. Identificar e corrigir esse ponto reduz custos ainda dentro do mercado cativo e prepara a empresa para uma migração mais eficiente.
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Principais alternativas para reduzir custos de energia elétrica
Empresas do Grupo A dispõem de diferentes caminhos para reduzir o custo de energia. A tabela abaixo compara as principais opções em quatro dimensões.
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Alternativa |
Investimento inicial |
Complexidade de gestão |
Impacto financeiro |
|---|---|---|---|
|
Adequação de demanda contratada |
Baixo, com foco em análise e ajuste contratual |
Baixa |
Redução de cobranças por demanda ociosa ou ultrapassagem |
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Correção do fator de potência |
Médio, com aquisição de equipamentos de correção |
Média |
Eliminação de cobranças de energia reativa excedente |
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Autoprodução de energia |
Alto, com implantação de infraestrutura própria |
Alta, com necessidade de operação e manutenção contínuas |
Redução parcial do custo, com prazo de retorno mais longo |
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Migração ao mercado livre de energia |
Custos de adequação cobertos pela Serena Energia |
Baixa, com gestão terceirizada |
Economia combinada com previsibilidade de custos |
Essas alternativas podem ser combinadas para ampliar a redução de custos. A adequação de demanda e a correção do fator de potência podem ocorrer em paralelo à migração ao mercado livre de energia, o que aumenta o impacto financeiro total.
Quem pode migrar para o mercado livre de energia?
Empresas classificadas no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. O critério determinante é o nível de tensão do fornecimento, e não o volume de energia consumida.
Empresas com múltiplas unidades consumidoras podem analisar cada unidade de forma individual. Quando alguma unidade não se enquadra no Grupo A isoladamente, a empresa pode avaliar alternativas como a comunhão de cargas entre unidades. A Serena Energia realiza essa análise de elegibilidade sem custo.
Etapas da migração: do estudo à primeira fatura
1. Análise de viabilidade
A Serena Energia inicia o processo com a análise das faturas dos últimos 12 meses e do perfil de consumo da empresa. Com esses dados, a equipe projeta a economia esperada e apresenta um estudo detalhado antes de qualquer decisão.
2. Fechamento do contrato
Após a confirmação da viabilidade, a empresa firma o contrato de fornecimento com a Serena Energia. Os contratos costumam ter prazo de 3 a 5 anos, com preço acordado antecipadamente, o que elimina oscilações associadas às bandeiras tarifárias.
3. Processo de migração
A etapa de migração dura seis meses, prazo que corresponde ao aviso prévio necessário para encerrar o contrato com a distribuidora. Nesse período, a Serena Energia cuida do registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), da adequação do sistema de medição e das obrigações documentais e técnicas. O cliente não precisa gerenciar essas atividades, e a Serena Energia assume os custos de adequação.
4. Início do fornecimento e primeira fatura
Ao final da migração, a empresa passa a receber energia da Serena Energia com o preço contratado. A distribuidora local continua responsável pela entrega física. O cliente passa a receber duas faturas, uma de energia e outra de distribuição, e conta com um consultor dedicado para o acompanhamento contínuo.
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Operação e acompanhamento contínuo
Após o início do fornecimento, a Serena Energia mantém a gestão ativa do contrato. Um consultor dedicado acompanha mensalmente o consumo realizado, compara com o volume contratado e monitora o desempenho financeiro.
A empresa tem acesso a um painel digital com informações como economia mensal na fatura, economia consolidada acumulada, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado até o momento.
A Serena Energia também representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) no modelo varejista, com gestão de liquidações financeiras, aportes de garantia e envio de dados setoriais. Dessa forma, o cliente mantém o foco no seu negócio principal.
Riscos comuns e como mitigá-los
Gestores operacionais costumam se preocupar com o risco de interrupção no fornecimento durante a migração. Esse risco não se aplica, porque a distribuidora local continua obrigada a entregar energia na instalação da empresa. A migração ocorre no âmbito comercial e contratual, sem alteração na qualidade ou na estabilidade da rede.
O consumo fora da faixa contratada representa outro ponto de atenção. Os contratos preveem uma flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumos acima ou abaixo dessa faixa são liquidados no mercado de curto prazo. A gestão ativa da Serena Energia monitora o consumo mensalmente para reduzir essa exposição.
A solidez do fornecedor influencia a segurança da operação. A Serena Energia tem mais de 17 anos de história, está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, possui 17 plantas operacionais no Brasil e nos EUA e atende clientes de grande porte como Heineken, Cargill e Bayer. A combinação de geração própria com comercialização contribui para a estabilidade do fornecimento em comparação com empresas que dependem apenas da compra de energia de terceiros.
Sustentabilidade: I-REC e créditos de carbono
A energia comercializada pela Serena Energia no mercado livre de energia provém majoritariamente de fonte eólica. Para empresas com metas de ESG e relatórios de sustentabilidade, essa característica contribui de forma direta para os indicadores ambientais.

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Cada certificado rastreia a energia desde a usina geradora até o consumidor final. Ao adquirir I-RECs junto com a energia, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, informação essencial para relatórios de sustentabilidade e para metas de redução de emissões de Escopo 2.

Para empresas que buscam ampliar esse impacto, a Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono de projetos certificados, o que permite neutralizar emissões de outros escopos. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Perguntas frequentes
Minha empresa pode migrar para o mercado livre de energia?
Sim. Conforme explicado anteriormente, o critério é estar no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.
Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?
A migração leva seis meses, prazo que corresponde ao aviso prévio à distribuidora. Nesse período, a Serena Energia gerencia as etapas técnicas, regulatórias e documentais, conforme detalhado na seção sobre o processo de migração.
Como funciona o faturamento após a migração?
Após a migração, a empresa passa a receber duas faturas. A Serena Energia emite a fatura referente à energia contratada. A distribuidora local emite a fatura referente ao serviço de distribuição. Um consultor dedicado da Serena Energia centraliza a gestão e apoia o cliente no acompanhamento mensal.
O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?
Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumos fora dessa faixa são liquidados no mercado de curto prazo. A Serena Energia acompanha o consumo mensal e orienta ajustes para reduzir essa exposição.
O que é o I-REC e para que serve?
O I-REC é o certificado que comprova a origem renovável da energia utilizada pela empresa em seus relatórios de sustentabilidade. Esse instrumento é a principal ferramenta para zerar emissões de Escopo 2, conforme detalhado na seção sobre sustentabilidade.
Conclusão e próximos passos
Empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, têm no mercado livre de energia uma alternativa concreta ao mercado cativo. A migração substitui tarifas sujeitas a reajustes e bandeiras tarifárias por contratos com preço acordado antecipadamente, o que aumenta a previsibilidade orçamentária e pode reduzir a conta de energia.
O processo leva seis meses e a Serena Energia conduz a jornada completa, da análise inicial ao acompanhamento contínuo. A energia fornecida é de origem renovável, com emissão de I-RECs que permitem comprovar o compromisso com a sustentabilidade de forma auditável.
O primeiro passo é analisar a fatura atual e o perfil de consumo da sua empresa. Fale com um consultor da Serena Energia e receba um estudo de viabilidade gratuito e personalizado para a sua operação.