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Benchmarking de custos setoriais 2026: guia para o Grupo A

Benchmarking de custos setoriais 2026: guia para o Grupo A

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • O benchmarking setorial fornece parâmetros objetivos que ajudam empresas do Grupo A a identificar desvios de custo e a embasar decisões de OPEX com dados concretos.

  • Empresas no mercado livre de energia têm custos mais previsíveis ao firmar contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente, o que elimina a incerteza das bandeiras tarifárias do mercado cativo.

  • A gestão de horário de consumo, com deslocamento de atividades para fora do horário de pico, pode gerar economia de até 20% na fatura mensal de energia para empresas com flexibilidade operacional, segundo estudo do Canal Solar.

  • Comparar o custo de energia por MWh e como percentual da receita com benchmarks setoriais é o primeiro passo para identificar oportunidades de redução de custos e avaliar a migração ao mercado livre de energia.

  • Entre em contato com a Serena Energia para receber uma análise personalizada e entender como sua empresa pode reduzir custos de energia: solicite sua análise aqui.

Conceitos essenciais de benchmarking setorial

O benchmarking setorial é o processo de comparar indicadores de desempenho e custo de uma empresa com referências do mesmo setor ou de setores comparáveis. No contexto de OPEX, os indicadores mais utilizados são custos como percentual da receita líquida, custo por unidade produzida e custo por colaborador.

Indicadores de custo operacional são métricas padronizadas que permitem comparações entre empresas de portes e estruturas diferentes. Os mais comuns incluem custo de energia por MWh consumido, custo logístico como percentual da receita e custo de pessoal por colaborador.

Para empresas do Grupo A, o custo de energia por MWh é um dos indicadores mais relevantes. A interpretação desse indicador depende de entender os dois ambientes de contratação disponíveis no Brasil.

No setor elétrico brasileiro, existem dois ambientes de contratação de energia. No mercado cativo, as empresas compram energia com custos regulados pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), sem poder negociar preço, prazo ou fornecedor.

No mercado livre de energia, empresas do Grupo A podem escolher o fornecedor e negociar preço, volume, prazo e fonte de energia. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade nos dois casos.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

A diferença prática entre os dois ambientes afeta diretamente a leitura dos benchmarks. Empresas no mercado livre de energia apresentam custos mais estáveis ao longo do ano, enquanto empresas no mercado cativo sofrem variações mensais por causa das bandeiras tarifárias.

Ao comparar o custo de energia com benchmarks setoriais, é preciso considerar em qual ambiente a empresa opera. Um desvio aparente pode refletir apenas a diferença de regime tarifário, e não uma ineficiência operacional.

Verifique sua elegibilidade ao mercado livre com um de nossos consultores.

Tabelas de benchmarking de custos setoriais

As tabelas a seguir reúnem dados de fontes oficiais e estudos especializados disponíveis para 2026. Cada indicador aparece com sua fonte em link direto. Quando não há possibilidade de comparação em uma mesma unidade, a análise é apresentada em texto.

A Tabela 1 destaca o peso dos custos diretos na agropecuária, incluindo energia, e mostra como pequenas variações nesses itens impactam o resultado final.

Tabela 1 — Estrutura de custos operacionais na agropecuária: fazenda típica de soja no Mato Grosso (2020–2024)

Bloco de custo

Composição média

Descrição

Fonte

Custos diretos

Acima de 60% do custo total

Sementes, fertilizantes, defensivos, energia, financiamento

Purdue University / agribenchmark, fev. 2026

Custos operacionais

Parcela do custo total

Máquinas, mão de obra, combustível e energia

Purdue University / agribenchmark, fev. 2026

Custos indiretos (overhead)

Média de ~25% do custo total

Terra, depreciação, impostos, seguros

Purdue University / agribenchmark, fev. 2026

Nota: o custo total de produção de soja em fazenda típica do Mato Grosso aumentou de forma relevante entre 2020 e 2024, segundo análise da Purdue University com dados da rede agribenchmark. Esse aumento reflete a alta intensidade de insumos da agricultura tropical brasileira.

A Tabela 2 mostra o papel do gás natural na matriz energética brasileira e reforça a importância desse insumo para indústria e geração elétrica.

Tabela 2 — Participação do gás natural na matriz energética brasileira

Indicador

Valor

Contexto

Fonte

Participação do gás natural na oferta total de energia

Relevante

Consumo concentrado em geração elétrica e indústria

Argus / Consultancy.lat, mar. 2026

Produção doméstica de gás natural

Predominante

Restante importado, com precificação historicamente atrelada ao Brent e Henry Hub

Argus / Consultancy.lat, mar. 2026

A Tabela 3 apresenta o potencial de redução de custos de energia elétrica por gestão de horário de consumo, uma alavanca operacional que não exige mudança de ambiente de contratação.

Tabela 3 — Potencial de redução de custos de energia elétrica por gestão de horário de consumo

Medida

Potencial de redução

Condição

Fonte

Deslocamento de atividades fora do horário de pico (18h–21h)

Até 20% na fatura mensal

Empresas e escritórios com flexibilidade operacional

Canal Solar, fev. 2026

A Tabela 4 compara características de preço e previsibilidade entre o mercado cativo e o mercado livre de energia, o que ajuda a interpretar benchmarks de custo por MWh.

Tabela 4 — Benchmark de custo de energia: mercado cativo vs. mercado livre de energia

Ambiente

Característica de preço

Previsibilidade

Referência

Mercado cativo

Tarifa regulada pela ANEEL, sujeita a bandeiras tarifárias

Baixa, com reajustes anuais e bandeiras imprevisíveis

ANEEL

Mercado livre de energia

Preço negociado em contrato bilateral de longo prazo

Alta, com preço fixado antecipadamente por 3 a 5 anos

Serena Energia

Nota: a Serena Energia oferece contratos no mercado livre de energia com economia de até 20% em relação ao mercado regulado. Essa estimativa é fornecida pela própria Serena Energia com base em seu portfólio de clientes e refere-se à diferença de preço entre o mercado livre de energia e o mercado cativo, não à gestão de horário de consumo.

A Tabela 5 consolida indicadores de referência por setor para apoiar o benchmarking de OPEX em diferentes contextos.

Tabela 5 — Indicadores setoriais de referência para benchmarking de OPEX

Setor

Indicador

Benchmark disponível

Fonte

Agronegócio (soja, MT)

Custo total por tonelada

Aumentou significativamente (2024)

Purdue University / agribenchmark

Energia (gás natural, Brasil)

Participação na oferta energética total

Relevante

Argus, mar. 2026

Indústria e comércio (Grupo A)

Potencial de redução por gestão de horário

Até 20% na fatura

Canal Solar, fev. 2026

Nota metodológica: os benchmarks de logística, saneamento e varejo não foram incluídos nesta edição por ausência de dados setoriais brasileiros com metodologia padronizada e publicação em 2025–2026. Recomenda-se consultar o Anuário Estatístico de Energia Elétrica da EPE e os relatórios do Banco Mundial para o Brasil para dados complementares por setor.

Solicite uma análise personalizada para aplicar esses benchmarks à realidade da sua empresa.

Como utilizar as tabelas para analisar seu consumo e identificar oportunidades?

A aplicação prática do benchmarking setorial segue um fluxo de trabalho em etapas que conecta dados internos, comparação com o mercado e definição de ações.

Passo 1 — Levantar os dados internos. Reúna as faturas de energia dos últimos 12 meses, o consumo em MWh por unidade consumidora e a demanda contratada. Identifique também os demais componentes de OPEX relevantes para o seu setor. Sem esses dados consolidados, não é possível calcular indicadores padronizados para comparação.

Passo 2 — Padronizar as métricas. Com os dados internos em mãos, converta os valores para a mesma unidade dos benchmarks disponíveis. Se o benchmark está em custo por tonelada produzida, calcule o mesmo indicador internamente. Se está em percentual da receita, utilize a mesma base. Essa padronização torna a comparação válida e evita análises distorcidas.

Passo 3 — Comparar com os benchmarks. Posicione os indicadores internos em relação às referências das tabelas. Desvios acima de 10% em relação ao benchmark setorial indicam necessidade de investigação mais detalhada e ajudam a priorizar onde atuar primeiro.

Passo 4 — Identificar as linhas de maior desvio. Energia elétrica costuma ser uma das linhas com maior potencial de redução de custos para empresas do Grupo A, principalmente para quem ainda está no mercado cativo. O deslocamento de cargas fora do horário de pico e a migração para o mercado livre de energia são as duas alavancas mais diretas para atuar nessa linha.

Passo 5 — Avaliar alternativas e calcular o impacto. Para cada linha com desvio relevante, mapeie as alternativas disponíveis e estime o efeito financeiro. No caso da energia, solicite um estudo de viabilidade para o mercado livre de energia com base no perfil de consumo real da empresa e nas condições contratuais possíveis.

Passo 6 — Documentar e apresentar internamente. O benchmarking funciona também como instrumento de comunicação interna. Use as tabelas e os cálculos para embasar propostas de redução de custos junto à diretoria e ao conselho, registrando premissas e limitações.

Receba um estudo de viabilidade para o mercado livre de energia com base no seu perfil de consumo.

Riscos comuns, limitações e boas práticas

Limitação 1 — Heterogeneidade setorial: Benchmarks agregados por setor podem mascarar diferenças relevantes entre subsetores, regiões e portes de empresa.

Um benchmark de custo de energia para a indústria manufatureira, por exemplo, pode não ser adequado para uma planta com processo contínuo de alta intensidade energética. Mesmo quando o benchmark parece aderente ao setor, ainda existe o risco da defasagem temporal.

Limitação 2 — Defasagem temporal: Dados publicados em 2025 podem refletir condições de 2023 ou 2024. Em setores com alta variação de preços de insumos, como energia e logística, essa defasagem distorce a comparação. A recomendação é priorizar fontes com data de publicação mais recente.

Limitação 3 — Diferenças metodológicas: Estudos podem usar definições distintas de OPEX ou bases de cálculo diferentes. Antes de comparar dois benchmarks, verifique se as metodologias são compatíveis para evitar conclusões equivocadas.

Limitação 4 — Uso isolado do benchmark: O benchmarking é um ponto de partida para análise, e não uma conclusão final. Um custo acima do benchmark pode refletir uma escolha estratégica, como maior qualidade de insumos ou maior segurança operacional, e não necessariamente uma ineficiência.

Boas práticas recomendadas:

  • Atualizar anualmente os benchmarks utilizados.

  • Combinar fontes oficiais como EPE, ANEEL e IBGE com estudos especializados.

  • Envolver áreas técnicas na interpretação dos dados e das premissas.

  • Documentar premissas e limitações de cada comparação realizada.

Solicite uma avaliação do seu perfil de consumo e OPEX com apoio da equipe da Serena Energia.

Síntese e próximos passos práticos de avaliação interna

O benchmarking setorial de custos operacionais transforma dados externos em decisões internas mais estruturadas. Para empresas do Grupo A, com fornecimento em média e alta tensão, a linha de energia elétrica merece atenção prioritária pelo impacto direto no OPEX e pelas alternativas concretas disponíveis no mercado livre de energia.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Os próximos passos práticos para uma avaliação interna consistente são:

  • Consolidar as faturas de energia dos últimos 12 meses por unidade consumidora.

  • Calcular o custo de energia como percentual da receita e como custo por unidade produzida.

  • Comparar esses indicadores com os benchmarks disponíveis nas tabelas.

  • Identificar as unidades com maior desvio em relação ao benchmark.

  • Solicitar um estudo de viabilidade da migração para o mercado livre de energia com base no perfil de consumo real.

  • Avaliar o impacto orçamentário de contratos de longo prazo com preço fixado antecipadamente.

A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia sem custo adicional para o cliente, além de gestão energética completa e energia 100% renovável certificada por I-RECs.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Dê o próximo passo na gestão do seu OPEX de energia com o suporte da Serena Energia.

Perguntas frequentes

O que é benchmarking setorial de custos operacionais e para que serve?

O benchmarking setorial de custos operacionais é o processo de comparar os indicadores de custo de uma empresa com referências do mesmo setor ou de setores comparáveis.

Esse processo ajuda a identificar desvios em relação à média do mercado, a priorizar iniciativas de redução de custos e a embasar decisões estratégicas com evidências objetivas.

Para empresas do Grupo A, que reúne consumidores de média e alta tensão, esse exercício é especialmente relevante na linha de energia elétrica, pelo impacto direto no OPEX.

Quais são as principais fontes de benchmarking de custos setoriais no Brasil?

As fontes mais utilizadas para benchmarking setorial no Brasil incluem o Anuário Estatístico de Energia Elétrica da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), os dados da ANEEL para o setor elétrico, os relatórios do Banco Mundial para o Brasil e estudos especializados de institutos como o ILOS para logística.

Para o setor agropecuário, a rede agribenchmark, analisada por pesquisadores da Purdue University, oferece dados padronizados comparáveis entre regiões. A boa prática é verificar a data de publicação de cada fonte e a metodologia utilizada antes de aplicar os dados internamente.

Como empresas do Grupo A podem usar benchmarks de energia para avaliar a migração para o mercado livre de energia?

O primeiro passo é calcular o custo atual de energia por MWh consumido e compará-lo com referências setoriais disponíveis.

Em seguida, a empresa pode solicitar um estudo de viabilidade a uma comercializadora de energia, como a Serena Energia, que analisa as faturas e o perfil de consumo para projetar o custo no mercado livre de energia.

No mercado livre de energia, os contratos são firmados com preço acordado antecipadamente, o que elimina a incerteza das bandeiras tarifárias e permite um planejamento orçamentário mais preciso. Qualquer empresa do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, pode migrar, independentemente do nível de consumo.

Quais são os riscos de interpretar benchmarks setoriais de forma incorreta?

Os principais riscos são comparar empresas com estruturas operacionais diferentes usando a mesma métrica, utilizar dados defasados em setores com alta variação de preços e tratar o benchmark como meta absoluta sem considerar as especificidades estratégicas da empresa.

Um custo acima do benchmark pode refletir uma escolha deliberada, como maior segurança operacional ou maior qualidade de insumos, e não necessariamente uma ineficiência. A boa prática é usar o benchmarking como ponto de partida para investigação, e não como conclusão.

O que a Serena Energia oferece para empresas do Grupo A que querem otimizar seus custos de energia?

A Serena Energia oferece migração gerenciada para o mercado livre de energia, assumindo todo o processo sem custo adicional ao cliente. Esse serviço inclui a análise de viabilidade, o processo de migração junto à distribuidora e à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a gestão energética contínua após a migração.

A energia fornecida é 100% renovável, com emissão de Certificados de Energia Renovável (I-RECs) para comprovação auditável da origem limpa. A Serena Energia também disponibiliza um painel digital para acompanhamento da economia mensal, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia e previsão de consumo.

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