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Como comprar energia limpa no mercado livre de energia?

Como comprar energia limpa no mercado livre de energia?

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia desde janeiro de 2024, sem consumo mínimo, e obter previsibilidade de custos com contratos de preço fixo.
  • O processo de migração segue seis etapas principais e leva em média seis meses, com análise de consumo, escolha de comercializadora, assinatura contratual e adequação técnica.
  • Contratos de longo prazo com energia 100% renovável e certificação I-REC permitem atender metas ESG e reduzir o impacto das bandeiras tarifárias.
  • Erros comuns incluem iniciar sem histórico completo de consumo, atrasar a notificação à distribuidora e ignorar cláusulas de flexibilidade e origem da energia.
  • Para iniciar a migração com suporte especializado, fale com a Serena Energia.

Pré-requisitos para migrar

Reunir as informações corretas e envolver as áreas internas certas acelera a migração e evita retrabalho.

Esses documentos formam a base para a análise de viabilidade e para a estruturação da proposta comercial.

Documentos e dados necessários:

  • Faturas de energia dos últimos 12 meses
  • Dados de consumo mensal em kWh e demanda contratada em kW
  • CNPJ e endereços das unidades consumidoras
  • Informações sobre o contrato vigente com a distribuidora

Envolver as áreas internas desde o início reduz atrasos na aprovação e na assinatura de contratos.

Áreas internas envolvidas:

  • Finanças: avaliação de impacto no orçamento e aprovação contratual
  • Operações e facilities: confirmação dos requisitos técnicos de medição
  • Jurídico: revisão dos contratos com a comercializadora e com a distribuidora
  • ESG (quando aplicável): definição dos requisitos de certificação renovável

Do ponto de vista técnico, a unidade consumidora precisa de um sistema de medição compatível com os requisitos da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica). A adequação desse sistema integra o processo de migração. A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da energia e pela manutenção da rede.

Visão geral do processo em 6 etapas

Com os pré-requisitos reunidos e as áreas internas alinhadas, o processo de migração para o mercado livre de energia segue seis etapas principais, do diagnóstico inicial ao monitoramento contínuo.

  1. Verificação de elegibilidade e análise do perfil de consumo
  2. Escolha da comercializadora e solicitação de proposta
  3. Assinatura do contrato de fornecimento
  4. Registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição
  5. Notificação formal à distribuidora e cumprimento do prazo de migração
  6. Início do fornecimento e monitoramento mensal dos resultados

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Passo a passo: como comprar energia renovável no mercado livre de energia

1. Verificar a elegibilidade da empresa

Confirmar a classificação da unidade consumidora no Grupo A é o ponto de partida da migração. Desde janeiro de 2024, todas as empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia, sem exigência de consumo mínimo além dessa classificação. Empresas com demanda abaixo de 500 kW podem acessar o mercado livre de energia por meio de uma comercializadora varejista que as representa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Responsável interno: gerente de Facilities ou Operações. Dependência: faturas dos últimos 12 meses. Risco: classificação tarifária incorreta pode exigir ajuste prévio antes da migração.

2. Analisar o perfil de consumo e solicitar proposta

Mapear o consumo mensal em kWh, a demanda contratada e as sazonalidades orienta a escolha do tipo de contrato e do volume a ser contratado. Com esses dados, a empresa solicita uma proposta formal à comercializadora escolhida.

No modelo varejista, mais comum para empresas de médio porte, o cliente não contrata um volume fixo de energia, mas fecha o preço por MWh. Ao final de cada mês, a fatura é calculada multiplicando o preço contratado pelo consumo realizado. Esse modelo simplifica a gestão e reduz a exposição ao mercado de curto prazo.

Responsável interno: Finanças e Operações. Dependência: histórico de consumo detalhado. Risco: subestimar sazonalidades pode gerar desalinhamento entre consumo real e contrato.

Receba uma análise do seu perfil de consumo sem custo.

3. Assinar o contrato de fornecimento

Assinar o contrato com a comercializadora formaliza as condições comerciais e a origem da energia. Contratos de preço fixo, com prazo de 1 a 5 anos, são os mais comuns para empresas de médio porte por oferecerem previsibilidade orçamentária. O contrato especifica a fonte de energia, no caso da Serena Energia, 100% renovável, e pode incluir a emissão de certificados I-REC.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Responsável interno: Jurídico e Finanças. Dependência: aprovação interna e revisão contratual. Risco: cláusulas de flexibilidade de consumo e penalidades por rescisão antecipada precisam de análise cuidadosa.

4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequar o sistema de medição

Realizar o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório para participar do mercado livre de energia. Esse processo envolve envio de documentação técnica, jurídica e financeira e costuma ser conduzido pela própria comercializadora. A Serena Energia assume essa responsabilidade integralmente, sem custo adicional para o cliente.

Em paralelo, a unidade consumidora precisa instalar um sistema de medição compatível com os requisitos da CCEE. A Serena Energia também se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição, sem custo adicional.

Responsável interno: Operações e Facilities. Dependência: acesso físico à unidade para instalação dos equipamentos. Risco: atrasos na adequação do medidor podem postergar a data de início do fornecimento.

Descubra como a Serena Energia gerencia todo esse processo por você.

5. Notificar a distribuidora e cumprir o prazo de migração

Enviar a notificação à distribuidora com antecedência de 180 dias define a data de início no mercado livre de energia. A distribuidora local deve ser notificada com 180 dias de antecedência antes da data efetiva de migração. Esse prazo é exigido para encerrar o contrato regulado vigente. Durante esse período, a empresa continua recebendo energia normalmente, sem interrupção de fornecimento.

Responsável interno: Jurídico e Operações. Dependência: contrato assinado com a comercializadora. Risco: atraso na notificação posterga o início da economia em até 6 meses.

6. Iniciar o fornecimento e monitorar os resultados

Após o prazo de migração, a empresa passa a receber duas faturas: uma da distribuidora, referente ao uso da rede (TUSD), e uma da comercializadora, referente à energia consumida. As bandeiras tarifárias não são cobradas no mercado livre de energia, o que contribui para a previsibilidade dos custos.

No caso da Serena Energia, o cliente conta com um painel digital para acompanhar a economia mensal, o consumo realizado e a previsão de consumo, além de um consultor dedicado para suporte contínuo.

Erros comuns e como evitá-los

Evitar erros recorrentes aumenta o ganho financeiro da migração e reduz atrasos no cronograma.

  • Iniciar o processo sem histórico de consumo completo: sem os dados dos últimos 12 meses, a proposta da comercializadora pode não refletir o perfil real da empresa. Esse desalinhamento inicial compromete todas as etapas seguintes.
  • Atrasar a notificação à distribuidora: o prazo de 180 dias é legal e não pode ser reduzido. Quanto antes a notificação for enviada, mais cedo a empresa começa a economizar.
  • Não envolver todas as áreas internas: decisões tomadas apenas pela área financeira, sem alinhamento com operações e jurídico, podem gerar retrabalho ou atrasos na assinatura contratual.
  • Ignorar as cláusulas de flexibilidade de consumo: contratos no mercado livre de energia preveem faixas de tolerância para variações de consumo. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, com preços que podem variar significativamente.
  • Não verificar a origem da energia contratada: empresas com metas de ESG precisam confirmar que o contrato especifica fonte renovável e inclui a emissão de certificados I-REC.

Usar um checklist de validação antes da assinatura reduz riscos e facilita a aprovação interna.

Checklist de validação antes de assinar:

  • Histórico de consumo dos últimos 12 meses disponível
  • Classificação tarifária confirmada como Grupo A (média ou alta tensão)
  • Proposta com especificação de fonte de energia e certificação I-REC
  • Cláusulas de flexibilidade de consumo revisadas pelo jurídico
  • Data de notificação à distribuidora definida
  • Responsável pela adequação do sistema de medição identificado

Como verificar os resultados após a migração

Comparar o custo total antes e depois da migração mostra o impacto financeiro real do mercado livre de energia.

A análise deve considerar o custo total anterior, com energia e encargos no mercado regulado, e o custo total atual, com energia contratada e TUSD.

Indicadores a monitorar mensalmente:

  • Custo total de energia (R$/mês) comparado ao período anterior no mercado regulado
  • Consumo realizado em relação ao consumo previsto no contrato
  • Liquidações no mercado de curto prazo por desvio de consumo
  • Emissão e registro dos certificados I-REC correspondentes ao consumo do período

A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal consolidada, detalhamento da fatura com comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia e previsão de consumo. Relatórios trimestrais permitem identificar tendências e ajustar o planejamento energético.

Opções avançadas: múltiplas unidades e metas de sustentabilidade

Centralizar a gestão de energia de múltiplas unidades simplifica o controle e pode melhorar as condições comerciais.

Empresas com mais de uma unidade consumidora podem estruturar contratos no mercado livre de energia que abranjam todas as unidades elegíveis do Grupo A, o que simplifica a gestão e pode melhorar as condições comerciais pelo volume agregado.

Para empresas com metas públicas de redução de emissões, o mercado livre de energia oferece duas ferramentas complementares.

  • I-REC (International Renewable Energy Certificate): para cada MWh consumido de fonte renovável, um certificado I-REC é emitido e registrado em nome da empresa. Após a aposentadoria (retire) do certificado na plataforma I-TRACK, a empresa recebe um documento oficial aceito por frameworks como GHG Protocol Scope 2, CDP, GRI 302-1 e SBTi. Esse documento comprova, de forma auditável, que o consumo de eletricidade é 100% renovável.
  • Créditos de carbono: para empresas que buscam neutralizar emissões além do Escopo 2, a Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono de projetos certificados.

A Serena Energia já evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂ desde 2017, e toda a energia fornecida no mercado livre de energia tem origem 100% renovável, com certificação I-REC disponível para os clientes.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Perguntas frequentes

Minha empresa pode migrar para o mercado livre de energia?

Sim, desde que a empresa atenda aos critérios de elegibilidade do Grupo A descritos no passo 1. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O processo regulatório leva em média 6 meses, que corresponde ao prazo legal que a distribuidora exige para encerrar o contrato vigente. Durante todo esse período, o fornecimento de energia não é interrompido. A Serena Energia conduz todas as etapas burocráticas, como registro na CCEE, adequação do sistema de medição e notificação à distribuidora, sem custo adicional para o cliente.

A migração representa algum risco para a operação da empresa?

A migração é um processo comercial e contratual, e não altera a responsabilidade da distribuidora pela entrega da eletricidade e pela qualidade da rede. Não há risco de interrupção de fornecimento por causa da migração. O principal cuidado operacional é o alinhamento entre o consumo real e o volume contratado, que a Serena Energia monitora continuamente para os clientes sob sua gestão.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?

Contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade para variações de consumo. Desvios fora dessa faixa são liquidados no mercado de curto prazo, cujos preços podem variar. No modelo varejista da Serena Energia, o cliente fecha o preço por MWh e paga pelo consumo realizado ao final de cada mês, o que reduz a exposição a esse tipo de desvio. A equipe da Serena Energia acompanha o consumo mensalmente e orienta ajustes quando necessário.

O que é o I-REC e como ele é usado nos relatórios de sustentabilidade?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado internacional que comprova que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede elétrica. Após a aposentadoria do certificado na plataforma I-TRACK, a empresa recebe um documento oficial que comprova o consumo de energia 100% renovável. Esse documento é aceito pelos principais frameworks de reporte de sustentabilidade, incluindo GHG Protocol Scope 2, CDP, GRI 302-1 e SBTi, e é a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 provenientes do consumo de eletricidade.

A Serena Energia cobra pelo processo de migração?

Não. A Serena Energia oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão da energia sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Isso inclui o registro na CCEE, a adequação e instalação do sistema de medição e todo o processo burocrático junto à distribuidora.

Inicie o processo de migração para o mercado livre de energia com o suporte da Serena Energia.

Conclusão

Migrar para o mercado livre de energia e comprar energia renovável já é uma opção acessível para todas as empresas do Grupo A, atendidas em média ou alta tensão. Essa decisão oferece dois benefícios centrais: previsibilidade de custos por meio dos contratos de longo prazo mencionados anteriormente e possibilidade de contratar 100% de energia renovável com certificação I-REC para atender metas de ESG.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

O processo envolve seis etapas principais, com prazo médio de 6 meses, e pode ser conduzido integralmente por uma comercializadora especializada. A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e atuação como uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada, energia 100% renovável, certificação I-REC e gestão contínua, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

Dar o primeiro passo com uma análise de elegibilidade e um estudo de viabilidade acelera a captura de resultados. A Serena Energia realiza essas etapas sem custo. Quanto antes o processo for iniciado, mais cedo a empresa começa a colher os benefícios do mercado livre de energia.

Fale com a Serena Energia e coloque sua energia no crescimento do seu negócio.

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