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Como escalar sua empresa sem ineficiências com energia?

Como escalar sua empresa sem ineficiências com energia?

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Um diagnóstico preciso do consumo energético é o primeiro passo para identificar desperdícios e evitar multas por demanda contratada inadequada.

  • Modernizar ativos e processos antes de migrar para o mercado livre de energia ajuda a evitar a contratação de mais energia do que a empresa realmente precisa.

  • Ajustar a demanda contratada ao consumo real reduz custos ocultos e libera capital para o crescimento operacional.

  • Migrar para o mercado livre de energia com uma comercializadora integrada à geração, como a Serena Energia, traz previsibilidade de preços e elimina a exposição às bandeiras tarifárias.

  • Para implementar esses cinco passos com suporte especializado e sem custo adicional, fale com a Serena Energia.

Passo 1 – Diagnóstico de consumo

Objetivo

Mapear com precisão onde e quando a empresa consome energia. Esse mapeamento permite identificar desperdícios ocultos antes de qualquer decisão contratual ou de investimento.

Por que é urgente

Uma pesquisa global da ABB com 2.700 executivos sênior em 15 países e 15 setores industriais, publicada em 2026, mostrou que a energia representa cerca de 25% dos custos operacionais médios de empresas industriais. As principais barreiras à eficiência hoje são silos organizacionais, lacunas de competência e falta de dados utilizáveis, e não o custo da tecnologia. Dados da EPE indicam que o consumo de energia elétrica no Brasil alcançou 47.616 GWh em dezembro de 2025, alta de 0,5% na comparação anual, o que aumenta a pressão sobre custos operacionais em setores intensivos em energia.

Ações e responsáveis

  • Levantar faturas dos últimos 12 meses para identificar sazonalidades e picos de demanda (Controller/Engenharia).

  • Mapear consumo por setor, turno e equipamento para localizar áreas de maior impacto (Engenharia/Facilities).

  • Comparar consumo fora do horário operacional com o consumo em produção plena para identificar desperdícios em stand-by (Engenharia).

  • Calcular o fator de potência atual e verificar se está abaixo de 0,92, referência adotada no Brasil que gera penalidades (Engenharia Elétrica).

  • Registrar variações em relação ao histórico para identificar anomalias e desvios de padrão (Controller).

Checklist do diagnóstico

Item

Responsável

Status

Faturas dos últimos 12 meses coletadas

Controller

Consumo por setor mapeado

Engenharia

Fator de potência verificado

Engenharia Elétrica

Picos de demanda identificados

Engenharia/Facilities

Consumo fora do horário operacional registrado

Engenharia

Passo 2 – Modernização de ativos e processos

Objetivo

Substituir ou ajustar equipamentos e processos que consomem energia de forma ineficiente. Esse ajuste reduz o desperdício antes de contratar qualquer volume no mercado livre de energia.

Por que é urgente?

Dados da Emerson indicam que empresas industriais podem reduzir o consumo de energia em um site em até 15% por meio de tecnologias e softwares de gestão energética, que permitem melhor medição, monitoramento e reporte. A pesquisa ABB 2026 mostra que 63% dos líderes industriais já investiram em eficiência energética e outros 29% planejam investir nos 12 meses seguintes, o que reforça que a execução prática define a vantagem competitiva.

Ações e responsáveis

  • Substituir iluminação convencional por LED em áreas de alta permanência para reduzir consumo básico (Facilities).

  • Operar motores elétricos entre 75% e 90% da capacidade nominal para maximizar eficiência (Engenharia).

  • Implementar manutenção preventiva e preditiva para evitar perdas em trocadores de calor, sistemas de ar comprimido e armadilhas de vapor (Manutenção).

  • Instalar sensores de presença em iluminação setorizada para reduzir consumo em áreas ociosas (Facilities).

  • Eliminar vazamentos em sistemas de ar comprimido, que costumam representar perdas relevantes (Manutenção).

  • Avaliar automação de processos para obter ganhos de produtividade sem aumento proporcional de consumo (Engenharia/TI).

Riscos e pontos de atenção

Ao implementar essas ações, alguns riscos podem reduzir o retorno esperado dos investimentos.

  • Modernizar sem diagnóstico prévio pode direcionar recursos para pontos de baixo impacto.

  • Projetos de automação exigem alinhamento entre Engenharia, TI e Operações para evitar novos silos de dados.

Solicite uma análise de viabilidade para entender como a Serena Energia apoia a priorização de investimentos antes e depois da modernização.

Passo 3 – Gestão de demanda e adequação contratual

Objetivo

Alinhar a demanda contratada ao consumo real. Esse alinhamento reduz multas por ultrapassagem e o pagamento de capacidade não utilizada.

Por que é crítico para o Grupo A?

Em contratos do Grupo A, de média e alta tensão, o descompasso entre demanda contratada e demanda medida pode gerar custos adicionais por multas por ultrapassagem ou pagamento de capacidade não utilizada, mecanismo regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Esse descompasso é uma das ineficiências mais silenciosas em empresas em crescimento, porque a demanda contratada tende a ficar desatualizada em relação à expansão da operação.

Ações e responsáveis

Para alinhar a demanda contratada ao consumo real, siga uma sequência estruturada de análise e ajuste.

  1. Comparar a demanda contratada com a demanda medida nos últimos 12 meses para identificar o descompasso atual (Controller/Engenharia).

  2. Identificar meses com ultrapassagem e meses com capacidade ociosa para entender o padrão de uso e de multas ou desperdício (Controller).

  3. Revisar o contrato com a distribuidora com base nesses dados para adequar a demanda ao perfil real de consumo (Jurídico/Engenharia).

  4. Estabelecer monitoramento mensal de indicadores-chave para manter o ajuste ao longo do tempo (Engenharia/Facilities).

Indicadores de gestão de demanda

Indicador

O que mede

Referência

Responsável

Demanda medida vs. contratada

Descompasso contratual

Diferença < 5%

Controller/Engenharia

Fator de potência

Qualidade do consumo

≥ 0,92

Engenharia Elétrica

Consumo fora do horário operacional

Desperdício em stand-by

Minimizar

Facilities

Pico de demanda mensal

Exposição a multas

Dentro do contratado

Engenharia

Passo 4 – Migração para o mercado livre de energia

Objetivo

Substituir a compra de energia no mercado regulado por contratos bilaterais com preço acordado antecipadamente. Esse movimento elimina a incerteza das bandeiras tarifárias e tende a reduzir o custo da energia.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Quem pode migrar?

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Ações em ordem lógica

  1. Solicitar estudo de viabilidade com projeção de economia e análise de riscos (Diretor Financeiro/Controller).

  2. Fechar contrato com a comercializadora escolhida, tipicamente com prazo de 3 a 5 anos (Jurídico/Financeiro).

  3. Iniciar o processo de migração, com notificação à distribuidora com antecedência mínima de 6 meses, etapa assumida pela Serena Energia sem custo adicional.

  4. Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), em um processo com documentação técnica, jurídica e financeira conduzido pela Serena Energia.

  5. Adequar o sistema de medição, SMF, para medição horária obrigatória no mercado livre de energia, com instalação dos equipamentos sob responsabilidade da Serena Energia e sem custo adicional.

  6. Iniciar o fornecimento no mercado livre de energia e acompanhar resultados mensalmente pelo painel digital da Serena Energia.

O papel da distribuidora

A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. A migração é um processo comercial: a empresa passa a escolher de quem compra a energia, negociando preço, prazo e fonte, enquanto a qualidade e a estabilidade da rede permanecem sob responsabilidade da distribuidora.

Riscos e pontos de atenção

O planejamento antecipado e a escolha de parceiros adequados reduzem riscos na migração.

  • O prazo regulamentar de notificação exige que a empresa inicie o planejamento com antecedência, para começar a economizar o quanto antes.

  • Contratos preveem flexibilidade de consumo, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado, e diferenças fora dessa faixa são liquidadas no mercado de curto prazo.

  • A escolha de uma comercializadora sem geração própria pode representar maior risco de fornecimento em cenários de estresse de mercado.

O que clientes dizem sobre a migração com a Serena Energia?

“O preço das fontes renováveis é muito mais competitivo em relação à fonte convencional. E essa questão da sustentabilidade também não tem como voltar atrás.” — Hamul Freitas, Strategic Sourcing Consult na Cargill

“O acordo com a Serena é mais uma das importantes iniciativas que estamos implementando para atingir nossas metas de sustentabilidade, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.” — Rogério Andrade, Vice-Presidente de Product Supply na Bayer

Receba seu estudo de viabilidade personalizado e descubra quanto sua empresa pode economizar no mercado livre de energia.

Passo 5 – Certificação de energia renovável e sustentabilidade

Objetivo

Comprovar de forma auditável que o consumo de energia da empresa provém de fontes renováveis. Essa comprovação atende às exigências de relatórios ESG, investidores e cadeias de fornecimento internacionais.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Por que a certificação é estratégica?

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 48% das empresas brasileiras investiram em projetos de energia renovável em 2024, ante 34% em 2023, tendo a redução de custos como principal motivador. Dados da IRENA indicam que os custos totais instalados de projetos de energia renovável caíram 87% entre 2010 e 2024, o que torna a certificação renovável uma vantagem econômica além de ambiental.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Ações e responsáveis

  • Solicitar à Serena Energia a emissão de I-RECs correspondentes ao consumo mensal, em coordenação com o gerente de ESG ou Sustentabilidade.

  • Utilizar os I-RECs nos relatórios anuais de sustentabilidade para zerar as emissões de Escopo 2 (ESG/Jurídico).

  • Avaliar créditos de carbono para neutralizar emissões de Escopo 1 e 3, quando aplicável (ESG).

  • Registrar a redução de CO₂ nos sistemas de reporte corporativo para consolidar indicadores (ESG/Controller).

Checklist de documentos para certificação

  • Contrato de fornecimento com cláusula de origem renovável.

  • I-RECs emitidos pela Serena Energia correspondentes ao volume consumido, com proporção de 1 I-REC por MWh.

  • Relatório de consumo mensal extraído do painel digital da Serena Energia.

  • Créditos de carbono de projetos certificados, quando houver uso dessa ferramenta.

  • Declaração de Escopo 2 para relatórios GRI, CDP ou equivalentes.

Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂, e toda a energia comercializada no mercado livre de energia provém majoritariamente de fonte eólica, com origem renovável em contrato.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Perguntas frequentes

Minha empresa é elegível para o mercado livre de energia?

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, classificada no Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo e sem compromisso.

Quanto tempo leva a migração para o mercado livre de energia?

O processo regulamentar leva em média 6 meses, prazo necessário para encerrar o contrato vigente com a distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas, como notificação à distribuidora, registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição, sem custo adicional para o cliente. Quanto antes a empresa iniciar, mais cedo começa a economizar.

A migração pode interromper o fornecimento de energia na minha planta?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela estabilidade da rede. A única mudança é o fornecedor da energia. A Serena Energia também se responsabiliza pela instalação dos equipamentos de medição necessários, sem impacto para a operação.

O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos do que o contratado?

Os contratos preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumos fora dessa faixa são liquidados no mercado de curto prazo. No modelo varejista da Serena Energia, o cliente não compra um volume fixo de energia, fecha o preço e paga pelo que efetivamente consumir, calculado com base no preço contratado multiplicado pelo consumo realizado no mês.

O que é o I-REC e como ele comprova a origem renovável da energia?

O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte limpa e injetado na rede elétrica. Ao adquirir I-RECs junto com a energia da Serena Energia, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável em relatórios de sustentabilidade, atendendo a exigências de investidores, cadeias de fornecimento internacionais e metas de ESG.

Conclusão

Ao seguir os cinco passos deste guia, diagnóstico de consumo, modernização de ativos, gestão de demanda, migração para o mercado livre de energia e certificação renovável, empresas do Grupo A, de média e alta tensão, estruturam uma operação energética mais previsível, eficiente e alinhada às exigências de sustentabilidade. Esse movimento libera capital para crescimento, mantém custos operacionais sob controle e fortalece a posição competitiva perante investidores, clientes e parceiros. A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e integração vertical entre geração e comercialização, gerencia toda essa jornada de forma digital e sem custo adicional para o cliente.

Agende uma conversa com nossos especialistas e dê o primeiro passo para escalar sua empresa sem ineficiências operacionais com energia.

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