Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 19 de julho de 2026
Principais lições deste artigo
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A separação entre finanças pessoais e empresariais é essencial para calcular custos reais e formar preços consistentes.
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Classificar custos fixos, variáveis e semivariáveis permite identificar onde reduzir despesas sem prejudicar a operação.
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Calcular o ponto de equilíbrio ajuda a definir metas mínimas de faturamento e evitar prejuízos.
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Tratar a energia elétrica como um dos principais custos semivariáveis abre espaço para economias relevantes com geração distribuída.
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Empresas que buscam economia na conta de luz podem simular descontos de até 20% com a Serena Energia.
1. Separe as finanças pessoais das da empresa
A pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios” do Sebrae, disponível em portal especializado em contabilidade, mostrou que 61% dos micro e pequenos empreendedores brasileiros misturam contas pessoais e empresariais. Essa prática distorce a análise de custos, compromete a formação de preços e dificulta o acesso a crédito.
Os passos para separar as finanças são:
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Abrir uma conta bancária exclusiva para o CNPJ.
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Definir um pró-labore fixo mensal, para que a retirada do sócio seja um custo previsto e não uma retirada aleatória do caixa.
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Pagar todas as despesas do negócio pela conta PJ e todas as despesas pessoais pela conta PF.
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Registrar cada movimentação no momento em que ocorre, mesmo que seja em um caderno ou em um aplicativo simples.
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Tipo de conta |
O que entra |
O que sai |
|---|---|---|
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Conta PJ (empresa) |
Receitas de vendas e serviços |
Aluguel, fornecedores, salários, energia, impostos |
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Conta PF (pessoal) |
Pró-labore, distribuição de lucros |
Moradia, alimentação, lazer, despesas familiares |
Sem essa separação, o empreendedor perde a noção real da lucratividade, o que inviabiliza qualquer planejamento de custos confiável.
2. Classifique custos fixos e variáveis
Com as finanças separadas, o próximo passo é entender a natureza de cada gasto da empresa. A classificação correta dos custos é a base para qualquer decisão financeira. Conteúdo da FIA Business School explica que custos fixos não variam com o volume de produção ou vendas, como aluguel, salários administrativos, contabilidade e internet. Custos variáveis acompanham diretamente a atividade, como matéria-prima, comissões de vendas, embalagens e taxas de cartão.
A energia elétrica costuma ser classificada como custo semivariável, pois tem uma parcela fixa, a taxa de disponibilidade, e uma parcela variável que cresce com o uso dos equipamentos. Para a maioria das PMEs, o gestor trata a conta de luz como custo fixo no planejamento mensal, para simplificar o controle.
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Tipo de custo |
Exemplos (padaria / restaurante) |
Comportamento |
|---|---|---|
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Fixo |
Aluguel, pró-labore, contador, internet, energia base |
Não muda com as vendas |
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Variável |
Farinha, embalagens, comissões, taxas de cartão, frete |
Sobe e desce com a produção |
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Semivariável |
Conta de luz, com taxa fixa e consumo dos fornos e câmaras frias |
Tem parte fixa e parte variável |
Separar custos fixos e variáveis permite calcular o ponto de equilíbrio, definir preços que cubram todos os custos e escolher onde cortar despesas em períodos de queda nas vendas.
3. Calcule o ponto de equilíbrio
Definir o ponto de equilíbrio mostra qual é o faturamento mínimo para cobrir todos os custos, sem lucro nem prejuízo. Conteúdo da Unnica apresenta a fórmula principal:
Ponto de equilíbrio = custos fixos totais ÷ margem de contribuição (%)
A margem de contribuição resulta da diferença entre o preço de venda unitário e o custo variável unitário, dividida pelo preço de venda.
Um exemplo prático com uma hamburgueria delivery, detalhado em calculadora especializada, considera custos fixos de R$ 8.000, preço de venda de R$ 35 e custo variável de R$ 15 por combo. A margem de contribuição é de R$ 20 por unidade, ou 57%, e o ponto de equilíbrio fica em 400 combos mensais, o que corresponde a R$ 14.000 em faturamento.
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Componente |
Valor do exemplo |
|---|---|
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Custos fixos mensais |
R$ 8.000 |
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Preço de venda unitário |
R$ 35 |
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Custo variável unitário |
R$ 15 |
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Margem de contribuição |
R$ 20 por unidade (57%) |
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Ponto de equilíbrio |
400 unidades / R$ 14.000 |
Especialistas recomendam adotar uma margem de segurança de 30% acima do ponto de equilíbrio para proteger o caixa contra quedas de vendas.
4. Forme o preço corretamente
Formar preço sem considerar todos os custos gera prejuízo silencioso. Conteúdo da Calculadora Brasil orienta que o preço mínimo de venda deve cobrir o custo do produto ou insumo, os impostos, as despesas variáveis, como frete, embalagem, comissão e taxa de cartão, além da parcela dos custos fixos rateada por unidade vendida.
Uma lista de verificação ajuda a não esquecer nenhum item:
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Custo direto do produto ou serviço calculado.
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Alíquota tributária do regime fiscal aplicada, seja MEI, Simples Nacional ou Lucro Presumido.
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Despesas variáveis por unidade somadas, como cartão, frete e embalagem.
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Rateio dos custos fixos mensais dividido pela quantidade planejada de vendas.
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Bandeira tarifária de energia do mês considerada no custo fixo.
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Margem de lucro desejada adicionada ao final.
Um desconto de 10% em um produto com margem de 20% reduz a margem real para aproximadamente 11%, o que representa queda de 45% no lucro por unidade. Conhecer o ponto de equilíbrio antes de conceder descontos evita decisões que corroem o resultado.
5. Corte o maior custo semivariável: a conta de luz
Reduzir custos sem afetar a operação aumenta a margem de lucro de forma direta. Depois de organizar as finanças, classificar os custos e calcular o ponto de equilíbrio, a energia elétrica se torna um dos alvos mais acessíveis. As tarifas de energia para empresas vêm registrando reajustes acima da inflação em diversas distribuidoras brasileiras.

A geração distribuída compartilhada oferece uma forma consistente de reduzir esse gasto para PMEs. Nesse modelo, uma geradora como a Serena Energia produz energia limpa em fazendas solares, injeta os créditos na rede das distribuidoras e abate esses créditos diretamente na conta de luz do cliente.

A geração distribuída da Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros: SP (interior), GO, MG, MT, BA, PI, PA, MA, PE, CE e RJ (interior). Essa abrangência permite que diferentes segmentos acessem descontos sem alterar a rotina de consumo.
Comparando as alternativas para reduzir a conta de luz:
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Instalar painéis solares próprios: exige investimento inicial de dezenas de milhares de reais, obras no estabelecimento que podem interromper a operação e vários anos para o retorno do investimento.
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Usar geração distribuída com a Serena Energia: por outro lado, elimina essas barreiras, com zero investimento inicial próprio, sem obras e contratação 100% digital. Os descontos, que podem chegar a até 20%, aparecem na primeira fatura após o período de conexão, que pode levar até 90 dias.
A Serena Energia atua há mais de 17 anos no setor energético e atende desde pequenas empresas até grandes marcas como Heineken e Cargill. O processo é simples: o empreendedor simula no site, envia documentos online e conclui a contratação de forma digital. A distribuidora local continua entregando a energia com a mesma qualidade, e a diferença aparece no valor menor da fatura.

Erros comuns e como evitar
Alguns erros se repetem na gestão de custos de PMEs brasileiras e podem ser evitados com ajustes simples.
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Misturar contas pessoais e empresariais: essa prática distorce a análise de lucratividade e aumenta o risco fiscal. A solução é manter conta PJ separada e pró-labore fixo.
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Não classificar custos fixos e variáveis: essa falha impede o cálculo correto do ponto de equilíbrio e leva a erros na formação de preços. A solução é listar todos os custos mensalmente por categoria.
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Desconhecer o ponto de equilíbrio: esse indicador é o número que todo empreendedor deveria saber de cabeça, mas muitos não calculam. A solução é recalcular a cada trimestre ou sempre que houver mudança nos custos.
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Ignorar bandeiras tarifárias na precificação: a variação da tarifa de energia altera o custo fixo mensal e, por consequência, o preço mínimo de venda.
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Não revisar contratos de fornecedores e serviços: custos como energia, internet e contabilidade podem ser renegociados ou substituídos por alternativas mais eficientes.
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Operar sem reserva de emergência: 52% das micro e pequenas empresas brasileiras não possuem nenhuma reserva financeira, segundo dados do Sebrae e da FGV. O ponto de equilíbrio ajuda a dimensionar uma reserva equivalente a três meses de custos fixos.
Verifique os resultados e acompanhe métricas
Tratar a gestão de custos como rotina mensal fortalece o controle financeiro. As métricas essenciais para acompanhar são:
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Faturamento real em comparação com o ponto de equilíbrio: o negócio está acima ou abaixo do mínimo necessário.
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Margem de contribuição por produto ou serviço: os itens que realmente contribuem para cobrir os custos fixos.
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Custo da energia elétrica como percentual do faturamento: o ideal é manter esse percentual abaixo de 15% para a maioria dos segmentos, embora setores com alta refrigeração possam ultrapassar 20%.
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Margem de segurança: valores abaixo de 15% indicam alta vulnerabilidade a qualquer queda de receita.
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Fluxo de caixa mensal: entradas e saídas registradas e conciliadas com o extrato bancário da conta PJ.
A rotina recomendada é simples: no início de cada mês, revisar os custos fixos e variáveis do mês anterior, recalcular o ponto de equilíbrio se houver mudanças e comparar o faturamento realizado com a meta mínima. Esse hábito cria disciplina financeira e permite agir rapidamente quando o negócio se aproxima do limite de segurança.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre custo fixo e custo variável em uma pequena empresa?
Custo fixo é todo gasto que ocorre todo mês independentemente do volume de vendas, como aluguel, salários administrativos, contabilidade e internet. Custo variável é o gasto que aumenta ou diminui conforme a produção ou as vendas, como matéria-prima, embalagens, comissões e taxas de cartão. A energia elétrica é considerada semivariável, pois tem uma parcela fixa, a taxa de disponibilidade, e uma parcela que cresce com o uso dos equipamentos. Para simplificar o controle, a maioria das PMEs trata a conta de luz como custo fixo no planejamento mensal.
Como calcular o ponto de equilíbrio de uma pequena empresa brasileira?
O cálculo do ponto de equilíbrio usa a divisão dos custos fixos totais pela margem de contribuição percentual. A margem de contribuição é obtida ao subtrair o custo variável unitário do preço de venda e dividir o resultado pelo preço de venda. Se uma empresa tem custos fixos de R$ 5.000 por mês e margem de contribuição de 40%, precisa faturar R$ 12.500 mensais para não ter prejuízo, pois R$ 5.000 ÷ 0,40 resulta em R$ 12.500. Esse indicador deve ser recalculado sempre que houver mudança nos custos, nos preços ou no mix de produtos.
Por que misturar finanças pessoais e empresariais prejudica o negócio?
Usar a conta da empresa para despesas pessoais, ou o contrário, faz o empreendedor perder a noção real de quanto o negócio gasta e lucra. Essa confusão leva a erros na formação de preços, dificulta o acesso a crédito bancário e aumenta o risco fiscal. A solução é abrir uma conta bancária exclusiva para o CNPJ, definir um pró-labore fixo mensal e registrar todas as movimentações separadamente. Com as finanças separadas, fica possível calcular o ponto de equilíbrio com precisão e identificar onde o caixa está sendo consumido.
A geração distribuída com a Serena Energia exige obras ou investimento inicial na minha empresa?
Não. A geração distribuída compartilhada oferecida pela Serena Energia não exige instalação, obra ou investimento inicial próprio no estabelecimento. A empresa gera energia limpa em fazendas solares localizadas em regiões estratégicas de 11 estados brasileiros e injeta os créditos na rede das distribuidoras. Esses créditos são abatidos diretamente na conta de luz do cliente. A contratação é 100% digital, e os descontos aparecem na primeira fatura após o período de conexão, que pode levar até 90 dias. A distribuidora local continua entregando a energia com a mesma qualidade de sempre.
Com que frequência devo revisar a gestão de custos da minha empresa?
A revisão mensal é o mínimo recomendado. Essa rotina inclui comparar o faturamento realizado com o ponto de equilíbrio, conferir se os custos fixos e variáveis se mantiveram dentro do planejado e atualizar o fluxo de caixa. O ponto de equilíbrio deve ser recalculado a cada trimestre ou sempre que houver mudanças relevantes, como reajuste de aluguel, novas contratações, mudança de fornecedores ou alteração no mix de produtos. Manter essa disciplina permite identificar rapidamente quando o negócio está operando abaixo do mínimo necessário e agir antes que o problema se agrave.