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Como manter eficiência ao escalar produção da minha empresa?

Como manter eficiência ao escalar produção da minha empresa?

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Escalar produção sem ter um diagnóstico energético detalhado e um baseline de consumo pode reduzir margens e gerar custos desproporcionais.
  • Integrar KPIs de eficiência energética, como kWh por unidade produzida, ao painel de OEE permite identificar e eliminar gargalos operacionais com impacto direto no consumo.
  • Implementar programas de automação e manutenção preventiva reduz o consumo energético de motores e compressores entre 2% e 30% e aumenta a disponibilidade dos equipamentos.
  • Migrar ao mercado livre de energia reduz a exposição às bandeiras tarifárias e permite contratos de longo prazo com preço fixo, o que traz previsibilidade de OPEX.
  • Para empresas do Grupo A que desejam aplicar essa estratégia com suporte especializado, a Serena Energia oferece análise de viabilidade e gestão completa da migração ao mercado livre de energia sem custo adicional. Converse com nossos especialistas.

1. Pré-requisitos para iniciar a jornada

Iniciar a jornada de eficiência energética exige criar uma base sólida de informações. As áreas envolvidas são operações, finanças, facilities e, quando aplicável, ESG.

Cada área contribui com dados específicos que, em conjunto, formam o retrato energético da operação. Os documentos e dados necessários incluem:

  • Últimas 12 faturas de energia elétrica, para identificar sazonalidades, picos de demanda e incidência de bandeiras tarifárias
  • Dados de consumo por setor ou linha de produção, quando disponíveis
  • Layout da planta com localização dos principais ativos elétricos, como motores, compressores, sistemas de ar-condicionado industrial e fornos
  • Histórico de paradas não planejadas e seus impactos em produção
  • Demanda contratada atual e classe de tensão de fornecimento

Do ponto de vista técnico, a empresa precisa confirmar que está enquadrada no Grupo A, ou seja, conectada em média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido para acessar o mercado livre de energia, basta pertencer ao Grupo A. Esse pré-requisito pode ser verificado diretamente na fatura de energia.

2. Visão geral do processo em 7 etapas macro

Manter eficiência ao escalar produção depende de seguir uma sequência clara que conecta diagnóstico, indicadores, melhorias operacionais e contratação de energia. O processo de manutenção de eficiência durante o aumento de produção segue uma sequência que integra diagnóstico energético, definição de KPIs, eliminação de gargalos, automação, manutenção preventiva e migração ao mercado livre de energia.

  1. Realizar diagnóstico energético detalhado com baseline de consumo
  2. Definir KPIs de eficiência energética e produtiva, como OEE, consumo específico e fator de potência
  3. Identificar e eliminar gargalos operacionais com impacto energético
  4. Implementar automação e inversores de frequência nos principais ativos
  5. Estruturar programa de manutenção preventiva e preditiva
  6. Migrar ao mercado livre de energia para ter custos mais previsíveis
  7. Monitorar resultados e ajustar contratos e processos de forma contínua

3. Guia passo a passo

Passo 1: estabelecer o baseline de consumo energético

Objetivo: criar uma referência confiável de consumo antes de qualquer intervenção.

Ações: coletar as últimas 12 faturas de energia para identificar padrões sazonais e picos de demanda. Com esse histórico em mãos, mapear os principais ativos elétricos e seus consumos individuais, o que permite associar o consumo total a fontes específicas. Em seguida, calcular o consumo específico atual, em kWh por unidade produzida ou kWh por tonelada, que servirá como referência para todas as melhorias futuras. O Manual de Eficiência Energética na Indústria da Copel recomenda estabelecer índices de consumo específico com parâmetros máximos e mínimos admissíveis para cada produto fabricado, o que torna o monitoramento contínuo viável.

Responsáveis internos: facilities e operações, com suporte de finanças para cruzar dados de fatura com volume produzido.

Riscos: ausência de medidores setorizados reduz a precisão do diagnóstico. Nesse caso, instalar medidores por seção ou linha de produção é o primeiro investimento recomendado.

Passo 2: definir e monitorar KPIs de eficiência energética

Objetivo: transformar dados de consumo em indicadores acionáveis para gestão contínua.

Ações: definir os KPIs prioritários e a frequência de revisão de cada um. Os principais indicadores recomendados por especialistas incluem consumo específico em kWh por tonelada, fator de carga, demanda medida, fator de potência e consumo em horário de ponta, monitorados semanalmente para detectar desvios.

Dependências: baseline estabelecido no Passo 1 e acesso a dados de produção para cruzamento com consumo.

Pontos de atenção: o consumo específico é o KPI mais relevante porque mostra se a planta usa energia de forma eficiente em relação ao volume produzido, o que o diferencia do consumo total absoluto, que varia naturalmente com o volume.

Entenda com a Serena Energia como a migração ao mercado livre de energia pode apoiar sua estratégia de eficiência.

Passo 3: identificar e eliminar gargalos com impacto energético

Objetivo: localizar os pontos da planta em que ineficiências operacionais geram consumo energético desnecessário.

Ações: correlacionar perdas de OEE, como disponibilidade, desempenho e qualidade, com picos de consumo energético. As quatro principais fontes de desperdício energético em plantas industriais são tempo ocioso entre lotes, operação degradada por componentes desgastados, overhead de reinicialização após paradas não planejadas e equipamentos auxiliares operando fora do horário de produção programado.

Responsáveis internos: operações e manutenção, com reporte para o diretor de operações.

Riscos: tratar energia e OEE como temas separados é o erro mais comum. Plantas que mantêm equipes de gestão energética e de OEE separadas frequentemente deixam de conectar o mesmo problema subjacente, como um rolamento desgastado, que aparece como pequeno aumento de kWh para uma equipe e como perda marginal de velocidade para outra.

Passo 4: implementar automação e manutenção preventiva

Objetivo: reduzir consumo energético e aumentar disponibilidade dos ativos.

Ações: instalar inversores de frequência nos motores de maior carga para ajustar a demanda elétrica à carga real. Em paralelo, estruturar um calendário de manutenção preventiva com foco em motores, compressores e sistemas de ar comprimido. Intervenções de manutenção como lubrificação, correção de alinhamento e substituição de rolamentos reduzem o consumo de energia dos motores em 2 a 10%, enquanto a manutenção do sistema de ar comprimido frequentemente reduz o consumo dos compressores em 20 a 30%.

Dependências: inventário de ativos do Passo 1 e KPIs definidos no Passo 2.

Pontos de atenção: equipamentos com manutenção atrasada consomem de 10% a 25% mais eletricidade do que as especificações nominais. Programas consistentes de manutenção preventiva podem gerar melhorias de 5 a 10 pontos percentuais no OEE e elevar a disponibilidade dos equipamentos para patamares acima de 95%.

Passo 5: migrar ao mercado livre de energia com a Serena Energia

Objetivo: reduzir o custo da energia elétrica com contrato de longo prazo e trazer previsibilidade ao orçamento.

Ações: solicitar análise de viabilidade à Serena Energia, fechar contrato com preço acordado antecipadamente e acompanhar o processo de migração, que é gerenciado integralmente pela Serena Energia sem custo adicional. A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da energia. Após a migração, a empresa passa a receber uma fatura simplificada e conta com um consultor dedicado.

Responsáveis internos: finanças, para aprovação contratual, facilities, para adequação do sistema de medição, e jurídico, para revisão do contrato.

Riscos: iniciar o processo sem planejamento antecipado adia o início da economia, pois o processo regulatório leva seis meses. Quanto antes a empresa iniciar, mais cedo os benefícios se concretizam.

Solicite uma análise de viabilidade sem custo para a sua empresa.

4. Como a energia impacta a eficiência ao escalar produção

Melhorar o OEE reduz a intensidade energética da produção. Uma maior disponibilidade distribui o consumo fixo de energia de base por mais unidades produzidas, um desempenho mais alto aumenta as unidades produzidas por kWh e uma qualidade superior reduz a energia desperdiçada em retrabalho. Em outras palavras, melhorar o OEE melhora automaticamente a intensidade energética.

O indicador kWh por unidade boa produzida é o mais acionável para plantas industriais porque sobe automaticamente quando a qualidade cai, a disponibilidade diminui ou o desempenho piora. Esse indicador deve ser reportado no mesmo painel e na mesma cadência do OEE, com revisão diária para a planta, semanal para gestores e mensal para finanças.

Otimizar o OEE resolve apenas parte do desafio de custo energético. Mesmo com consumo específico reduzido, o custo da energia permanece sujeito às bandeiras tarifárias do mercado regulado, que introduzem variações mensais pouco previsíveis no OPEX. No ambiente de contratação regulado, plantas industriais brasileiras recebem o repasse automático de bandeiras tarifárias definidas pela ANEEL, o que cria surpresas mensais no faturamento e dificulta o planejamento do OPEX.

Migrar ao mercado livre de energia trata esse ponto estruturalmente. Contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente reduzem a exposição às bandeiras tarifárias e permitem que o planejamento orçamentário de energia seja feito com precisão para horizontes de três a cinco anos. A Serena Energia, com mais de 17 anos de atuação e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, oferece essa migração de forma gerenciada e sem custo adicional para empresas do Grupo A.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria de 2024 identificou que 48% das empresas brasileiras já investiram em projetos de energia renovável, ante 34% em 2023, com redução de custos como principal motivação, citada por 50% dos respondentes. A Serena Energia atua majoritariamente com energia eólica no mercado livre de energia, fornecendo energia 100% renovável com emissão de I-RECs para comprovação auditável.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

5. Erros comuns e como corrigir

Erro frequente Como corrigir
Escalar produção sem estabelecer baseline de consumo energético Coletar 12 meses de faturas e calcular consumo específico em kWh por unidade antes de qualquer expansão de capacidade
Tratar OEE e gestão energética como projetos separados Integrar kWh por unidade boa ao mesmo painel de OEE, com a mesma taxonomia de perdas e mesma cadência de revisão
Subestimar a flexibilidade contratual necessária ao migrar ao mercado livre de energia Mapear sazonalidades de consumo antes de fechar contrato e contar com um parceiro que ofereça gestão ativa do portfólio energético
Desalinhamento entre operações, finanças e facilities na jornada de eficiência Formar um grupo de trabalho multidisciplinar com representantes das três áreas desde o diagnóstico inicial, com metas compartilhadas
Postergar a migração ao mercado livre de energia por percepção de complexidade Delegar o processo a um parceiro especializado como a Serena Energia, que assume todas as etapas regulatórias e financeiras sem custo adicional

6. Verificação de resultados

Comprovar resultados exige acompanhar indicadores em três dimensões: financeira, operacional e de conformidade.

Na dimensão financeira, a comparação entre faturas do período anterior ao mercado livre de energia e as faturas atuais é o indicador mais direto. Empresas brasileiras no mercado livre de energia têm alcançado economias médias relevantes em relação ao mercado cativo.

Na dimensão operacional, cada indicador mostra uma parte da eficiência. O consumo específico revela a eficiência energética por unidade, o OEE mede a produtividade geral, o fator de potência indica a qualidade do uso da rede, a disponibilidade mostra a confiabilidade dos ativos e o custo por unidade integra todos os anteriores em uma métrica financeira. Os indicadores recomendados e suas frequências de revisão são:

  • Consumo específico em kWh por unidade ou kWh por tonelada, com revisão semanal por turno
  • OEE por linha de produção, com revisão diária pela operação e semanal pela gestão
  • Fator de potência, com revisão mensal por facilities
  • Disponibilidade de equipamentos críticos, com revisão semanal pela manutenção
  • Custo de energia por unidade produzida, com revisão mensal por finanças

Na dimensão de conformidade, a ausência de multas por desvio de consumo contratado e a emissão regular de I-RECs para relatórios de sustentabilidade indicam que a operação permanece dentro dos parâmetros acordados.

7. Opções avançadas

Empresas com múltiplas unidades industriais podem consolidar o portfólio energético em um único contrato no mercado livre de energia. Essa consolidação permite negociar volumes maiores e estruturar estratégias de preço mais sofisticadas. A Serena Energia atende empresas do Grupo A em todo o Brasil e viabiliza essa abordagem multiunidade.

Além da consolidação contratual, a automação do monitoramento também precisa acompanhar o crescimento da operação. A integração com sistemas de gestão de energia, como EMS ou SCADA, permite que os KPIs de consumo específico e OEE sejam alimentados automaticamente, o que elimina o trabalho manual de coleta de dados. Muitos fabricantes globais têm adotado soluções de gestão energética baseadas em IoT, com reduções significativas de desperdício energético.

Empresas com metas públicas de descarbonização podem combinar energia 100% renovável com I-RECs e créditos de carbono oferecidos pela Serena Energia para zerar as emissões de Escopo 2 e avançar em direção a metas de Net Zero. O Brasil tem emitido um grande volume de certificados I-REC e se posiciona como um dos líderes globais em rastreabilidade de energia renovável para uso industrial. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Perfil lateral de um trabalhador em um parque eólico, com o sol ao fundo e diversas turbinas eólicas estendendo-se pelo horizonte.
A dedicação de profissionais qualificados no campo é o que garante a eficiência e a disponibilidade constante da energia limpa que impulsiona os negócios dos nossos clientes.

Perguntas frequentes

Planeje sua migração ao mercado livre de energia com apoio da Serena Energia.

Minha empresa precisa de um consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia?

Não. Como mencionado anteriormente, a elegibilidade depende apenas da classe de tensão, Grupo A, e não do volume consumido. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

A migração ao mercado livre de energia representa algum risco de interrupção no fornecimento?

Não. A migração é um processo comercial e contratual. A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade até a planta industrial. A única mudança é de quem a empresa compra a energia. A qualidade e a estabilidade da rede não sofrem impacto com o processo de migração.

Quanto tempo leva o processo de migração?

O prazo mencionado no Passo 5, seis meses, começa a contar a partir da notificação à distribuidora atual. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo sem custo adicional para o cliente, incluindo o registro junto à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a gestão regulatória contínua após a migração.

Como o mercado livre de energia reduz o impacto das bandeiras tarifárias?

No mercado livre de energia, o preço da energia é acordado antecipadamente em contrato bilateral de longo prazo, geralmente de três a cinco anos. Esse preço não sofre influência das bandeiras tarifárias aplicadas no mercado regulado. O resultado é que o custo da energia contratada permanece estável independentemente de condições hidrológicas ou de outros fatores que disparam reajustes no mercado cativo, o que permite planejamento orçamentário de longo prazo.

O que acontece se a empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade para variações de consumo. No modelo varejista, como o oferecido pela Serena Energia, o cliente não compra um volume fixo de energia. O faturamento mensal é calculado com base no preço contratado multiplicado pelo consumo realizado no período. Isso simplifica a gestão e reduz a exposição a ajustes de mercado de curto prazo.

Conclusão

Manter eficiência ao escalar produção exige tratar a energia elétrica como um pilar estratégico, e não como um custo fixo incontrolável. O caminho passa por um diagnóstico rigoroso de consumo, pela integração entre OEE e gestão energética, por programas estruturados de manutenção preventiva e pela migração ao mercado livre de energia para reduzir custos operacionais e trazer previsibilidade ao orçamento.

A Serena Energia oferece a empresas do Grupo A uma jornada completa, da análise de viabilidade à gestão contínua no mercado livre de energia, com energia 100% renovável, fatura simplificada e suporte de um consultor dedicado, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Com o histórico e a capacidade de geração já mencionados, a Serena Energia atua como parceira para transformar o custo de energia em vantagem competitiva.

Descubra quanto sua empresa pode economizar ao migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia.

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