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Matriz energética brasileira: o que é e como ela é composta

Matriz energética brasileira: o que é e como ela é composta

Parque de geração de energia eólica. O que é e quais fontes de energia compõe a matriz energética brasileira

Todo país tem uma matriz energética como um dos pilares da sua economia,  e com o Brasil não é diferente. Ela ajuda a explicar como a energia é gerada, distribuída e consumida, influenciando desde o transporte e o preparo de alimentos até a operação de indústrias e serviços.

O Brasil se destaca por ter uma matriz diversificada e com alta presença de fontes renováveis, o que aumenta a resiliência do sistema e reduz emissões quando comparado a países mais dependentes de combustíveis fósseis. Nos dados consolidados mais recentes do Balanço Energético Nacional (BEN), a energia renovável representa 50,0% da matriz energética brasileira (Oferta Interna de Energia).

​Quer entender como isso funciona na prática e o que muda no consumo e nas oportunidades para energia limpa? Acompanhe o guia.

O que é a matriz energética brasileira?

A matriz energética é a combinação de fontes de energia utilizadas em um país para atender à demanda de energia, que pode vir do setor residencial, comercial, industrial, transporte e outros. Ela inclui energia usada para gerar eletricidade, produzir calor e abastecer veículos e máquinas com combustíveis.​

No Brasil, o relatório mais usado como referência para esse retrato é o BEN, publicado pela EPE, que consolida e organiza estatísticas do setor energético.​

Qual a diferença entre matriz energética e matriz elétrica?  

A matriz energética considera todas as fontes de energia usadas no país (incluindo combustíveis e energia térmica), enquanto a matriz elétrica considera apenas as fontes destinadas à geração de eletricidade.​

Isso significa que a matriz elétrica faz parte da matriz energética, mas não representa o todo. Na prática, essa diferença evita confusões comuns, como achar que “o Brasil é 100% renovável” só porque a eletricidade tem participação alta de renováveis.​

Qual é a composição da matriz energética brasileira?

Matriz energética brasileira segundo os dados do Balanço Energético Nacional (BEN) 2024

A matriz energética brasileira é considerada uma das mais limpas do mundo. De acordo com o Balanço Energético Nacional, divulgado pelo Ministério de Minas e Energia. Em 2023, a maior parte da energia usada no país veio de fontes de energia renováveis.

Considerando os dados do BEN, a matriz energética brasileira é composta da seguinte forma: 

  • Energia hidrelétrica: a fonte de energia renovável mais abundante no Brasil por conta da presença de usinas hidrelétricas de grande porte, como em Itaipu. Ela utiliza a força das águas represada em reservatórios para mover turbinas e gerar energia;
  • Energia eólica: a energia obtida da força dos ventos, capturada por turbinas eólicas e convertida em eletricidade. É também uma fonte de energia renovável e limpa com grande potencial no Brasil, principalmente na região Nordeste;
  • Energia solar: também obtida de uma fonte natural, a radiação solar. No Brasil, a incidência do sol é uma das maiores do mundo, o que torna essa fonte de energia renovável vantajosa para a matriz energética brasileira;
  • Biomassa: utilizando materiais orgânicos, como resíduos agrícolas e bagaço, essa fonte de energia renovável é bem popular no Brasil, principalmente por conta da cana-de-açúcar. A biomassa também é utilizada para produção de combustível, como o biodiesel e o etanol;
  • Gás natural: uma fonte de energia não renovável amplamente utilizada no Brasil, especialmente em usinas termoelétricas. Ele também é utilizado como combustível em indústrias, comércios e nas residências (na forma de gás de cozinha);
  • Petróleo e derivados: gasolina, diesel e querosene têm papel importante no Brasil, principalmente no setor de transporte. No entanto, são considerados combustíveis fósseis e sua queima libera gases de efeito estufa, contribuindo para o aquecimento global e outros tipos de impacto ambiental.

Qual é a composição da matriz energética mundial?

Gráfico sobre a Matriz Energética Mundial 2021

Ao contrário do Brasil, o restante do mundo não possui uma matriz energética com grande presença de fontes renováveis de energia. O carvão mineral, o petróleo e o gás natural, somados, equivalem a mais da metade de toda energia usada mundialmente. 

Quem mais consome energia no Brasil?

Quando a pergunta é “onde a energia vai parar”, os maiores consumidores ajudam a explicar por que a matriz energética é diferente da matriz elétrica.

No BEN mais recente, transportes (33,2%) e indústrias (31,7%) lideram o consumo final de energia, juntos somando cerca de dois terços do total.​

  • Transportes: é o setor mais desafiador para descarbonizar rapidamente porque depende muito de combustíveis líquidos e logística já estabelecida.
  • Indústrias: em muitos casos, a eletrificação e a eficiência energética avançam mais rápido, mas processos térmicos ainda exigem soluções específicas.

Um dado que reforça essa diferença é a renovabilidade por setor: no retrato mais recente, a indústria aparece com 64,4% de renovabilidade, enquanto os transportes ficam em 25,7%.​

Gráfico sobre os setores que mais consomem energia no Brasil em 2023

Uso de fontes renováveis: perspectivas para o futuro

As tendências mais fortes para os próximos anos passam por três movimentos: ampliar renováveis, aumentar flexibilidade do sistema (para lidar com variabilidade) e modernizar consumo/contratação, especialmente no ambiente corporativo.

Na prática, isso costuma envolver:

  • Expansão de solar e eólica, mantendo diversificação do mix (inclusive com hidráulica como suporte);
  • Mais gestão e previsibilidade no consumo, com modelos de compra de energia que reduzam volatilidade e tragam eficiência econômica;
  • Digitalização do setor e integração de tecnologias para operar melhor redes e ativos (tema que ganha relevância conforme o sistema fica mais complexo).

Como aproveitar a matriz energética a favor do seu negócio?

A matriz energética brasileira reflete um país em transformação. Com 50% de participação renovável e um portfólio diversificado de fontes, o Brasil está posicionado de forma privilegiada para liderar a transição energética global. Para as empresas, entender essa composição é fundamental para tomar decisões estratégicas sobre consumo, contratação e sustentabilidade.

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