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Benchmarking de custos de energia no setor industrial

Benchmarking de custos de energia no setor industrial

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia | Última atualização: 19 de julho de 2026

Principais lições deste artigo

  • Fazer benchmarking de custos de energia permite que PMEs industriais identifiquem quanto pagam acima da média setorial e regional por kWh, o que reduz a margem de lucro.

  • Em 2026, reajustes tarifários médios entre 5,78% e 19,85% nas principais distribuidoras e projeções de alta de até 9,77% no Nordeste reforçam a necessidade de comparar custos de forma recorrente.

  • Bandeiras tarifárias, condições hidrológicas e demanda contratada mal dimensionada explicam grande parte das variações na conta de luz industrial.

  • Aplicar uma metodologia simples de cinco passos, que inclui coletar faturas, calcular o custo médio por kWh, comparar com tarifas homologadas, mapear variações e confrontar com dados setoriais da EPE, já permite realizar o benchmarking internamente.

  • A Serena Energia oferece geração distribuída sem investimento inicial, com descontos de até 20% na conta de luz para PMEs em 11 estados. Simule seu desconto agora.

O que é benchmarking de custos de energia e por que ele importa para sua margem de lucro

Benchmarking de custos de energia é o processo de comparar os indicadores de consumo e o custo por kWh da empresa com referências do setor e da região. Para PMEs industriais, essa comparação revela desvios que impactam diretamente a margem de lucro. Uma empresa que paga mais do que a média setorial por kWh subsidia ineficiências que poderiam ser eliminadas sem mudanças no processo produtivo.

Indicadores de consumo por setor industrial (alimentício, metalúrgico, químico e têxtil) – dados EPE 2025-2026

Entender o consumo médio do seu setor ajuda a identificar ineficiências internas com mais precisão. O Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2025 da Empresa de Pesquisa Energética, com dados de 2024, mostra que o setor industrial brasileiro consumiu 197,6 TWh de eletricidade, crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. O Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026, com base em 2025, registrou 199.341 GWh consumidos pela indústria, o que representa 35,2% do total nacional de 567 TWh.

Entre os setores industriais, metalurgia, alimentos e bebidas, químicos e têxtil concentram grande parte do consumo de PMEs e apresentam movimentos distintos em 2026. A metalurgia mostra queda mais acentuada, enquanto alimentos e bebidas crescem no período.

Os dados setoriais indicam que a metalurgia lidera o consumo industrial, seguida por alimentos e bebidas, químicos e têxtil. Em março de 2026, a metalurgia registrou queda de 7,9% no consumo, enquanto alimentos e bebidas cresceram 3,7%. O setor químico apresentou redução de 3,5% e o têxtil leve recuo de 0,1%. Esses movimentos ajudam a contextualizar se a variação de consumo da sua empresa acompanha ou se afasta da tendência do setor.

Em setores eletrointensivos, a energia pode representar mais de 20% dos custos operacionais totais, o que afeta diretamente a competitividade. No setor de vidro, por exemplo, a energia figura entre os principais custos dentro da fábrica.

Custo médio por kWh industrial por região e estado em 2026

Os reajustes tarifários em 2026 variam de forma relevante por distribuidora e por classe de consumidor, com amplitude de 5,78% a 19,85%. Essa diferença de mais de 14 pontos percentuais impacta a competitividade regional e reforça a importância de comparar tarifas entre estados e áreas de concessão.

A tabela abaixo consolida os principais reajustes médios aprovados para consumidores industriais de baixa tensão em estados onde a Serena Energia atua ou que servem de referência regional:

Estado / Distribuidora

Reajuste médio aprovado (2026)

Reajuste para baixa tensão

São Paulo, CPFL Paulista

12,13% para todos os consumidores, sendo 18,75% para consumidores industriais de alta tensão

Incluído na média geral

São Paulo, CPFL Santa Cruz

15,12%

Incluído na média geral

Minas Gerais, Energisa Minas Rio

11,27%

12,80%

Bahia, Neoenergia Coelba

5,85%

Incluído na média geral

Ceará, Enel Ceará

5,78%

Incluído na média geral

Mato Grosso, Energisa MT

6,86%

Incluído na média geral

Paraná, Copel

Variável por classe

19,85%

Projeções da Aneel indicam alta média de 8,6% nos preços de eletricidade em todo o Brasil em 2026. A Thymos Energia projeta alta média de 9,77% no Nordeste, 5,45% no Sudeste, 4,52% no Norte, 3,61% no Sul e 0,08% no Centro-Oeste em 2026.

Fatores que mais impactam sua conta de luz

Três elementos estruturais explicam a maior parte das oscilações na conta de luz de PMEs industriais em 2026.

Bandeiras tarifárias: o sistema de bandeiras verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2 reflete as condições dos reservatórios hidrelétricos. Em 2026, os níveis dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste iniciaram o ano em cerca de 42% e os do Sul em cerca de 70%, o que pressiona o acionamento de usinas termelétricas mais caras e aumenta o risco de bandeiras mais gravosas.

Condições hidrológicas e despacho térmico: chuvas irregulares e condições hidrológicas deficientes impedem a recuperação dos reservatórios nas principais bacias hidrográficas. Isso sustenta custos elevados de geração. O aumento dos preços internacionais de combustíveis fósseis eleva o Custo Variável Unitário das termelétricas, o que transmite pressão adicional às tarifas de forma diferenciada por região.

ICMS e demanda contratada: o ICMS sobre energia elétrica varia por estado e pode representar parcela relevante da fatura. A demanda contratada, que é a potência reservada junto à distribuidora, é cobrada independentemente do uso efetivo e gera desperdício quando fica mal dimensionada. PMEs que não revisam periodicamente sua demanda contratada pagam por capacidade que não utilizam.

Metodologia simples de 5 passos para fazer seu próprio benchmarking

Aplicar um método estruturado facilita a identificação de desperdícios e oportunidades de redução de custos. O processo de benchmarking não exige consultoria especializada. Os cinco passos abaixo são suficientes para uma PME industrial identificar desvios relevantes.

  1. Colete as faturas dos últimos 12 meses: reúna todas as contas de luz do período para ter uma base de consumo representativa e reduzir distorções sazonais.

  2. Calcule seu custo médio por kWh: divida o valor total pago, excluindo encargos fixos como iluminação pública, pelo total de kWh consumidos em cada mês. Em seguida, calcule a média anual.

  3. Compare com a tarifa vigente da sua distribuidora: acesse o site da Aneel ou da sua distribuidora e verifique a tarifa homologada para sua classe de tensão. Se o custo médio por kWh ficar acima da tarifa homologada, vale revisar encargos e demanda contratada.

  4. Identifique os meses com maior variação: picos de custo geralmente coincidem com bandeiras tarifárias mais gravosas ou com demanda acima do contratado. Mapear esses meses orienta ações de eficiência operacional.

  5. Compare com referências setoriais: use os dados do Anuário EPE para verificar se o consumo da empresa está alinhado com a média do setor. Consumo acima da média setorial por unidade produzida indica ineficiência energética a investigar.

Comparação: continuar com a distribuidora, instalar painéis solares próprios ou adotar geração distribuída

Após o benchmarking, a decisão sobre como reduzir custos costuma seguir três caminhos principais. A diferença central está no investimento inicial. Painéis próprios exigem capital elevado e anos para retorno, enquanto a geração distribuída elimina o investimento inicial e entrega economia logo após a conexão.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.

Opção

Investimento inicial

Economia estimada

Prazo para início da economia

Continuar com a distribuidora

Nenhum

Nenhuma

Não aplicável

Instalar painéis solares próprios

Dezenas de milhares de reais, além de obras e manutenção contínua

Variável conforme sistema e consumo

Anos para retorno do investimento

Geração distribuída (Serena Energia)

Zero, sem equipamentos, obras ou manutenção

Economia de até 20% na conta de luz

Imediato após o período de conexão, que pode levar até 90 dias

A geração distribuída da Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros. Com mais de 17 anos de história como uma das maiores geradoras de energia renovável criadas nas Américas, a Serena Energia conecta PMEs a fazendas solares estrategicamente localizadas, que injetam créditos de energia limpa na rede das distribuidoras. O resultado aparece na fatura do cliente como desconto, sem intervenção física no imóvel da empresa.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

Como reduzir custos agora: passos imediatos

Com o benchmarking concluído, a empresa pode adotar ações de curto prazo que reduzem custos sem grandes investimentos.

  • Revisar a demanda contratada junto à distribuidora para eliminar pagamento por capacidade não utilizada. Esse ajuste pode reduzir a fatura em percentual relevante sem mudanças na operação.

  • Deslocar operações de equipamentos de alta potência para horários fora de ponta, reduzindo a exposição às tarifas mais altas. Essa medida complementa a revisão de demanda ao ajustar o perfil de consumo.

  • Substituir iluminação convencional por LED nas áreas de produção e estoque. O retorno costuma ser rápido e não exige obras estruturais, o que facilita a implementação.

  • Contratar geração distribuída para garantir economia previsível na fatura, com potencial de até 20% e sem necessidade de capital próprio ou obras internas.

Reduzir o peso da conta de luz libera recursos para investir em produção, pessoas e crescimento. A Serena Energia ajuda PMEs a direcionar o gasto com energia para um modelo mais eficiente e previsível.

Perguntas frequentes sobre benchmarking de energia industrial

O que é benchmarking de energia e como ele se diferencia de uma simples análise de fatura?

A análise de fatura verifica apenas os valores cobrados em um determinado mês. O benchmarking compara o custo por kWh e o consumo por unidade produzida da empresa com referências do setor e da região, o que mostra se a PME paga mais do que empresas similares. Esse processo funciona como ferramenta de gestão estratégica, não apenas de conferência de cobranças.

Por que os custos de energia variam tanto entre regiões do Brasil?

A variação regional resulta da combinação de vários fatores. A composição da matriz de geração local, os níveis dos reservatórios hidrelétricos de cada subsistema, os custos de transmissão e distribuição de cada área de concessão, o ICMS estadual sobre energia elétrica e a eficiência operacional de cada distribuidora influenciam o valor final. Em 2026, condições hidrológicas abaixo da média em algumas regiões aumentaram o despacho de termelétricas mais caras e ampliaram as diferenças entre estados.

Quais setores industriais têm maior urgência em fazer benchmarking de energia?

Setores em que a energia representa parcela elevada dos custos operacionais têm maior urgência. Metalurgia, química, alimentos e bebidas e têxtil estão entre os maiores consumidores industriais de eletricidade no Brasil. Em processos eletro-intensivos, a energia pode ultrapassar 20% dos custos operacionais totais, o que torna qualquer desvio em relação à média setorial um impacto direto na margem de lucro.

A geração distribuída é adequada para PMEs com conta de luz a partir de R$ 500/mês?

Sim. A Serena Energia atende PMEs com conta de luz a partir de R$ 500 por mês, que operam em baixa ou média-baixa tensão. O processo de contratação é 100% digital, sem necessidade de obras, instalação de equipamentos ou investimento inicial próprio. O desconto na fatura começa a aparecer após a conexão, que pode levar até 90 dias, e a empresa recebe uma fatura única que consolida os custos da Serena e os encargos da distribuidora.

Como saber se minha PME está pagando mais do que a média do setor?

O ponto de partida é calcular o custo médio por kWh pago nos últimos 12 meses e comparar com a tarifa homologada pela Aneel para sua classe de tensão e distribuidora. Em seguida, vale comparar o consumo total com os dados setoriais do Anuário Estatístico de Energia Elétrica da EPE, disponível publicamente. Se o custo por kWh ficar acima da tarifa homologada ou se o consumo por unidade produzida superar a média setorial, existem oportunidades concretas de redução, seja por eficiência operacional, revisão da demanda contratada ou adoção de geração distribuída.

Conclusão

O benchmarking de custos de energia é o primeiro passo para que PMEs industriais deixem de tratar a conta de luz como um custo fixo inevitável e passem a gerenciá-la como uma variável estratégica. Com reajustes tarifários expressivos em 2026 em várias distribuidoras e pressão hidrológica sustentando custos elevados de geração, a diferença entre uma empresa que faz benchmarking e outra que não faz aparece diretamente na margem de lucro.

A geração distribuída se apresenta como uma estratégia eficaz para PMEs que buscam redução de custos sem desembolso inicial, sem obras e com menos burocracia. Com a Serena Energia, o desconto mencionado anteriormente começa a aparecer logo após a conexão, e todo o processo de contratação ocorre online, em poucos minutos.

Simule seu desconto em menos de 1 minuto.

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