Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Empresas do Grupo A reduzem de forma relevante os gastos com energia quando realizam um diagnóstico detalhado da conta de luz e identificam cobranças por demanda ociosa, consumo em horário de ponta e fator de potência inadequado.
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Ações operacionais de baixo investimento, como fazer retrofit de iluminação para LED, otimizar HVAC e eliminar consumo em stand-by, geram impacto no consumo mensal em até 3 meses, sem exigir grandes aportes.
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A migração para o mercado livre de energia é a principal alavanca de redução de custos para o Grupo A em 2026, pois permite negociar preço, prazo e volume e traz previsibilidade orçamentária ao longo do contrato.
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Além de alcançar economia na conta de luz, a migração com energia 100% renovável e emissão de I-RECs ajuda as empresas a zerar as emissões de Escopo 2 e a cumprir metas de sustentabilidade com certificação auditável.
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Para iniciar o processo de migração para o mercado livre de energia com suporte completo e sem custo adicional, fale com a Serena Energia.
Diagnóstico da sua conta de luz e principais vilões de consumo
Reduzir gastos com energia começa por entender o que compõe a fatura da empresa. A conta de luz de uma empresa do Grupo A é dividida em duas parcelas principais: a tarifa de energia, que mede o consumo em kWh, e a tarifa de demanda, que considera os kW contratados junto à distribuidora. Desequilíbrios entre a demanda contratada e a demanda efetivamente medida geram cobranças desnecessárias que podem se manter por meses.
Os principais pontos de atenção no diagnóstico seguem uma sequência lógica de análise:
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Demanda contratada versus demanda medida: contratar demanda acima do consumo real gera cobrança de capacidade ociosa. Contratar abaixo gera multas por ultrapassagem. Esse desequilíbrio costuma ser o primeiro vilão, pois representa custo fixo mensal independente do consumo real.
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Horário de ponta: após ajustar a demanda, o próximo passo é analisar quando a energia é consumida. O consumo nos horários de ponta, geralmente das 18h às 21h, tem tarifa significativamente mais alta. Deslocar cargas para fora desse período reduz o custo sem alterar a produção.
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Fator de potência: em seguida, é necessário verificar a qualidade do uso da energia. Um fator de potência abaixo do limite regulatório gera encargos adicionais na fatura. A correção ocorre com a instalação de um banco de capacitores adequado ao perfil da unidade.
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Perdas internas na rede elétrica: por fim, a análise deve considerar a infraestrutura interna. Fiações antigas, transformadores subdimensionados e equipamentos ineficientes aumentam o consumo real sem aumentar a produção.
A análise sistemática de 12 meses de faturas permite identificar padrões de consumo, sazonalidades e cobranças recorrentes que podem ser eliminadas ou renegociadas. Esse diagnóstico é o ponto de partida para qualquer estratégia de redução de custos com energia e orienta as próximas ações.
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Ações operacionais de baixo investimento para reduzir o consumo
O diagnóstico indica onde a energia é desperdiçada e quais ajustes operacionais trazem retorno mais rápido. Após essa etapa, a empresa pode implementar um conjunto de medidas com investimento relativamente baixo e impacto direto no consumo mensal. A tabela a seguir mostra que ações de maior impacto, como retrofit de LED e otimização de HVAC, costumam ser concluídas em meses, enquanto medidas de custo zero, como desligamento de stand-by, geram resultados assim que o protocolo é adotado.
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Ação |
Nível de investimento |
Impacto esperado |
Prazo |
|---|---|---|---|
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Retrofit de iluminação para LED |
Baixo a médio |
Redução relevante no consumo de iluminação |
Meses |
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Desligamento de equipamentos em stand-by |
Nenhum |
Eliminação de consumo fantasma |
Após protocolo |
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Otimização de HVAC (climatização) |
Baixo, com ajuste de setpoints e manutenção |
Redução no consumo de climatização |
Meses |
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Sensores de presença e automação de iluminação |
Baixo a médio |
Redução em áreas de uso intermitente |
Meses |
A substituição de equipamentos por modelos com selo Procel de eficiência energética complementa essas ações. Essa troca é especialmente relevante para motores elétricos industriais, compressores e sistemas de refrigeração, que respondem por parcela expressiva do consumo em plantas industriais e operações de maior porte.
Essas ações reduzem o consumo base da empresa, mas têm um limite. Mesmo com todas as medidas operacionais implementadas, a empresa continua pagando a tarifa regulada pela ANEEL. Para ir além da eficiência e atuar sobre o preço da energia, é necessário mudar de mercado.
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Migração para o mercado livre de energia: a solução de maior impacto
A migração para o mercado livre de energia é a medida de maior impacto para empresas do Grupo A, que têm fornecimento em média ou alta tensão. No mercado regulado, as tarifas são definidas pela ANEEL e reajustadas periodicamente, sem espaço para negociação individual. No mercado livre de energia, a empresa escolhe o fornecedor, negocia preço, prazo e volume e contrata energia com preço acordado antecipadamente, o que permite planejar o orçamento de longo prazo.

Essa mudança é puramente comercial. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade até a unidade consumidora, pela qualidade da rede e pela estabilidade do fornecimento.
7 passos práticos para migrar em 2026
A migração segue um roteiro estruturado, que organiza desde a verificação de elegibilidade até o acompanhamento dos resultados após a mudança de mercado.
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Verificar a elegibilidade: confirmar que a empresa está no Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão. Não há requisito de consumo mínimo, basta pertencer ao Grupo A.
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Analisar o perfil de consumo: mapear o consumo mensal em kWh, identificar sazonalidades e picos de demanda. Essa análise orienta a escolha do contrato e permite projetar a economia esperada.
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Escolher uma comercializadora confiável: selecionar um parceiro com geração própria e histórico comprovado reduz riscos. A Serena Energia, entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece suporte completo durante todo o processo.
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Registrar a empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica): o registro é obrigatório para participar do mercado livre de energia e envolve documentação técnica, jurídica e financeira. A Serena Energia conduz todo esse processo sem custo adicional para o cliente.
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Negociar o contrato de energia: definir preço, prazo, tipicamente de 3 a 5 anos, e volume contratado, alinhando o contrato ao perfil de consumo mapeado.
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Implementar o sistema de medição: a medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A instalação dos equipamentos de medição é incluída no serviço prestado pela Serena Energia.
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Monitorar e ajustar o consumo: após a migração, o acompanhamento mensal dos resultados permite comparar custos com o período no mercado regulado e identificar oportunidades adicionais de eficiência.
Checklist de documentos e dados necessários
Alguns documentos e dados precisam estar organizados para viabilizar o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a formalização dos contratos.
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Faturas de energia dos últimos 12 meses
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Dados de demanda contratada e medida
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CNPJ e documentação societária da empresa
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Dados técnicos da unidade consumidora, como tensão de fornecimento e código de instalação
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Procuração para representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)
No modelo varejista do mercado livre de energia, a Serena Energia representa a empresa perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), cuida das obrigações setoriais e centraliza a complexidade operacional. O cliente recebe uma fatura de energia e uma fatura de distribuição, com acesso a um painel digital que mostra economia mensal, economia consolidada, comparativo entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.
O prazo típico para a migração é de 6 meses, referente ao aviso prévio exigido para encerramento do contrato com a distribuidora. Quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.
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Sustentabilidade comprovada com I-RECs e créditos de carbono
A migração para o mercado livre de energia com a Serena Energia combina redução de custos com avanço em sustentabilidade. Toda a energia fornecida pela Serena Energia tem origem eólica, e a empresa emite I-RECs (International Renewable Energy Certificates) correspondentes ao consumo de cada cliente.

O I-REC é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede. Com esse documento, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, o que é a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade.

Grandes empresas brasileiras já seguem esse caminho. Telefônica Brasil (Vivo) tem meta de emissões líquidas zero até 2035, enquanto a Bayer firmou acordo com a Serena Energia como parte de suas iniciativas para atingir metas de sustentabilidade alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Para empresas que buscam ir além da neutralização do Escopo 2, a Serena Energia oferece créditos de carbono de projetos certificados, que complementam a estratégia de descarbonização para outras fontes de emissão. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Riscos comuns e boas práticas de mitigação
A migração para o mercado livre de energia é um processo seguro quando a empresa planeja bem cada etapa. Os principais riscos se concentram em consumo, medição, escolha de parceiro e prazo de planejamento.
Desvio de consumo em relação ao volume contratado: os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo, cujo preço pode ser diferente do contratado. O monitoramento contínuo do consumo e o ajuste proativo do contrato quando há mudanças relevantes na operação reduzem essa exposição.
Adequação do sistema de medição: a medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A instalação dos equipamentos corretos antes da migração é condição para que o processo ocorra sem atrasos. A responsabilidade pela adequação do sistema de medição já está contemplada no serviço prestado pela Serena Energia.
Escolha do parceiro comercial: empresas que não possuem geração própria dependem de comprar energia de terceiros para honrar seus contratos, o que pode representar um risco de fornecimento em cenários de mercado adversos. A Serena Energia, como geradora com portfólio próprio de plantas eólicas, tem lastro de energia para cobrir o consumo contratado dos seus clientes.
Prazo de planejamento: o processo de migração leva 6 meses, prazo que precisa ser considerado no planejamento orçamentário e operacional. Empresas que iniciam o processo com antecedência ampliam as opções de contratação e aproveitam melhor as janelas de preço.
Perguntas frequentes sobre corte de gastos com energia
Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar para o mercado livre de energia?
Não. Desde janeiro de 2024, qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertencente ao Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do volume de consumo. O critério de elegibilidade é o nível de tensão do fornecimento, não o consumo mensal em kWh.
Quanto tempo leva o processo de migração?
O processo leva cerca de 6 meses, prazo que a distribuidora exige para encerramento do contrato atual. Durante esse período, a Serena Energia conduz as etapas burocráticas, do registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) à formalização do contrato, com o suporte já descrito no passo 4 do processo de migração. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.
O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos energia do que o contratado?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. No modelo varejista da Serena Energia, a gestão ativa do consumo ajuda a minimizar essa exposição, com acompanhamento mensal e suporte de um consultor dedicado ao contrato do cliente.
O que é o I-REC e como ele ajuda nos relatórios de sustentabilidade?
O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte renovável. Ao adquirir I-RECs junto com a energia contratada, a empresa pode declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável. Esse documento é reconhecido internacionalmente e é a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade, atendendo às exigências de investidores, clientes e reguladores.
A migração para o mercado livre de energia afeta o fornecimento físico de energia na minha planta?
Não. A migração é um processo exclusivamente comercial e contratual. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, pela qualidade da rede e pela estabilidade do fornecimento. A única mudança é de quem a empresa compra a energia e em que condições de preço e prazo essa compra é feita.
Conclusão: coloque sua energia no lugar certo
Reduzir os gastos com energia em uma empresa do Grupo A exige uma abordagem em camadas, que combina diagnóstico preciso da fatura, ações operacionais de eficiência e migração para o mercado livre de energia, medida de maior impacto disponível para consumidores de média e alta tensão.
A Serena Energia, com mais de 17 anos de história e posição entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, oferece migração gerenciada, consultoria energética e gestão contínua sem custo adicional para clientes sob sua gestão. A equipe da Serena Energia conduz o processo de ponta a ponta, da análise de viabilidade ao monitoramento mensal de performance, com energia 100% renovável e certificação I-REC incluída.
Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já fazem parte do portfólio da Serena Energia. A combinação de economia na conta de luz, previsibilidade orçamentária e credenciais de sustentabilidade auditáveis transforma um custo operacional em vantagem competitiva.