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Como fazer benchmarking de custos: guia em 9 passos

Como fazer benchmarking de custos: guia em 9 passos

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • O benchmarking de custos identifica onde sua empresa paga mais do que o necessário ao comparar gastos operacionais com referências de mercado.

  • Para PMEs brasileiras, a conta de luz é um dos custos mais indicados para iniciar essa comparação, pois pode representar até 20% das despesas operacionais.

  • KPIs padronizados como kWh/m² ou kWh/unidade garantem comparações válidas e revelam oportunidades reais de economia.

  • Repetir o processo trimestralmente e investigar causas-raiz dos gaps de consumo mantém a competitividade dos custos.

  • A geração distribuída da Serena Energia reduz até 20% na conta de luz de empresas com consumo acima da média, sem obras ou investimento inicial.

Quais são os 4 tipos de benchmarking?

Cada modalidade se aplica a um contexto diferente. Conhecer as quatro opções ajuda a escolher o ponto de partida certo antes de qualquer comparação. Os quatro tipos principais são:

  1. Interno: compara processos, equipes ou unidades dentro da mesma empresa. É o ponto de partida recomendado pelo Sebrae para PMEs, pois utiliza dados acessíveis sem custo adicional.

  2. Competitivo: compara desempenho diretamente com concorrentes do mesmo setor, usando relatórios públicos, balanços e associações setoriais.

  3. Funcional: analisa como empresas de outros setores resolvem problemas semelhantes. Gera inovação quando os concorrentes diretos operam em nível similar ao seu.

  4. Genérico: identifica boas práticas de gestão aplicáveis a qualquer empresa, independentemente do setor, como processos de faturamento ou atendimento ao cliente.

Estudos de benchmarking mostram diferenças significativas no desempenho operacional entre empresas nos quartis inferior e superior. Muitas PMEs operam com custos desnecessariamente altos até realizarem uma comparação externa.

Quais benchmarks são mais usados no Brasil?

Para PMEs brasileiras, as fontes de referência mais confiáveis e acessíveis incluem:

  • Sebrae: guias setoriais, pesquisas de custos operacionais e programas de eficiência energética.

  • IBGE (PIA/PAS): pesquisas industriais e de serviços com dados segmentados por porte e setor.

  • EPE/Balanço Energético Nacional (BEN): referências de consumo energético por setor da economia brasileira.

  • Associações setoriais como FIESP e ABRASCE: indicadores de produtividade e custo por segmento.

  • Balanços públicos de empresas de capital aberto na CVM: úteis para benchmarking competitivo em setores com grandes players listados.

Com essas fontes mapeadas, o próximo passo é aplicar um processo estruturado. As 9 etapas abaixo mostram como transformar esses dados em economia real na conta de luz.

Como fazer benchmarking passo a passo (9 etapas)

Etapa 1: preparação, defina o escopo (energia elétrica)

Escolha um único custo operacional para analisar. A conta de luz é um ponto de partida estratégico: ela pode representar até 20% das despesas operacionais totais de pequenos negócios no Brasil. Definir o escopo evita análises dispersas e garante resultados acionáveis.

Uma mulher sorridente com cabelos cacheados, vestindo uma camisa cinza e saia laranja, posando em uma loja de roupas moderna e organizada, com araras de moda ao fundo.
Para negócios de varejo, a economia de até 20% na conta de luz via geração compartilhada libera fluxo de caixa para investimentos estratégicos.

Etapa 2: mapeie seus consumos atuais

Liste todos os equipamentos e áreas que consomem energia na sua empresa. Identifique os principais responsáveis pelo consumo, como refrigeração, iluminação, ar-condicionado e maquinário. A partir desse mapeamento, verifique o consumo fora do horário de operação, já que esse é um dos principais sinais de desperdício.

Etapa 3: colete dados internos (últimos 12 meses)

Reúna todas as faturas de energia dos últimos 12 meses. Registre para cada mês:

  • Consumo total em kWh

  • Valor total pago em R$

  • Área ocupada em m² ou unidades produzidas

  • Custo médio por kWh (valor total dividido pelos kWh consumidos)

Etapa 4: identifique fontes externas confiáveis

Com seus dados internos organizados, busque referências externas. Para energia elétrica, utilize:

  • Sebrae: médias de custo energético por tipo de negócio

  • EPE/BEN: intensidade energética por setor

  • Associações setoriais do seu segmento

  • Relatórios de sustentabilidade (ESG) de concorrentes de capital aberto

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Etapa 5: baixe e use uma planilha de benchmarking

Monte uma planilha simples com quatro colunas: métrica, valor da sua empresa, média do setor e diferença percentual. Ferramentas gratuitas como Google Sheets são suficientes. O Sebrae disponibiliza modelos de controle financeiro que podem ser adaptados para esse fim.

Etapa 6: compare valores equivalentes (kWh/m² ou kWh/unidade)

Nunca compare valores absolutos entre empresas de tamanhos diferentes. Os KPIs padronizados mais usados no Brasil são kWh/m² para comércio e serviços, e kWh por unidade produzida para indústria. Use sempre a mesma unidade de medida para garantir uma comparação válida.

Etapa 7: analise gaps e causas-raiz

Identifique onde seu consumo supera a média do setor e investigue o motivo. Os sistemas mais frequentemente responsáveis por ineficiência acima do benchmark setorial são iluminação e ar-condicionado no varejo, e motores elétricos na indústria. Pergunte por quê repetidamente até isolar a causa real, não apenas o sintoma.

Etapa 8: verifique resultados com métricas objetivas

Defina dois indicadores de acompanhamento:

  • Redução percentual na conta de luz: valor anterior menos valor atual, dividido pelo valor anterior, multiplicado por 100

  • Economia anual projetada em R$: redução mensal média multiplicada por 12

Esses números tornam o resultado do benchmarking tangível para decisões de gestão e negociações com fornecedores.

Veja quanto essa economia projetada pode representar na prática.

Etapa 9: adapte e implemente melhorias contínuas

Boas práticas identificadas no benchmarking devem ser adaptadas ao contexto da empresa, não copiadas literalmente, já que o que funciona para um concorrente pode não se aplicar à sua estrutura de custos. Por isso, priorize primeiro as ações de maior impacto e menor esforço de implementação. Depois, repita todo o ciclo trimestralmente para garantir que as melhorias se sustentem ao longo do tempo.

Com o processo estruturado, vale entender por que a energia elétrica em particular merece atenção prioritária nesse ciclo.

Benchmarking de custos de energia elétrica: a despesa mais controlável

Em setores como lavanderia e alimentação, a energia elétrica pode representar uma fatia ainda maior das despesas totais de micro e pequenas empresas brasileiras. Apesar disso, mais da metade dos empreendedores brasileiros não tem um plano estruturado para reduzir o consumo, segundo o Sebrae.

A geração distribuída resolve essa lacuna sem exigir obras ou investimento inicial próprio. A Serena Energia atende empresas que operam em baixa e média-baixa tensão em 11 estados brasileiros, com descontos que podem chegar a até 20% após o período de conexão, que pode levar até 90 dias. A economia aparece diretamente na fatura, sem necessidade de instalar painéis solares ou interromper a operação.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz durante o pôr do sol.
Ao centralizar a geração de energia em usinas de alta eficiência, a Serena Energia consegue reduzir drasticamente o custo operacional de PMEs.

Tabela de comparação de custos de energia (exemplo para varejo e serviços)

Use a tabela abaixo como modelo para comparar seus próprios números com referências de mercado e identificar rapidamente onde há espaço para economia.

Métrica

Sua empresa

Referência do setor

Diferença

Consumo por m² ao ano (kWh/m²/ano)

Preencha com seus dados

Cerca de 44,8 kWh/m²/ano é o consumo típico de escritórios comerciais brasileiros

Calcule: seu valor menos a referência

Custo médio por kWh (R$/kWh)

Valor total da fatura dividido pelos kWh consumidos

Consulte a tarifa vigente da sua distribuidora

A diferença indica oportunidade de renegociação

Energia como % das despesas operacionais

Preencha com seus dados

Até 20% para pequenos negócios, segundo o Sebrae

Acima da média indica desperdício ou tarifa elevada

Consumo fora do horário de operação

Meça via fatura ou medidor inteligente

Deve ficar próximo de zero

Qualquer valor positivo indica desperdício

Erros comuns na coleta e comparação de dados

  • Comparar valores absolutos sem normalizar: comparar o total da fatura em R$ entre empresas de tamanhos diferentes não gera insights válidos. Use sempre kWh/m² ou kWh/unidade.

  • Usar apenas um mês como referência: a sazonalidade distorce os dados. Use sempre 12 meses.

  • Ignorar o consumo fora do horário de operação: esse indicador sinaliza equipamentos em standby ou erros de configuração que geram custo sem gerar valor.

  • Não investigar causas-raiz: identificar que o consumo está acima da média não basta. É preciso entender o motivo antes de agir.

  • Tratar o benchmarking como evento único: mercados e práticas evoluem continuamente. O processo deve ser repetido ao menos trimestralmente.

Opções avançadas para empresas com múltiplas unidades

PMEs com mais de uma unidade têm uma vantagem no benchmarking: podem realizar comparações internas antes mesmo de buscar referências externas. Em redes de varejo, o consumo por metro quadrado permite comparar a eficiência entre filiais e identificar quais unidades operam com desperdício.

Para empresas com unidades nos estados de SP (interior), GO, MG, MT, BA, PI, PA, MA, PE, CE e RJ (interior), a Serena Energia oferece atendimento via plataforma 100% digital, com fatura única consolidada e portal do cliente para acompanhar consumo e economia de todas as unidades em um só lugar. Isso elimina a necessidade de gerenciar múltiplas faturas e simplifica o controle financeiro.

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Perguntas frequentes (FAQ)

O que é benchmarking de custos e por que ele é importante para PMEs?

Benchmarking de custos é o processo de comparar seus gastos operacionais com referências do mercado ou do seu próprio setor para identificar onde você paga mais do que o necessário. Para PMEs, ele permite decisões baseadas em dados reais, não em percepções. Sem essa comparação, fica difícil saber se um custo elevado resulta de ineficiência interna ou de uma condição estrutural do setor. A energia elétrica é um dos custos mais indicados para começar, pois representa uma parcela significativa das despesas operacionais e tem soluções de redução acessíveis e imediatas.

Quais KPIs devo usar para fazer benchmarking de energia elétrica?

Os indicadores mais utilizados para benchmarking de energia em PMEs brasileiras são consumo por metro quadrado ao ano (kWh/m²/ano), custo médio por kWh (R$/kWh), energia como percentual das despesas operacionais totais e consumo fora do horário de operação. Para empresas industriais, o consumo por unidade produzida (kWh/unidade) é o KPI mais adequado. O importante é sempre comparar a mesma unidade de medida entre sua empresa e a referência de mercado.

Como a geração distribuída pode ajudar minha PME a reduzir a conta de luz?

A geração distribuída permite que sua empresa utilize energia produzida em usinas solares sem instalar nenhum equipamento no seu estabelecimento. Os créditos de energia são injetados na rede da distribuidora local e abatidos diretamente na sua fatura. Com a Serena Energia, esse processo é 100% digital, sem investimento inicial próprio, sem obras e sem burocracia. Os descontos aparecem na fatura após o período de conexão, que pode levar até 90 dias. É uma estratégia eficaz para PMEs que precisam de redução de custo sem comprometer o caixa.

Vista panorâmica de uma grande fazenda solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos sob um pôr do sol alaranjado.
A geração distribuída em larga escala permite que a Serena Energia forneça créditos de energia limpa com custos reduzidos para PMEs em todo o país.

Qual é a diferença entre benchmarking interno e externo para custos operacionais?

O benchmarking interno compara processos, equipes ou unidades dentro da própria empresa. É o ponto de partida ideal para PMEs porque usa dados já disponíveis internamente, sem custo adicional. Para empresas com múltiplas filiais, comparar o consumo de energia por metro quadrado entre unidades já revela oportunidades de melhoria. O benchmarking externo vai além e compara seu desempenho com referências do setor, usando fontes como Sebrae, associações setoriais e relatórios públicos. O ideal é começar pelo interno e, após padronizar os dados, avançar para a comparação externa.

Com que frequência devo repetir o benchmarking de custos?

A frequência ideal depende do tipo de custo analisado. Para energia elétrica, recomenda-se acompanhar os KPIs mensalmente e realizar uma análise comparativa completa a cada trimestre. Isso permite identificar variações sazonais, detectar desperdícios rapidamente e avaliar se as ações implementadas geram os resultados esperados. O benchmarking não é um evento único: é um ciclo contínuo de medição, comparação, ação e reavaliação.

Resumo: o que você consegue fazer após aplicar este guia

Ao seguir as 9 etapas deste guia, você terá um diagnóstico claro de onde sua empresa paga mais do que o necessário em energia elétrica, com dados comparáveis ao mercado e um plano de ação concreto. O benchmarking transforma a conta de luz de um gasto opaco em uma variável gerenciável.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia renovável criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes de todos os portes. A contratação é 100% digital: você simula, envia documentos online e contrata digitalmente, sem obras e sem burocracia.

Descubra quanto você pode economizar e dê o primeiro passo para colocar sua energia no crescimento do seu negócio.

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