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Como usar o Selo Procel para economizar energia elétrica

Como usar o Selo Procel para economizar energia elétrica

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • O Selo Procel classifica a eficiência energética dos equipamentos, e o valor de kWh indicado no rótulo precisa ser recalculado com as horas reais de operação da empresa para projetar o consumo efetivo.
  • Equipamentos da categoria A consomem menos kWh, e a diferença de consumo entre categorias pode ser convertida em economia financeira mensal ao multiplicar pela tarifa vigente.
  • Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia e negociar o preço do kWh diretamente com fornecedores, eliminando a dependência das tarifas reguladas.
  • Combinar a substituição por equipamentos Procel A com a migração para o mercado livre de energia reduz simultaneamente o volume consumido em kWh e o preço unitário pago, o que reduz o custo total de energia.
  • Para estruturar a estratégia de eficiência energética e migrar para o mercado livre de energia, fale com um consultor da Serena Energia.

Pré-requisitos

O processo começa com a organização das informações básicas da unidade consumidora.

Antes de iniciar a análise, reúna os seguintes dados:

  • Faturas de energia dos últimos 12 meses, com consumo em kWh e demanda registrada.
  • Perfil de consumo mensal da unidade, com identificação de picos e sazonalidades.
  • Lista dos equipamentos a substituir, com potência nominal em W ou kW e horas de uso diário.
  • Confirmação do enquadramento no Grupo A: a empresa já está nessa categoria se recebe energia em média ou alta tensão. Não existe consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia, basta pertencer ao Grupo A.

Visão geral do processo

O uso estratégico do Selo Procel em empresas do Grupo A segue quatro etapas sequenciais, cada uma com um objetivo claro.

  1. Entender o Selo Procel: identificar o que cada informação do rótulo significa para o contexto empresarial.
  2. Calcular o consumo real: aplicar as horas de operação efetivas para obter o kWh mensal real, e não apenas o valor de laboratório.
  3. Comparar modelos: montar uma tabela de custo-benefício entre equipamentos de diferentes categorias Procel.
  4. Combinar com o mercado livre de energia: integrar a redução de consumo com um contrato de energia mais competitivo via Serena Energia.

Após dominar o cálculo de consumo real na etapa 2, a empresa estará pronta para aplicar essa metodologia na prática e avançar para a comparação de modelos e para a contratação no mercado livre de energia.

Passo a passo: como usar o Selo Procel

Passo 1: entender o Selo Procel

Objetivo: decodificar as informações do rótulo para além da letra de eficiência.

O Selo Procel exibe a categoria de eficiência, de A a G, com A como categoria mais eficiente, o consumo de energia em kWh por período de referência, que pode ser mês ou ciclo conforme o tipo de equipamento, e, em alguns casos, a capacidade nominal.

O erro mais comum ocorre quando alguém toma o kWh indicado no rótulo como o consumo real da operação. Esse valor é medido em condições padronizadas de laboratório e serve apenas para comparação entre modelos, não para projeção direta na fatura.

Papéis internos envolvidos: Gerente de Facilities, que faz o levantamento técnico, Gerente de Operações, que valida as horas de uso, e Diretor Financeiro, que aprova o orçamento.

Ponto de atenção: equipamentos com a mesma letra Procel podem apresentar consumos de kWh diferentes. A comparação precisa considerar o valor numérico de kWh, e não apenas a categoria.

Passo 2: calcular o consumo real com as horas de operação da empresa

Objetivo: projetar o kWh mensal efetivo com base na rotina operacional da empresa.

A fórmula de cálculo é direta.

Consumo mensal (kWh) = Potência nominal (kW) × Horas de uso diário × Dias de operação no mês

Considere um exemplo prático. Um ar-condicionado de 3 kW de potência nominal, operando 10 horas por dia em 22 dias úteis, consome 3 × 10 × 22, o que resulta em 660 kWh/mês. Se o rótulo Procel indica 180 kWh/mês, com base laboratorial de 8 horas por dia em 30 dias, o valor real na operação da empresa será diferente. Por isso, o cálculo com as horas reais é indispensável.

Para equipamentos com carga variável, como compressores e sistemas de climatização central, o cálculo deve usar a potência média medida, e não a potência de pico. O Gerente de Facilities deve levantar esses dados com o responsável pela manutenção ou com o medidor de energia da unidade.

Tabela comparativa: consumo mensal estimado por categoria Procel para ar-condicionado split 24.000 BTU, 10 horas por dia, 22 dias por mês

Categoria Procel Potência nominal típica (kW) Consumo estimado (kWh/mês) Diferença em relação à categoria A
A (mais eficiente) 2,2 484
B 2,5 550 +66 kWh/mês
C 2,8 616 +132 kWh/mês
D ou inferior 3,2 704 +220 kWh/mês

Esses valores ilustram como pequenas diferenças de potência se convertem em diferenças relevantes de consumo mensal, o que prepara o terreno para a comparação financeira do passo seguinte.

Nota: os valores de potência nominal são ilustrativos para fins de comparação metodológica. A empresa deve consultar sempre a etiqueta do modelo específico avaliado.

Passo 3: comparar modelos e construir a decisão de compra

Objetivo: transformar a diferença de kWh em custo monetário e justificar a escolha do equipamento mais eficiente.

Com o consumo mensal calculado para cada modelo candidato, a empresa deve multiplicar a diferença de kWh pela tarifa de energia vigente na fatura, em R$/kWh. Esse cálculo produz a economia mensal em reais por unidade. Em instalações com dezenas ou centenas de equipamentos do mesmo tipo, o impacto acumulado se torna significativo.

Antes de finalizar a compra, vale seguir uma sequência de validação.

Primeiro, a equipe precisa confirmar que o modelo possui Selo Procel vigente e registrado no Procel Info, pois o selo indica que os dados de eficiência passaram por auditoria técnica.

Em seguida, o kWh do rótulo deve ser recalculado com as horas reais de operação da empresa, já que o valor de laboratório não reflete o consumo efetivo.

Depois, a comparação precisa ocorrer entre modelos de mesma capacidade nominal, como BTU, litros ou potência, porque comparar capacidades diferentes distorce a análise de custo-benefício.

Por fim, o custo de aquisição deve ser ponderado frente à economia mensal projetada, o que permite estimar o payback do investimento em cada modelo.

Como visto, reduzir o volume consumido é apenas metade da estratégia. Após consolidar a seleção de equipamentos eficientes, a empresa pode avançar para a atuação sobre o preço do kWh por meio da migração para o mercado livre de energia.

Descubra quanto sua empresa pode economizar ao combinar a escolha de equipamentos eficientes com a contratação no mercado livre de energia com a Serena Energia.

Passo 4: combinar eficiência energética com o mercado livre de energia

Objetivo: integrar a redução de consumo com um contrato de energia mais competitivo e previsível.

Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia e negociar o preço do kWh diretamente com fornecedores como a Serena Energia, sem depender das tarifas reguladas. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade, e o que muda é o fornecedor comercial e o preço contratado.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

A Serena Energia oferece contratos com preço acordado antecipadamente, o que elimina a incerteza das bandeiras tarifárias e permite planejamento orçamentário de longo prazo. Ao mesmo tempo, a empresa pode alinhar o contrato de energia com a estratégia de eficiência dos equipamentos, o que consolida o resultado financeiro da iniciativa.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Erros comuns e como corrigir

Alguns erros se repetem com frequência na análise de equipamentos com Selo Procel.

Erros frequentes:

  • Usar o kWh do rótulo Procel como consumo real sem ajustar pelas horas de operação da empresa.
  • Comparar modelos de capacidades diferentes, como 18.000 BTU e 24.000 BTU, como se fossem equivalentes.
  • Ignorar a demanda de pico ao calcular o impacto na fatura do Grupo A, que cobra tanto consumo em kWh quanto demanda em kW.
  • Tomar a decisão de compra apenas pelo preço de aquisição, sem considerar o custo de operação ao longo do tempo.

Como corrigir:

  • Sempre recalcular o kWh com as horas reais de uso antes de qualquer comparação.
  • Restringir a tabela comparativa a modelos de mesma capacidade nominal.
  • Incluir o impacto na demanda contratada ao avaliar equipamentos de grande porte.
  • Calcular o custo total de operação por mês e por ano para cada modelo avaliado.

Verificação de resultados

A validação dos resultados consolida a credibilidade da estratégia de eficiência energética.

Após a substituição dos equipamentos, a empresa pode confirmar os resultados com as seguintes ações:

  • Comparação de faturas: comparar o consumo em kWh do mesmo período do ano anterior com o período pós-substituição, controlando variações de produção ou ocupação.
  • Dashboard de consumo mensal: utilizar o painel de acompanhamento da Serena Energia para monitorar o consumo realizado em relação ao previsto e a economia consolidada.
  • Revisão anual: reavaliar o portfólio de equipamentos e o contrato de energia a cada 12 meses.

KPIs sugeridos: variação de kWh por equipamento antes e depois da troca, custo efetivo por kWh na fatura consolidada e economia acumulada em reais.

Quem deseja estruturar esse monitoramento com suporte especializado pode ver como a plataforma digital da Serena Energia facilita o acompanhamento da economia mês a mês.

Opções avançadas

Empresas com múltiplas unidades podem replicar a metodologia de cálculo Procel para cada site e consolidar o impacto total no consumo do grupo. A integração com sistemas de gestão de energia, como SGE ou EMS, permite automatizar a coleta de dados de consumo por equipamento e identificar desvios em tempo quase real.

Para empresas com metas públicas de ESG, a combinação de equipamentos eficientes com contratos de energia renovável via Serena Energia viabiliza a emissão de I-RECs, International Renewable Energy Certificates, documentos auditáveis que comprovam o consumo de energia limpa e contribuem para o abatimento das emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Perguntas frequentes

Minha empresa precisa ter um consumo mínimo para migrar ao mercado livre de energia?

Não existe consumo mínimo. A única condição é que a empresa pertença ao Grupo A, ou seja, receba energia em média ou alta tensão. A Serena Energia realiza a análise de elegibilidade sem custo.

Em quanto tempo vejo a economia na conta de luz após substituir equipamentos Procel A?

O impacto no consumo de kWh aparece na primeira fatura após a substituição. A magnitude depende da diferença de eficiência entre o equipamento antigo e o novo e das horas de operação diária. Para a economia no preço do kWh via mercado livre de energia, o processo de migração leva até seis meses, e a economia aparece a partir da primeira fatura após a entrada no mercado livre de energia.

O consumo real do equipamento pode ser diferente do que calculei com a fórmula?

Pode. Fatores como temperatura ambiente, manutenção do equipamento, carga real de trabalho e qualidade da instalação elétrica influenciam o consumo efetivo. A fórmula com potência nominal e horas de uso fornece uma estimativa confiável para comparação entre modelos, mas o monitoramento com medidores reais é o método mais preciso para confirmar os resultados.

Qual a diferença entre reduzir o consumo de kWh e migrar para o mercado livre de energia?

Reduzir o consumo de kWh atua no volume de energia utilizado, o que reduz a quantidade de kWh na fatura. Migrar para o mercado livre de energia atua no preço unitário desse consumo, negociando um valor por kWh mais competitivo do que o praticado no mercado regulado. As duas estratégias são complementares e independentes, e a empresa pode adotar as duas ao mesmo tempo para reduzir o custo total de energia.

A Serena Energia cuida de todo o processo de migração?

Cuida. A Serena Energia conduz todo o processo de migração para o mercado livre de energia, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a adequação do sistema de medição e a gestão mensal, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Após a migração, um consultor dedicado acompanha o desempenho do contrato e permanece disponível para dúvidas.

Receba uma análise personalizada para a sua empresa com o time da Serena Energia.

Conclusão

O Selo Procel funciona como uma ferramenta de decisão de compra objetiva. Ao recalcular o kWh do rótulo com as horas reais de operação da empresa e comparar modelos de mesma capacidade, o Diretor Financeiro, o Gerente de Operações e o Gerente de Facilities passam a tomar decisões baseadas em custo operacional real, e não apenas em especificações de laboratório.

A combinação dessa redução de consumo com a migração para o mercado livre de energia via Serena Energia atua de forma coordenada sobre o custo de energia. O resultado é um OPEX de energia mais previsível, contratos com preço acordado antecipadamente e energia renovável certificada por I-RECs, tudo gerenciado por uma empresa com mais de 17 anos de história e presença entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas.

O próximo passo é simples: fale com um de nossos consultores da Serena Energia, compartilhe suas faturas e receba um estudo de viabilidade detalhado para a sua empresa.

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