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Crescimento da energia renovável no Brasil: desafios em 2026

Crescimento da energia renovável no Brasil: desafios em 2026

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • A expansão renovável no Brasil aumentou a instabilidade tarifária e o curtailment, o que torna o mercado regulado uma fonte relevante de risco orçamentário para empresas do Grupo A.

  • Migrar para o mercado livre de energia permite definir preço em contrato de longo prazo, receber I-RECs auditáveis e alinhar-se a metas de ESG sem necessidade de investimento inicial elevado.

  • O processo de migração segue um prazo regulatório fixo e inclui registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação de medição e gestão ativa do contrato, conduzidos pela comercializadora.

  • Empresas que permanecem no mercado regulado continuam sujeitas a bandeiras tarifárias e reajustes anuais, enquanto as que migram ganham previsibilidade de custo e certificação renovável.

  • Para transformar incerteza em vantagem competitiva, fale com a Serena Energia e simule seu desconto.

Dimensão e impacto do problema

A expansão renovável acelerada não eliminou a instabilidade tarifária para quem está no mercado regulado. As bandeiras tarifárias verde, amarela, vermelha 1 e vermelha 2 continuam sendo aplicadas conforme as condições dos reservatórios hidrelétricos. Esse mecanismo torna o planejamento orçamentário de longo prazo um exercício de incerteza. Para empresas cujo consumo de energia representa parcela relevante das despesas operacionais, essa imprevisibilidade corrói margens e dificulta a precificação de produtos e serviços.

A pressão por descarbonização adiciona uma segunda camada de risco. Investidores, clientes corporativos e reguladores exigem que empresas comprovem a origem renovável de sua energia de forma consistente. Sem um certificado auditável como o I-REC (International Renewable Energy Certificate), declarações de sustentabilidade perdem força em relatórios anuais e em auditorias de cadeia de fornecimento.

Além da imprevisibilidade tarifária e da pressão por certificação, o terceiro vetor de risco vem da própria expansão renovável. O curtailment é a interrupção forçada da geração renovável por falta de capacidade de transmissão ou excesso de oferta localizada. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta que o curtailment em usinas eólicas e solares pode atingir até 40 GW por ano entre 2027 e 2030, concentrado nos horários de pico de geração solar. Até agosto de 2025, o curtailment acumulado desde 2021 no Brasil se aproximava de 26,21 TWh, e os cortes de janeiro a agosto de 2025 foram 230% superiores ao total registrado em todo o ano de 2024. Relatos de mercado indicam taxas de curtailment em projetos renováveis brasileiros entre 15% e 25% no segundo trimestre de 2026, com a agência Fitch atribuindo perspectiva negativa a 11 financiamentos de projetos renováveis no país em maio de 2026.

Silhueta de várias turbinas eólicas alinhadas ao longo da costa durante um pôr do sol colorido, com reflexos na água.
A exploração de recursos naturais, como os ventos costeiros, é essencial para manter a escala e a sustentabilidade necessárias no Mercado Livre de Energia.

Para empresas no mercado regulado, o curtailment não representa um risco direto de fornecimento. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia. O impacto aparece de forma indireta. A menor oferta efetiva de energia renovável em determinados períodos pressiona o PLD para cima, e os custos adicionais dos geradores tendem a ser repassados às tarifas reguladas ao longo do tempo.

Principais categorias de solução

Empresas do Grupo A que buscam reduzir custos e avançar em metas de ESG podem seguir três caminhos principais. Cada alternativa apresenta nível diferente de investimento, complexidade e prazo até o primeiro resultado.

Permanecer no mercado regulado significa continuar comprando energia da distribuidora local a tarifas definidas pela ANEEL, com reajustes anuais e aplicação de bandeiras tarifárias. Essa opção não exige ação adicional da empresa, mas não oferece controle sobre o preço pago nem acesso estruturado a certificados de origem renovável.

Migrar para o mercado livre de energia, no Ambiente de Contratação Livre (ACL), permite negociar diretamente com um gerador ou comercializador as condições de fornecimento, como preço, prazo, volume e fonte. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade. O que muda é o fornecedor da energia. O processo envolve registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e um prazo regulatório até o início do fornecimento no novo ambiente.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Investir em autoprodução significa construir ou financiar infraestrutura própria de geração. Essa escolha oferece alto grau de autonomia, mas exige capital elevado, prazos longos de implantação, custos contínuos de operação e manutenção, além da necessidade de desenvolver competências em um setor que não faz parte do core business da empresa.

Comparação entre alternativas

A tabela a seguir compara as três alternativas em quatro dimensões relevantes para a tomada de decisão. Os dados refletem o contexto brasileiro em 2026.

Critério

Mercado regulado

Mercado livre de energia

Autoprodução

Investimento inicial

Nenhum

Custos de adequação de medição, custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão

Alto, com implantação de infraestrutura própria de geração

Previsibilidade de custo

Baixa, sujeita a reajustes anuais e bandeiras tarifárias

Alta, com preço definido em contrato bilateral, geralmente de 3 a 5 anos

Média a alta após amortização do investimento

Prazo até o primeiro resultado

Não aplicável

6 meses até o início do fornecimento no novo ambiente

Anos, incluindo projeto, licenciamento e construção

Alinhamento ESG com certificação auditável

Limitado, sem rastreabilidade de origem por padrão

Alto, com I-RECs emitidos por MWh consumido e abatimento de emissões de Escopo 2

Alto, mas com necessidade de estrutura própria de certificação

A parcela de distribuição, que corresponde ao uso da rede da distribuidora local, permanece regulada em qualquer dos três cenários. A economia no mercado livre de energia incide sobre a parcela de energia contratada, não sobre a fatura inteira.

Como avaliar e implementar uma solução

A decisão de migrar para o mercado livre de energia começa com um diagnóstico estruturado. As etapas a seguir descrevem o processo do ponto de vista da empresa consumidora.

1. Levantamento das faturas e diagnóstico de consumo

Reunir as faturas dos últimos 12 meses permite mapear o consumo mensal em kWh e identificar sazonalidades e picos de demanda. Esse levantamento também mostra a composição atual da conta, com energia, TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição), encargos, bandeiras e tributos. Esse conjunto de informações forma a base do estudo de viabilidade.

2. Verificação de elegibilidade para o Grupo A

Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia, independentemente do nível de consumo. A verificação ocorre a partir da própria fatura, que indica o subgrupo tarifário. A Serena Energia realiza essa análise de elegibilidade sem custo.

3. Avaliação técnica e econômico-financeira

Com o perfil de consumo em mãos, a comercializadora projeta a economia esperada, o impacto no fluxo de caixa e as condições do contrato. Dados da Abraceel indicam que os preços de longo prazo no mercado livre de energia subiram 59% entre janeiro de 2024 e março de 2026. Esse movimento reforça a importância de contratar com antecedência e com um gerador que tenha lastro próprio de energia.

4. Contratação e registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica)

O contrato bilateral define preço, prazo, volume e fonte. O registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é obrigatório e envolve documentação técnica, jurídica e financeira. No modelo varejista, a comercializadora representa a empresa perante a CCEE e assume as obrigações setoriais. A Serena Energia conduz todo esse processo sem custo adicional para clientes sob sua gestão.

5. Adequação do sistema de medição

A medição horária é obrigatória no mercado livre de energia. A instalação dos equipamentos compatíveis fica sob responsabilidade da Serena Energia, sem custo adicional para o cliente.

6. Monitoramento contínuo

Após a migração, o acompanhamento mensal dos resultados permite comparar os custos com o período no mercado regulado. Esse monitoramento também identifica desvios de consumo em relação ao contratado e orienta ajustes. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado regulado e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

Do ponto de vista de governança, incluir cláusulas de flexibilidade no contrato, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado, ajuda a acomodar variações operacionais sem exposição excessiva ao PLD. Essa margem de manobra reduz o risco de consumo fora da faixa contratada, que expõe a empresa ao preço spot do mercado. A Serena Energia oferece gestão ativa que monitora essas variações e ajusta posições para minimizar essa exposição.

Quer saber quanto sua empresa pode economizar com a migração? Fale com a Serena Energia e receba um estudo de viabilidade sem custo.

Casos de uso e exemplos genéricos

Os cenários a seguir são hipotéticos e ilustram como empresas de diferentes setores podem se beneficiar da migração para o mercado livre de energia.

Indústria de médio porte. Uma planta industrial com fornecimento em média tensão enfrenta reajustes tarifários anuais que dificultam a precificação de contratos de longo prazo com clientes. Após migrar para o mercado livre de energia com contrato de cinco anos a preço fixo, a empresa passa a tratar o custo de energia como variável previsível no seu modelo de precificação. O painel de monitoramento permite identificar picos de demanda e orientar projetos de eficiência sem alterar a operação produtiva.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Rede hoteleira. Uma rede com unidades em diferentes estados lida com sazonalidade de ocupação e variação de consumo ao longo do ano. A flexibilidade contratual do mercado livre de energia, com faixa de tolerância de 5% a 10% do volume contratado, acomoda essa variação. A emissão de I-RECs para cada MWh consumido fortalece os relatórios de sustentabilidade da rede junto a operadoras internacionais que exigem comprovação de origem renovável.

Varejista com alta tensão. Um varejista com centro de distribuição conectado em alta tensão possui metas públicas de redução de emissões de Escopo 2. A contratação de energia eólica certificada no mercado livre de energia, com emissão de I-RECs, permite declarar consumo 100% renovável de forma auditável. Esse movimento atende às exigências de investidores e de programas como o RE100.

Perguntas frequentes

O que é o mercado livre de energia e como ele funciona para empresas do Grupo A?

No mercado livre de energia, empresas do Grupo A, com fornecimento em média ou alta tensão, podem escolher de quem compram energia e negociar preço, prazo, volume e fonte diretamente com um gerador ou comercializador. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade e pela manutenção da rede. O que muda é a relação comercial. Em vez de comprar energia a tarifas reguladas pela ANEEL, a empresa fecha um contrato bilateral com condições previamente acordadas. Não há consumo mínimo para participar, basta pertencer ao Grupo A.

O curtailment de energia renovável afeta empresas que migram para o mercado livre de energia?

O curtailment afeta os geradores, não os consumidores finais. A distribuidora local é obrigada por lei a entregar a energia contratada, independentemente de restrições operacionais no sistema de transmissão. Para o consumidor no mercado livre de energia, o risco relevante é a exposição ao PLD quando o consumo real fica fora da faixa de flexibilidade do contrato. Uma gestão ativa do contrato, como a oferecida pela Serena Energia, reduz essa exposição ao monitorar o consumo e ajustar posições quando necessário.

Quanto tempo leva a migração e quando a empresa começa a economizar?

O processo regulatório de migração leva seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A economia começa na primeira fatura após a conclusão da migração. A Serena Energia conduz todas as etapas do processo, incluindo registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e gestão contínua, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a economizar.

Como o mercado livre de energia contribui para metas de ESG e descarbonização?

A contratação de energia renovável no mercado livre de energia permite solicitar a emissão de I-RECs, certificados internacionais que comprovam de forma auditável que cada MWh consumido foi gerado por uma fonte limpa. Esses certificados são a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2 nos relatórios de sustentabilidade. Esse recurso atende às exigências de investidores, clientes corporativos e programas globais como o RE100. A Serena Energia também oferece créditos de carbono para empresas que buscam neutralizar outras fontes de emissão.

Quais são os riscos reais de migrar para o mercado livre de energia?

Os principais riscos são a exposição ao PLD quando o consumo real fica fora da faixa de flexibilidade contratual, as obrigações regulatórias contínuas perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e o prazo até o início da economia. Nenhum desses riscos implica interrupção no fornecimento de energia, já que a distribuidora local continua responsável pela entrega física. No modelo varejista, a comercializadora assume a representação perante a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a gestão das obrigações setoriais, o que reduz de forma significativa a carga operacional para a empresa consumidora.

Conclusão: o próximo passo começa nas suas faturas

O crescimento da energia renovável no Brasil em 2026 redefine o ambiente competitivo para empresas do Grupo A. Com energia eólica e solar respondendo por 26,4% da geração elétrica brasileira em 2025 e 4,4 GW de solar adicionados apenas no primeiro trimestre de 2026, a expansão continua pressionando o sistema de transmissão e criando oscilações no PLD que se refletem nas tarifas reguladas.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Para empresas que permanecem no mercado regulado, esse cenário significa seguir expostas a reajustes anuais e bandeiras tarifárias sem controle sobre o preço pago. Para empresas que migram para o mercado livre de energia com planejamento adequado, o mesmo cenário abre a oportunidade de definir o preço da energia em contrato de longo prazo, obter certificação renovável auditável e liberar recursos operacionais para o crescimento do negócio.

O ponto de partida é reunir as faturas dos últimos 12 meses e solicitar um estudo de viabilidade. A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer, conduz todo o processo de migração sem custo adicional para clientes sob sua gestão, da análise de elegibilidade à gestão contínua na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Cansado do alto custo da conta de luz? Simule seu desconto com a Serena Energia e finalmente coloque sua energia no lugar certo: no crescimento do seu negócio.

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