Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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Enfrentar custos imprevisíveis: empresas do Grupo A lidam com bandeiras tarifárias e pressão por descarbonização auditável, algo que o mercado regulado não resolve.
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Contratar energia renovável com preço fixo: a migração para o mercado livre de energia permite definir preço e fonte, sem alterar a entrega física feita pela distribuidora local e sem risco de interrupção para o consumidor.
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Ter lastro próprio e certificação rastreável: geradoras integradas como a Serena Energia oferecem geração própria e emitem I-RECs rastreáveis, o que traz previsibilidade de custos e comprovação auditável de consumo 100% renovável.
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Comparar modelos com base em risco e previsibilidade: em relação à autoprodução ou ao mercado regulado, o ACL com geradora integrada combina ausência de risco operacional para o consumidor, alta previsibilidade orçamentária e certificação ESG reconhecida globalmente.
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Dar o próximo passo com apoio especializado: para implementar essa solução e obter um estudo de viabilidade personalizado, fale com um consultor da Serena Energia.
A solução: energia renovável contratada no mercado livre de energia chega pela distribuidora local, sem risco de corte
Empresas que migram para o mercado livre de energia mantêm o mesmo nível de continuidade no fornecimento. A estrutura do sistema elétrico separa a compra de energia da entrega física.
No mercado livre de energia, a empresa escolhe de quem compra a energia e negocia preço, prazo e fonte. A entrega física continua sendo responsabilidade da distribuidora local. Os fios, os transformadores e a rede de distribuição da concessionária seguem levando a eletricidade até a planta ou o escritório. A única alteração é comercial: em vez de comprar energia da distribuidora no mercado regulado, a empresa passa a contratar de uma geradora ou comercializadora no ACL.
O curtailment, que é a redução forçada de geração renovável por limitações de transmissão, representa um risco para geradores, não para consumidores finais. O curtailment no Brasil dobrou em 2025, atingindo cerca de 20 TWh no ano devido a gargalos de transmissão, com impacto direto sobre a receita de projetos de geração. Para o consumidor final com contrato ativo no mercado livre de energia, a distribuidora local segue obrigada a entregar energia com a mesma qualidade e estabilidade de sempre. O risco de curtailment recai sobre o gerador, não sobre a empresa contratante. Essa separação entre risco de geração e responsabilidade pela entrega física torna relevante a escolha de uma geradora com lastro próprio.
Entenda como a Serena Energia estrutura o fornecimento para sua empresa.
Desmistificando “sem cortes”: responsabilidade pela entrega física e lastro da Serena Energia
O perfil da geradora contratada influencia diretamente a previsibilidade do contrato. A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história, 17 plantas operacionais no Brasil e nos EUA e capacidade instalada que cresceu 11 vezes desde 2017. No mercado livre de energia, a Serena Energia atua majoritariamente com energia eólica, proveniente de regiões com índices de vento acima da média e usinas que operam com alta eficiência.

Esse lastro de geração própria diferencia uma geradora integrada de empresas que apenas revendem energia de terceiros. Por ter geração real, quando a Serena Energia contrata o fornecimento de energia para uma empresa do Grupo A, o volume contratado é respaldado por produção própria, não por intermediação baseada em compras no mercado de curto prazo. Essa estrutura reduz a exposição a oscilações de preço no mercado de curto prazo e se traduz em maior previsibilidade contratual para o cliente.

Para gestores de ESG, a Serena Energia emite I-RECs para cada MWh consumido. Esse certificado é um ativo digital rastreável e reconhecido globalmente que comprova, de forma auditável, que a energia consumida tem origem renovável. Esse instrumento é o padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.
Análise da PwC com dados de cerca de 4.163 empresas coletados pela CDP em 2024 mostra que companhias mantiveram ou aumentaram ambições climáticas, incluindo esforços de descarbonização em Escopos 1, 2 e 3. A demanda por energia renovável certificada segue em expansão e já se consolidou como requisito de investidores, cadeias de fornecimento e metas públicas de sustentabilidade.
Solicite sua proposta com I-RECs para consumo 100% renovável.
Comparativo de opções de energia renovável para empresas do Grupo A
Empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, podem acessar energia renovável por três caminhos principais. A tabela a seguir compara esses modelos com foco em investimento, risco para o consumidor, previsibilidade de custos e certificação ESG.
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Modelo |
Investimento inicial |
Risco de interrupção para o consumidor |
Previsibilidade de custos |
Certificação renovável |
|---|---|---|---|---|
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Mercado livre de energia (ACL) com geradora integrada |
Custos de adequação de medição custeados pela Serena Energia para clientes sob sua gestão, adesão à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) obrigatória |
Nenhum, a entrega física permanece com a distribuidora local |
Alta, preço fixado em contrato bilateral de longo prazo, sem exposição a bandeiras tarifárias na parcela de energia contratada |
I-RECs emitidos por MWh consumido, com rastreabilidade auditável |
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Autoprodução de energia |
Alto, necessidade de infraestrutura própria de geração, operação e manutenção |
Baixo a médio, depende da redundância do sistema próprio e da rede da distribuidora |
Média, custos de operação e manutenção variáveis e exposição ao mercado de curto prazo para diferenças de geração e consumo |
Possível, mas exige estrutura própria de certificação |
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Mercado regulado (mercado cativo) |
Nenhum, não há migração necessária |
Nenhum, a distribuidora local é responsável pela entrega |
Baixa, sujeito a reajustes tarifários anuais e bandeiras tarifárias |
Não disponível de forma padrão |
O mercado livre de energia combina ausência de risco de interrupção para o consumidor, já que a distribuidora local mantém a responsabilidade pela entrega física, com previsibilidade de custos e certificação renovável auditável. A autoprodução oferece maior controle, mas exige capital elevado e competência operacional em um setor que, na maioria dos casos, não faz parte do core business da empresa.
Como implementar: etapas de avaliação e migração gerenciada
A migração para o mercado livre de energia segue um processo estruturado. Empresas do Grupo A podem avançar por etapas claras, com apoio técnico especializado.
1. Verificar a elegibilidade
O primeiro passo é confirmar que a empresa está conectada em média ou alta tensão, ou seja, pertence ao Grupo A. Não existe consumo mínimo, qualquer empresa do Grupo A pode migrar para o mercado livre de energia. A Serena Energia realiza essa análise de elegibilidade sem custo.
2. Analisar o perfil de consumo
O mapeamento do consumo mensal em kWh, com sazonalidades e picos de demanda, orienta a escolha do tipo de contrato e o volume a ser contratado. Esse levantamento é feito a partir das faturas existentes e serve como base para projeções de economia e de impacto em ESG.
3. Escolher a comercializadora e fechar o contrato
A escolha de uma geradora com lastro próprio reduz o risco de exposição ao mercado de curto prazo. Os contratos bilaterais no mercado livre de energia costumam ter prazo de cerca de cinco anos, com preço fixado antecipadamente. Receba um estudo de viabilidade com base no perfil de consumo da sua empresa.
4. Conduzir a migração
A etapa de migração inclui o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a notificação à distribuidora e a adequação do sistema de medição. A Serena Energia assume todo esse processo para clientes sob sua gestão, sem custo adicional, incluindo a instalação dos equipamentos de medição.
5. Iniciar o fornecimento e monitorar
O prazo regulatório de migração é de seis meses, contados a partir da notificação à distribuidora. A partir da primeira fatura após a conclusão da migração, a empresa passa a operar no mercado livre de energia. A Serena Energia disponibiliza um painel digital com acompanhamento de economia mensal, economia consolidada, comparação entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado. Um consultor dedicado acompanha o contrato e apoia ajustes ao longo do período.
Exemplos práticos de empresas que ganharam previsibilidade e atenderam metas ESG
Uma indústria de médio porte com operação contínua em três turnos pode reduzir incertezas orçamentárias ao migrar para o mercado livre de energia com contrato de preço fixo. A parcela de energia contratada deixa de variar com as bandeiras tarifárias. O orçamento passa a ser previsível, e os I-RECs emitidos pela geradora permitem declarar consumo 100% renovável nos relatórios de sustentabilidade, sem alteração na operação da planta.

Uma rede de varejo com dezenas de unidades em diferentes estados pode consolidar o custo de energia em um único contrato gerenciável. No mercado livre de energia, é possível contratar o fornecimento para múltiplas unidades do Grupo A com um único parceiro, o que simplifica a gestão e padroniza o custo por unidade. A certificação renovável fortalece a comunicação de ESG para consumidores e investidores.
Uma empresa de serviços com metas públicas de net zero precisa comprovar, de forma auditável, que suas emissões de Escopo 2 estão sendo tratadas. Atualizações propostas ao GHG Protocol para rastreamento de emissões de Escopo 2 tendem a levar empresas a buscar soluções de energia renovável com maior rastreabilidade e credibilidade. Os I-RECs emitidos pela Serena Energia atendem a esse requisito, com rastreabilidade da fonte até o consumidor final.
Perguntas frequentes sobre fornecimento contínuo e certificação renovável
Migrar para o mercado livre de energia pode causar interrupção no fornecimento?
A migração para o mercado livre de energia é um processo comercial e contratual, sem impacto na infraestrutura física. A distribuidora local continua sendo responsável pela entrega da eletricidade, e os fios, transformadores e a rede de distribuição permanecem os mesmos. O que muda é apenas o fornecedor da energia. A operação da planta ou do escritório segue sem interrupções durante todo o processo.
O curtailment de energia renovável afeta o consumidor final?
O curtailment, que é a redução forçada de geração por limitações de transmissão, afeta os geradores e não os consumidores finais com contrato ativo no mercado livre de energia. A distribuidora local é responsável por entregar energia com qualidade e estabilidade independentemente do que ocorre na geração. Para o consumidor, o contrato com a geradora define o preço e o volume, enquanto a entrega física permanece como obrigação da distribuidora.
O que é o I-REC e como ele comprova a origem renovável da energia?
O I-REC, sigla para International Renewable Energy Certificate, é um certificado digital rastreável e reconhecido globalmente. Para cada MWh de energia renovável gerado e injetado na rede, ocorre a emissão de um I-REC. Ao adquirir I-RECs junto com o contrato de energia, a empresa pode declarar, de forma auditável, que seu consumo de eletricidade tem origem 100% renovável. Esse documento é o instrumento padrão para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade e atender exigências de investidores e cadeias de fornecimento.
O preço da energia fica completamente fixo após a migração?
A parcela de energia contratada tem preço fixado no contrato bilateral, sem exposição a bandeiras tarifárias. A parcela de distribuição, referente ao uso da rede da distribuidora local, continua regulada e pode variar conforme revisões tarifárias. O resultado é uma fatura em que a componente de maior peso, a energia em si, torna-se previsível, o que melhora de forma relevante o planejamento orçamentário de longo prazo.
Quanto tempo leva a migração e quando a empresa começa a ter previsibilidade de custos?
Como mencionado no processo de implementação, a migração leva seis meses a partir da notificação à distribuidora. A Serena Energia conduz todas as etapas desse processo para clientes sob sua gestão, sem custo adicional. A previsibilidade de custos começa a partir da primeira fatura após a conclusão da migração. Quanto antes o processo for iniciado, mais cedo a empresa passa a operar com custo de energia previsível e certificação renovável ativa.
Conclusão: avaliar critérios e organizar dados para o próximo passo
Empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, podem resolver ao mesmo tempo a imprevisibilidade do custo de energia e a necessidade de comprovar consumo renovável de forma auditável. O mercado livre de energia, com contrato bilateral de preço fixo e emissão de I-RECs, endereça esses dois pontos sem alterar a operação e sem risco de interrupção no fornecimento.
O primeiro passo prático é reunir as faturas de energia dos últimos 12 meses e identificar o perfil de consumo mensal em kWh. Esse levantamento serve como insumo para um estudo de viabilidade que projete a economia e o impacto nos relatórios de ESG. A Serena Energia, que atende clientes como Heineken, Cargill e Bayer, realiza essa análise sem custo e conduz todo o processo de migração para clientes sob sua gestão.
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