Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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O PLD spot semanal deixou de existir em 2021 e deu lugar ao cálculo horário, o que aumentou a variação de preços e a complexidade da liquidação para consumidores do Grupo A.
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A liquidação agora ocorre hora a hora pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), refletindo variações intradiárias de geração renovável e consumo, o que reduz a previsibilidade orçamentária sem contratos de preço fixo.
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Desvios entre volume contratado e consumo real são liquidados ao PLD da hora correspondente, o que pode gerar custos elevados em horários de pico ou receitas baixas em horários de menor demanda.
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Fatores como hidrologia, geração renovável, despacho térmico e restrições de transmissão influenciam diretamente o PLD horário.
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Contratar preço fixo com gestão ativa da exposição ao mercado de curto prazo é a estratégia mais eficaz para reduzir riscos de liquidação no PLD horário. Fale com um consultor da Serena Energia.
O que era o PLD spot semanal?
O PLD spot semanal era o preço de liquidação das diferenças calculado uma vez por semana pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) para cada um dos quatro submercados do Sistema Interligado Nacional: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Esse valor era único para toda a semana seguinte e derivava do Custo Marginal de Operação, calculado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico com os modelos NEWAVE, para horizontes de cinco anos, e DECOMP, para dois meses.
Qualquer diferença entre o volume de energia contratado e o volume efetivamente consumido por uma empresa era liquidada nesse preço semanal único. Consumir mais do que o contratado significava pagar o PLD da semana pelo excedente. Consumir menos significava receber o PLD da semana pelo volume não utilizado. A previsibilidade era parcial, pois o preço mudava a cada semana, mas permanecia fixo dentro daquele período de sete dias.
Por que o modelo semanal acabou em 2021?
A expansão acelerada das fontes renováveis intermitentes, como eólica e solar, tornou o modelo semanal pouco aderente à operação real do sistema elétrico brasileiro. Os preços no mercado de eletricidade brasileiro passaram a ser calculados em base horária em 2021, o que aumentou a variação intradiária do PLD e ampliou as diferenças entre regiões à medida que a geração renovável crescia.

Um único preço semanal não capturava, por exemplo, o excesso de geração solar ao meio-dia ou o acionamento de termelétricas mais caras no início da noite. A incorporação do DESSEM, modelo de curtíssimo prazo do ONS, viabilizou o modelo horário. Esse modelo passou a refletir com mais precisão o custo marginal de cada hora do dia e tornou o sinal de preço mais alinhado à operação efetiva do sistema.

Como funciona a liquidação horária hoje?
O modelo horário substituiu o semanal e hoje define o PLD hora a hora, o que altera de forma direta a forma como empresas do Grupo A são liquidadas no mercado de curto prazo. Atualmente, a CCEE calcula o PLD hora a hora para cada submercado, refletindo o equilíbrio instantâneo entre oferta de geração e demanda de consumo no Sistema Interligado Nacional. O processo segue esta sequência:
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O ONS executa o DESSEM, modelo de otimização de curtíssimo prazo, que determina o despacho mais econômico de cada usina para cada hora do dia seguinte.
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O CMO resultante é entregue à CCEE, que exclui plantas despachadas apenas por razões de segurança do sistema, e não por mérito econômico, antes de calcular o PLD.
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O PLD horário é publicado por submercado. Cada região pode ter um preço diferente na mesma hora, de acordo com restrições de transmissão e com o mix de geração local.
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Ao final do mês, a CCEE apura as diferenças entre o volume contratado e o volume medido de cada agente e liquida essas diferenças pelo PLD de cada hora correspondente.
Esse modelo faz com que uma empresa que consome energia de forma irregular ao longo do dia seja liquidada a preços muito distintos, dependendo do horário em que ocorre o desvio em relação ao contrato.
O que acontece se consumir mais ou menos que o contratado?
Desvios entre consumo real e volume contratado geram liquidações no mercado de curto prazo ao PLD da hora do desvio. Consumir além do contratado em um horário de pico pode gerar custos relevantes. Consumir abaixo do contratado significa vender o excedente ao mercado pelo PLD daquela hora, que pode ser baixo, especialmente no meio do dia, quando a geração solar tende a reduzir os preços.
O exemplo abaixo mostra como esses desvios podem afetar o resultado financeiro em um único mês hipotético, considerando um contrato de 500 MWh a R$ 150/MWh. A assimetria é clara: um desvio para mais pode gerar custo adicional elevado, enquanto um desvio para menos tende a gerar receita bem menor para o mesmo volume de energia.
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Situação |
Volume contratado (MWh) |
Consumo real (MWh) |
Liquidação no mercado de curto prazo |
|---|---|---|---|
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Equilíbrio |
500 |
500 |
R$ 0, sem exposição |
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Subcontratação, consumo maior |
500 |
550 |
50 MWh × PLD da hora do desvio, por exemplo R$ 300/MWh, custo adicional de R$ 15.000 |
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Sobrecontratação, consumo menor |
500 |
450 |
50 MWh vendidos ao PLD da hora, por exemplo R$ 30/MWh, receita de R$ 1.500 |
Os valores de PLD utilizados no exemplo refletem a amplitude observada no mercado. As oscilações horárias ultrapassam de forma recorrente os R$ 200/MWh em 2026 e chegaram a superar R$ 300/MWh no submercado Sudeste em 14 de janeiro de 2026, enquanto há horas em que o preço é zero.
Quais fatores influenciam o valor do PLD horário?
O PLD horário resulta da combinação de condições hidrológicas, perfil de geração, demanda e restrições físicas da rede. Os principais determinantes são:

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Hidrologia e nível dos reservatórios: a vazão dos rios nas principais bacias hidrográficas é a variável que mais fortemente afeta o PLD diário, pois as usinas hidrelétricas respondem por mais de 50% da geração elétrica brasileira. Períodos de seca elevam o despacho térmico e pressionam os preços para cima.
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Geração renovável: o avanço acelerado das fontes renováveis intermitentes redesenhou a dinâmica de formação de preços no Brasil, criando a chamada curva de pato. Forte geração renovável pressiona o PLD para baixo durante o dia, enquanto o acionamento de termelétricas eleva o custo marginal no início da noite.
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Restrições de transmissão: restrições de transmissão criaram diferenças regionais de preço mais frequentes, o que expõe agentes que vendem energia a consumidores em outros submercados ao risco de preço entre regiões.
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Demanda total do sistema: o volume de eletricidade efetivamente consumido influencia diretamente o CMO e, por consequência, o PLD de cada hora.
O contexto de 2025 e 2026 é mais desafiador para quem está exposto ao mercado de curto prazo. O PLD spot passou a operar em patamares mais altos, com momentos específicos superando R$ 1.000/MWh, o que representa uma mudança relevante em relação ao intervalo de R$ 50 a R$ 60/MWh predominante entre 2022 e meados de 2024.
Como se proteger da exposição ao PLD?
Reduzir a exposição ao PLD passa por contratar energia de forma estruturada. A estratégia mais eficaz para empresas do Grupo A (média e alta tensão) é a contratação bilateral de longo prazo com preço fixo. Contratos bilaterais no mercado livre de energia podem se estender por períodos superiores a cinco anos e permitem travar custos de energia, reduzindo a incerteza de oscilações de curto prazo.
Com um contrato de preço fixo, o custo da energia contratada permanece o mesmo independentemente do PLD horário. A exposição ao mercado de curto prazo fica restrita a eventuais desvios entre o volume contratado e o consumo real. Uma gestão ativa desses desvios reduz esse risco ao mínimo.
A Serena Energia oferece esse modelo por meio de contratos de preço fixo com gestão ativa da exposição ao mercado de curto prazo, representação perante a CCEE e fatura única para o cliente. No modelo varejista da Serena Energia, o cliente não precisa gerenciar posições no mercado de curto prazo, pois a Serena assume essa responsabilidade.
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Por que escolher a Serena Energia para eliminar a exposição ao PLD
Escolher a Serena Energia significa contar com um fornecedor com geração própria e atuação consolidada em comercialização. A empresa está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de história e 17 plantas operacionais no Brasil e nos Estados Unidos. Essa integração vertical, que combina geração e comercialização, aumenta a segurança de fornecimento em comparação com empresas que apenas conectam negócios ao mercado livre de energia.
Para empresas do Grupo A, a Serena Energia entrega uma solução integrada que reduz o risco financeiro e simplifica a operação no mercado livre de energia:
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Contratos de preço fixo de longo prazo: o custo da energia contratada não oscila com o PLD horário, o que permite planejamento orçamentário mais preciso.
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Representação completa perante a CCEE: no modelo varejista, a Serena representa a empresa do cliente em todas as obrigações setoriais, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
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Fatura única: a Serena Energia centraliza a complexidade operacional e consolida os itens de energia em um único documento para o cliente.
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Energia 100% renovável com certificação I-REC: cada MWh consumido pode ser rastreado desde a fonte, o que contribui para metas de ESG e relatórios de sustentabilidade.
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Migração gerenciada: a Serena conduz todo o processo de migração para o mercado livre de energia, incluindo adequação do sistema de medição, sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
Clientes como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam energia fornecida pela Serena Energia. Desde 2017, a empresa evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.
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Perguntas frequentes sobre PLD e liquidação horária
O PLD spot semanal ainda existe no mercado livre de energia?
O PLD spot semanal não é mais utilizado. Desde 2021, o PLD é calculado hora a hora pela CCEE para cada submercado do Sistema Interligado Nacional. O modelo semanal foi descontinuado porque não refletia de forma adequada a variação intradiária de geração e consumo, especialmente após a expansão das fontes renováveis intermitentes.
O que acontece com minha empresa se o PLD horário subir muito?
Um contrato de preço fixo com gestão ativa dos desvios isola o custo da energia contratada das oscilações do PLD horário. A exposição recai apenas sobre diferenças entre o volume contratado e o consumo real. Sem um contrato de preço fixo, toda a energia consumida pode ser liquidada ao PLD da hora, que em 2026 já atingiu os patamares extremos mencionados anteriormente.
Qualquer empresa pode migrar para o mercado livre de energia e ter um contrato de preço fixo?
Empresas podem migrar para o mercado livre de energia e contratar preço fixo desde que façam parte do Grupo A, ou seja, sejam consumidoras de média ou alta tensão. Não há consumo mínimo exigido. A Serena Energia realiza sem custo a análise de elegibilidade e o estudo de viabilidade para projetar a economia potencial antes de qualquer compromisso contratual.
Quanto tempo leva para migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia?
O processo de migração leva cerca de seis meses, prazo necessário para encerrar o contrato com a distribuidora atual. A Serena Energia conduz todas as etapas, como registro na CCEE, adequação do sistema de medição e preparação da documentação técnica e jurídica, sem custo adicional para clientes sob sua gestão. Após a migração, o cliente passa a operar no mercado livre de energia com preço fixo.
O que é o I-REC e por que ele é relevante para empresas no mercado livre de energia?
O I-REC, International Renewable Energy Certificate, é um certificado global que comprova, de forma auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte limpa e injetado na rede elétrica. Ao contratar energia com a Serena Energia, a empresa pode solicitar I-RECs correspondentes ao seu consumo e utilizá-los em relatórios de sustentabilidade para declarar que seu consumo de eletricidade é 100% renovável, o que é relevante para metas de ESG e para atender exigências de investidores e parceiros comerciais.