Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
- Empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia sem consumo mínimo exigido, com mais previsibilidade de custos e redução na conta de luz.
- Uma simulação confiável exige faturas recentes, perfil de consumo mensal, localização das unidades e demanda contratada para projetar a economia esperada.
- O processo de migração leva seis meses, envolve registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação de medição e é conduzido por um parceiro especializado sem custo adicional para o cliente.
- Contratos no mercado livre de energia oferecem flexibilidade de 5% a 10% do volume contratado, e a gestão ativa do consumo e a escolha de fornecedor com geração própria reduzem riscos.
- Além da economia, a migração permite acesso a energia 100% renovável com I-RECs e créditos de carbono; fale com a Serena Energia para iniciar sua simulação personalizada: solicite sua simulação aqui.
Conceitos essenciais do mercado livre de energia
O mercado cativo mantém a empresa vinculada à distribuidora local, com tarifas reguladas e sem possibilidade de negociação de preço ou escolha da fonte de energia. No mercado livre de energia, a empresa passa a contratar energia diretamente de um gerador ou comercializador, com condições negociadas em contrato. A distribuidora continua responsável apenas pelo transporte da eletricidade até as instalações do cliente.
Energia renovável é a energia proveniente de fontes como eólica e solar, que se renovam naturalmente e emitem quantidades mínimas de carbono durante a geração. O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é o certificado internacional que comprova, de forma rastreável e auditável, que 1 MWh de energia foi gerado por uma fonte limpa e injetado na rede. Esse documento tem reconhecimento global e é utilizado em relatórios de sustentabilidade para demonstrar o abatimento de emissões de Escopo 2. O crédito de carbono é um instrumento complementar que permite neutralizar emissões de outras fontes, como Escopo 1 e Escopo 3, completando a estratégia de descarbonização da empresa.

Quando combinados, contrato livre, I-REC e crédito de carbono formam a base de uma gestão energética que une redução de custos, previsibilidade orçamentária e avanço nas metas de ESG.

Quem pode migrar? Critérios de elegibilidade
Empresas classificadas no Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, podem migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo exigido. O nível de tensão do fornecimento define a elegibilidade, e não o volume mensal consumido.
Para empresas com unidades menores que, individualmente, não se enquadram no Grupo A, existe a possibilidade de comunhão de cargas: a soma do consumo de diferentes unidades de um mesmo grupo econômico para viabilizar a migração conjunta. Um consultor especializado pode avaliar essa alternativa sem custo para a empresa.
Dados necessários para uma simulação confiável
Uma simulação de desconto precisa de dados consistentes para refletir a realidade da empresa. As informações essenciais são: faturas de energia elétrica recentes, preferencialmente dos últimos 12 meses, que mostram o histórico de custos e o comportamento de consumo; perfil de consumo mensal em kWh, que permite dimensionar o contrato; localização das unidades consumidoras, que define as tarifas de distribuição aplicáveis; e demanda contratada registrada nas faturas, que indica a capacidade de fornecimento necessária.
Com esses elementos, o consultor consegue projetar a economia esperada, identificar sazonalidades no consumo e definir o volume de energia a ser contratado no mercado livre de energia.
Etapas do processo de migração
1. Estudo de viabilidade
O processo começa com a análise das faturas e do perfil de consumo da empresa. O objetivo é projetar a economia esperada e apresentar um estudo detalhado antes de qualquer compromisso contratual.
2. Contrato com o fornecedor
Após a aprovação do estudo, a empresa fecha o contrato com o fornecedor de energia. Os contratos no mercado livre de energia costumam ter prazo de 3 a 5 anos, com preço acordado antecipadamente.
3. Processo de migração
Com o contrato assinado, inicia-se a fase regulatória. Esta etapa inclui a notificação à distribuidora, o registro da empresa na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição. Um parceiro especializado, como a Serena Energia, conduz todo esse processo sem custo adicional para o cliente.
4. Adequação do sistema de medição
A instalação de equipamentos de medição compatíveis com o mercado livre de energia é obrigatória. A Serena Energia se responsabiliza por essa instalação, sem custo adicional para o cliente.
5. Entrada no mercado livre de energia
Após seis meses do início do processo, prazo exigido para o encerramento do contrato com a distribuidora, a empresa passa a operar no mercado livre de energia e começa a usufruir da economia contratada.
Como funciona a operação após a migração
Depois da migração, a empresa passa a receber duas faturas: uma referente à energia contratada com o gerador e outra referente ao uso da rede da distribuidora local. A Serena Energia centraliza essa rotina, cuida do pagamento à distribuidora e entrega ao cliente uma única fatura para pagamento, o que reduz o risco de corte por questões administrativas.
O acompanhamento do consumo ocorre em um painel digital que exibe a economia mensal na fatura, a economia consolidada acumulada, a comparação entre o custo no mercado cativo e no mercado livre de energia, a previsão de consumo mensal e o consumo realizado até o momento. Cada cliente conta com um consultor dedicado para esclarecer dúvidas e monitorar a performance.
Riscos e cuidados importantes
O principal ponto de atenção no mercado livre de energia é a variação de consumo fora da faixa contratada. Para acomodar oscilações normais de operação, os contratos preveem uma flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume acordado. Quando o consumo fica acima ou abaixo dessa faixa, a diferença é liquidada no mercado de curto prazo, o que pode gerar custos adicionais ou créditos, conforme as condições do momento. Por isso, uma gestão ativa do consumo, com monitoramento mensal, reduz essa exposição ao manter a empresa dentro da faixa de flexibilidade.
O prazo regulatório exige planejamento antecipado. Empresas que iniciam o processo mais cedo começam a economizar mais cedo, e adiar a decisão representa um custo de oportunidade direto.
A escolha do parceiro também é um fator de risco. Empresas que não possuem geração própria dependem de comprar energia de terceiros, o que pode comprometer a segurança do fornecimento caso o mercado apresente escassez ou preços elevados. Esse risco diminui ao contratar um fornecedor com geração própria. A Serena Energia é uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com capacidade instalada que sustenta os contratos firmados com seus clientes.
Sustentabilidade e certificados de energia renovável
A migração para o mercado livre de energia com um fornecedor de fonte renovável permite que a empresa declare, de forma auditável, que seu consumo de eletricidade é 100% limpo. O instrumento para isso é o I-REC: para cada MWh consumido, um certificado é emitido rastreando a energia desde a usina geradora até o consumidor final. Esse documento tem reconhecimento em relatórios de sustentabilidade alinhados a padrões globais e é a principal ferramenta para zerar as emissões de Escopo 2.
Para empresas com metas mais amplas de descarbonização, a Serena Energia oferece também créditos de carbono de projetos certificados, que permitem neutralizar emissões de Escopo 1 e Escopo 3. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂, o que demonstra a escala e a consistência do compromisso com a energia limpa.

Próximos passos práticos
Empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, têm acesso ao mercado livre de energia independentemente do volume de consumo. O processo de migração leva seis meses, é conduzido por um parceiro especializado sem custo adicional e resulta em previsibilidade de custos, economia na conta de luz e acesso a energia 100% renovável certificada por I-RECs. O primeiro passo é uma simulação baseada nas faturas e no perfil de consumo da empresa.
Fale com um de nossos consultores e solicite uma simulação personalizada para a sua empresa.
Perguntas frequentes
Minha empresa pode migrar? Qual o requisito?
Sim, se a empresa está conectada em média ou alta tensão, no Grupo A. Caso as unidades individualmente não se enquadrem, a Serena Energia pode avaliar a reunião de consumo de diferentes unidades do mesmo grupo econômico, por meio de comunhão de cargas, para viabilizar a migração.
Quanto tempo leva o processo de migração?
O processo leva seis meses a partir da notificação à distribuidora, prazo regulatório para encerramento do contrato vigente. A Serena Energia conduz todas as etapas burocráticas durante esse período, incluindo registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e adequação do sistema de medição. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começará a usufruir da economia.
O que acontece se eu consumir mais ou menos energia do que contratei?
Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade, geralmente entre 5% e 10% do volume contratado. Consumo fora dessa faixa é liquidado no mercado de curto prazo. Se a empresa consumir mais do que contratou, paga pela diferença nas condições do mercado naquele momento. Se consumir menos, pode receber crédito. A Serena Energia oferece gestão ativa do consumo, com monitoramento mensal e suporte de um consultor dedicado, para ajudar a empresa a manter o consumo dentro da faixa contratada.
O que é o I-REC e por que ele é importante?
O I-REC certifica que cada MWh consumido pela empresa foi gerado por fonte renovável, o que permite declarar consumo 100% limpo em relatórios de sustentabilidade e zerar emissões de Escopo 2. Esse instrumento é essencial para empresas com metas públicas de ESG e para atender às exigências de investidores, clientes e outros stakeholders.
É preciso instalar painéis solares para ter energia limpa e com desconto?
Não. No mercado livre de energia, a empresa contrata energia renovável de um gerador de grande escala, como a Serena Energia, que produz eletricidade em parques eólicos e solares de alta eficiência. A distribuidora local continua responsável por entregar essa energia nas instalações da empresa. Não há necessidade de obra, instalação de equipamentos de geração ou investimento em infraestrutura própria. A única adequação necessária é no sistema de medição, que a Serena instala sem custo adicional.