
A possibilidade de negociar preço, prazo e até a fonte de energia torna o Mercado Livre de Energia um caminho interessante para reduzir custos e aumentar a previsibilidade do orçamento. Só que nem toda empresa pode (ou deve) migrar imediatamente, e é aí que surgem as dúvidas sobre os requisitos Mercado Livre de Energia.
Se a sua dor hoje é conta alta, pouca clareza sobre reajustes e insegurança para tomar decisão, este conteúdo é para você. Com a fatura de energia em mãos, dá para responder ao checklist abaixo em cerca de 10 minutos e entender se já faz sentido avançar para um estudo de viabilidade ou se o melhor é planejar a migração com calma.
Relembrando, o que é Mercado Livre de Energia?
O Mercado Livre de Energia (também chamado de ACL — Ambiente de Contratação Livre) é o ambiente em que empresas podem negociar diretamente a compra de energia com geradoras e comercializadoras, definindo condições como preço, prazo de contrato, flexibilidade e fonte (por exemplo, energia de fontes renováveis).
Desde janeiro de 2024, todos os consumidores atendidos em média e alta tensão (Grupo A) passaram a ter direito de escolher o fornecedor e migrar para o Mercado Livre, seguindo as regras aplicáveis ao seu perfil de demanda e forma de participação (direta ou via representante).
Na prática, não é “só mudar a conta de luz”. É um modelo diferente de contratação: a empresa passa a ter mais autonomia, mas também mais responsabilidade para acompanhar contratos de longo prazo, consumo, prazos e riscos (como exposição ao mercado de curto prazo em cenários específicos).
Checklist de elegibilidade para o Mercado Livre de Energia
Pense neste checklist como um “raio-x” inicial. Ao final, o número de respostas “sim” ajuda a entender se vale seguir para um diagnóstico completo (com simulações e cenários) ou se o foco deve ser a preparação. Pegue uma fatura recente e responda ponto a ponto.
1. Sua unidade está no Grupo A (média ou alta tensão)?
Esse é o primeiro filtro e costuma ser o mais decisivo entre os requisitos para a migração.
Para conferir, localize na fatura campos como “Grupo”, “Grupo de atendimento”, “Classe/Tensão de fornecimento” ou “Modalidade tarifária”. É ali que normalmente aparece o enquadramento da unidade consumidora.
Na prática, unidades no Grupo A são atendidas em média ou alta tensão e unidades no Grupo B ficam em baixa tensão. Se a unidade estiver no Grupo A, ela passa pelo primeiro requisito.
Se a unidade estiver no Grupo B, a migração direta ainda não é o caminho padrão para esse perfil. Nesse caso, o checklist continua útil, porque aponta onde atuar: planejamento, organização de dados e estratégias complementares (como eficiência energética) enquanto a migração não se encaixa no seu cenário.
2. Sua demanda contratada é de pelo menos 500 kW?
Agora é hora de checar um dado que costuma aparecer na fatura e influencia bastante a viabilidade: a demanda contratada.
Em linguagem simples, a demanda contratada é a “potência” (em kW) que sua empresa reserva junto à distribuidora para suportar seus picos de uso. Não é a mesma coisa que consumo (kWh). Consumo é “quanto você gastou ao longo do mês”; demanda é “qual foi (ou pode ser) o pico de potência”.
Como encontrar esse dado e interpretar?
Procure por “Demanda Contratada (kW)”, “Demanda Medida (kW)” ou um quadro de “Demanda” na fatura. Se sua empresa tem mais de uma unidade, verifique unidade por unidade (uma pode ter 600 kW e outra 220 kW, por exemplo). Para interpretar, considere:
- Se a demanda for igual ou acima de 500 kW, sua empresa tende a ter mais opções de estrutura e de negociação;
- Se estiver abaixo de 500 kW, isso não encerra o assunto — mas aumenta a importância de fazer um estudo bem feito (para garantir que custos e modelo de gestão façam sentido).
3. Seu consumo de energia é relevante e relativamente estável?
Além de “poder migrar”, o que decide o sucesso é “migrar e capturar resultado”. Por isso, vale avaliar se o consumo é relevante no orçamento e se o comportamento ao longo dos meses é previsível.
Para isso, compare o consumo (kWh) nos últimos meses e observe as variações. Há sazonalidade? Picos por turnos? Paradas de manutenção? Expansão recente? Quanto mais estável e relevante for o consumo, mais fácil fica prever a economia e estruturar um contrato alinhado ao seu perfil operacional.
4. Sua empresa está em dia com a distribuidora e com obrigações fiscais?
A migração exige organização e regularidade. Mesmo quando o potencial de economia é alto, pendências cadastrais ou financeiras podem atrasar o processo e criar ruídos desnecessários. Faça um check interno:
- Existe alguma pendência relevante com a distribuidora local (cadastro, débitos, inconsistências)?
- Os dados cadastrais e documentos da empresa estão organizados e atualizados?
- Há facilidade para levantar histórico de faturas e informações técnicas da(s) unidade(s)?
Se a resposta aqui for “não”, ainda dá para evoluir. Na prática, esse item costuma se resolver com um plano simples de organização documental e regularização, em paralelo ao diagnóstico.
Entendendo o resultado do seu checklist
Depois de responder às quatro perguntas acima, você tem um panorama inicial de elegibilidade. Agora é hora de interpretar essas respostas e definir qual é o próximo passo mais estratégico para a sua realidade.
Se você marcou maioria “sim”
Você provavelmente está no caminho certo para avançar para um estudo de viabilidade. Aqui é onde a decisão deixa de ser “achismo” e vira número: comparar o cenário atual (consumidor cativo) com cenários no mercado livre, com premissas claras.
Se você marcou maioria “não”
Ótimo também, porque agora você sabe o que falta. Em vez de gastar energia tentando migrar “na marra”, você pode estruturar um plano para chegar pronto quando fizer sentido.
Ações práticas de preparação:
- Organizar histórico de consumo e demanda para entender seu perfil real;
- Planejar expansão de carga (se fizer sentido para o negócio) e revisar a estratégia das unidades;
- Investir em eficiência energética para reduzir custos e melhorar previsibilidade.
Independente do resultado, saiba como a Serena pode apoiar sua empresa!
Independente de quantos “sim” você marcou no checklist, a Serena tem soluções para sua estratégia de energia. Se você ainda não atende aos requisitos do Mercado Livre de Energia ou prefere economia sem complexidade operacional.
Para empresas que atendem aos critérios de elegibilidade e buscam autonomia na contratação, apoiamos a migração para o Mercado Livre de Energia com diagnóstico completo, negociação estratégica e gestão contínua. Mas também oferecemos Geração Distribuída, que são usinas solares compartilhadas que geram desconto imediato na conta, sem investimento em infraestrutura.
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Fazemos parte da Serena, uma das principais geradoras e comercializadoras de energia limpa do país, com 15 anos de experiência conectando pessoas e empresas a soluções sustentáveis e competitivas. Aqui no blog, você encontra conteúdos sobre o setor elétrico, Mercado Livre de Energia, sustentabilidade e transição energética, com explicações claras para apoiar decisões no seu dia a dia, seja na sua casa ou no seu negócio.
