Home / Blog /

Desconto na conta de luz da empresa: guia para o Grupo A

Desconto na conta de luz da empresa: guia para o Grupo A

Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia

Principais lições deste artigo

  • Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia sem obras ou instalação de painéis, desde que estejam conectadas em média ou alta tensão.

  • O processo exige análise prévia de 12 meses de consumo, escolha de fornecedor com geração própria e assinatura de contrato com prazo regulatório de seis meses.

  • Contratar volume alinhado ao perfil real de consumo evita custos extras no mercado de curto prazo e aumenta a previsibilidade financeira.

  • Além de uma economia que pode chegar a 20%, o mercado livre de energia oferece I-RECs e créditos de carbono para atender metas de ESG com documentação auditável.

  • A Serena Energia conduz toda a migração sem custo adicional e oferece suporte contínuo. Inicie sua análise de consumo sem compromisso e avalie o potencial de economia da sua empresa.

Pré-requisitos para migrar

Uma migração bem-sucedida começa com organização das informações e definição clara de responsáveis internos. Os itens abaixo formam a base para um processo estruturado.

  • Faturas recentes: reunir pelo menos 12 meses de faturas de energia para mapear sazonalidades e picos de demanda.

  • Perfil de consumo: levantar o consumo mensal em kWh e a demanda contratada em kW.

  • Responsáveis internos: envolver as áreas financeira, operações e, quando aplicável, sustentabilidade.

  • Documentos básicos: manter CNPJ ativo, contrato com a distribuidora atual e dados técnicos da unidade consumidora.

  • Elegibilidade confirmada: ter conexão em média ou alta tensão, caracterizando o Grupo A. Desde janeiro de 2024, todas as empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia, independentemente do setor ou localização.

Visão geral do processo

A migração para o mercado livre de energia segue um fluxo com quatro etapas principais que organizam o trabalho da equipe.

  1. Análise de viabilidade: levantamento do perfil de consumo e projeção de economia com um fornecedor especializado.

  2. Contratação: escolha do fornecedor, negociação e assinatura do contrato de energia.

  3. Migração: execução do processo regulatório junto à distribuidora e à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), com adequação do sistema de medição.

  4. Operação no mercado livre de energia: início do fornecimento com monitoramento contínuo de consumo e custos.

O prazo regulatório entre a contratação e o início do fornecimento é de aproximadamente seis meses, referente ao aviso prévio exigido para encerramento do contrato com a distribuidora. A seguir, cada uma dessas etapas aparece detalhada em passos práticos que a sua equipe pode executar.

Passo a passo numerado para migrar

1. Confirmar a elegibilidade da empresa

O primeiro passo consiste em verificar se a unidade consumidora está conectada em média ou alta tensão, o que caracteriza o Grupo A. Como mencionado, não há consumo mínimo exigido para empresas desse grupo. A Serena Energia realiza essa análise de elegibilidade sem custo.

Responsável interno: financeiro ou operações.
Ponto de atenção: empresas com múltiplas unidades devem verificar a elegibilidade de cada CNPJ separadamente.

2. Analisar o perfil de consumo

O mapeamento de 12 meses de consumo em kWh e da demanda contratada em kW orienta a escolha do tipo de contrato. Essa análise identifica sazonalidades, picos de demanda e determina o potencial de economia e o volume a ser contratado.

Responsável interno: financeiro e operações.
Ponto de atenção: dados imprecisos de consumo podem levar à contratação fora da faixa ideal e gerar custos adicionais.

Solicite sua análise de consumo gratuita e receba uma projeção de economia sem compromisso.

3. Escolher um fornecedor confiável

A escolha do fornecedor define a segurança do abastecimento e a qualidade do suporte ao longo do contrato. Fornecedores com geração própria tendem a oferecer maior solidez do que aqueles que dependem apenas de compras no mercado.

A Serena Energia está entre as maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, com mais de 17 anos de atuação e clientes como Heineken, Cargill e Bayer.

Um único aerogerador branco se destaca em meio a uma densa camada de neblina ou nuvens, iluminado pela luz suave do pôr do sol.
A tecnologia eólica avançada permite que a Serena Energia capture ventos constantes em grandes altitudes, garantindo uma fonte de energia limpa, estável e eficiente para o seu negócio.

Responsável interno: financeiro, jurídico e operações.
Ponto de atenção: avaliar a robustez financeira e operacional do fornecedor antes de assinar qualquer contrato.

4. Assinar o contrato de energia

O contrato define preço, prazo, volume e fonte de energia. No modelo varejista, indicado para empresas que não atuam diretamente como agentes na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), o cliente fecha o preço por MWh e paga com base no consumo realizado no mês. Contratos de maior prazo tendem a oferecer maior previsibilidade de custos.

Após a assinatura, o contrato passa a servir de base para o início do processo regulatório junto à distribuidora e à CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).

Responsável interno: financeiro e jurídico.
Ponto de atenção: revisar cláusulas de ajuste, flexibilidade de consumo e condições de encerramento antes de assinar.

5. Executar a migração regulatória

A etapa regulatória começa após a assinatura do contrato e envolve comunicação com os agentes do setor. Essa fase inclui a notificação formal à distribuidora, o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e a adequação do sistema de medição, o SMF.

A Serena Energia conduz todo esse processo sem custo adicional para o cliente, incluindo a instalação dos equipamentos de medição.

Responsável interno: operações e facilities.
Ponto de atenção: o prazo regulatório é de seis meses. Iniciar o processo com antecedência permite que a empresa comece a economizar assim que o fornecimento no mercado livre de energia se inicia.

Inicie sua migração com suporte completo e deixe a gestão regulatória sob responsabilidade da equipe especializada da Serena Energia.

6. Implementar o sistema de medição

A medição horária é requisito para operar no mercado livre de energia. A Serena Energia se responsabiliza pela instalação dos equipamentos compatíveis, sem custo adicional para o cliente, e organiza a adequação para não interferir na operação.

Responsável interno: operações e manutenção.
Ponto de atenção: alinhar o cronograma de instalação com a equipe de facilities para evitar impactos na produção.

7. Monitorar o consumo e os resultados

O monitoramento contínuo consolida os ganhos da migração e indica ajustes necessários ao longo do contrato. Após o início do fornecimento, o acompanhamento mensal do consumo e dos custos permite comparar os resultados com o período no mercado cativo e identificar oportunidades de eficiência.

A Serena Energia disponibiliza um painel digital com economia mensal, economia consolidada, comparativo entre mercado cativo e mercado livre de energia, previsão de consumo e consumo realizado.

Responsável interno: financeiro e operações.
Ponto de atenção: manter o consumo dentro da faixa contratada para reduzir a exposição ao mercado de curto prazo.

Tabela comparativa: mercado livre de energia x mercado cativo

Aspecto

Mercado cativo

Mercado livre de energia com Serena Energia

Impacto para a empresa

Preço da energia

Preço regulado pela ANEEL, com reajustes anuais e bandeiras tarifárias

Preço negociado em contrato, com potencial de economia de até 20%

Redução de custos operacionais e maior previsibilidade orçamentária

Previsibilidade de custos

Previsibilidade baixa, já que bandeiras tarifárias alteram o custo mensalmente

Previsibilidade alta, com preço fixado em contrato por prazo determinado

Planejamento financeiro de longo prazo com menor variação na fatura

Gestão do processo

Ausência de gestão ativa, pois a distribuidora define condições e tarifas

Serena Energia gerencia migração, CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) e faturamento sem custo adicional

Simplicidade operacional com suporte especializado

Sustentabilidade

Sem rastreabilidade da origem da energia

Energia 100% renovável com emissão de I-RECs e opção de créditos de carbono

Atendimento a metas de ESG com documentação auditável

Erros comuns e como evitá-los

  • Iniciar o processo sem planejamento: o prazo regulatório de seis meses exige decisão com antecedência. Adiar o início significa adiar a economia.

  • Contratar volume fora do perfil de consumo: consumir muito acima ou abaixo do volume contratado gera liquidações no mercado de curto prazo. A análise prévia de 12 meses de consumo é essencial para dimensionar o contrato.

  • Não envolver todas as áreas relevantes: a migração impacta financeiro, operações e, em muitos casos, sustentabilidade. Falta de alinhamento entre essas áreas gera retrabalho e atrasos.

  • Escolher fornecedores sem geração própria: fornecedores que dependem apenas de compras no mercado apresentam maior exposição a riscos de fornecimento. Priorizar geradores com lastro próprio reduz essa exposição.

  • Ignorar a documentação técnica: o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) exige documentação técnica, jurídica e financeira. Ausência de qualquer item pode atrasar o processo.

Como verificar os resultados?

A verificação dos resultados começa na primeira fatura após o início do fornecimento no mercado livre de energia. O primeiro indicador a acompanhar é o comparativo de faturas, que mostra a diferença de custo entre os dois ambientes.

  • Comparativo de faturas: confrontar o custo por MWh no mercado livre de energia com o custo equivalente no período anterior no mercado cativo, descontando bandeiras tarifárias aplicadas.

  • Relatórios mensais: utilizar o painel da Serena Energia com economia mensal, economia consolidada e detalhamento da fatura com comparativo entre os dois ambientes de contratação para entender a economia líquida.

  • Aderência ao volume contratado: monitorar mensalmente se o consumo realizado está dentro da faixa contratada para evitar custos adicionais no mercado de curto prazo.

  • Previsão versus realizado: comparar a previsão de consumo com o consumo efetivo para identificar desvios operacionais e oportunidades de eficiência energética.

A rotina recomendada inclui uma revisão mensal dos indicadores financeiros e uma revisão semestral do perfil de consumo para avaliar se o volume contratado ainda reflete a realidade operacional da empresa.

Opções avançadas de sustentabilidade

Empresas com metas públicas de descarbonização podem usar o mercado livre de energia para avançar na agenda de sustentabilidade, além de reduzir custos.

I-RECs (International Renewable Energy Certificates): para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um certificado rastreável que comprova a origem renovável da energia. Esse documento tem reconhecimento global e é utilizado para zerar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂.

Paisagem de um parque de energia renovável ao pôr do sol, apresentando grandes turbinas eólicas e vastas fileiras de painéis solares sobre colinas.
A combinação estratégica de fontes eólicas e solares maximiza a geração de energia limpa, garantindo maior estabilidade e eficiência para o suprimento do Mercado Livre.

Créditos de carbono: para empresas que buscam neutralizar emissões além do Escopo 2, a Serena Energia oferece acesso a créditos de carbono de projetos certificados, o que complementa a estratégia de descarbonização.

Vista aérea de uma vasta usina solar com longas fileiras de painéis fotovoltaicos captando a luz do pôr do sol.
O uso de usinas solares de grande escala permite captar energia com eficiência máxima, otimizando os créditos que reduzem drasticamente os custos fixos de empresas parceiras.

Múltiplas unidades: empresas com mais de uma unidade consumidora podem consolidar a gestão energética com a Serena Energia, simplificando o controle e ampliando os resultados de sustentabilidade em toda a operação.

Alinhe sua estratégia energética às metas de ESG com I-RECs e créditos de carbono rastreáveis.

Perguntas frequentes

Minha empresa precisa instalar painéis ou fazer obras para migrar para o mercado livre de energia?

Não. A migração para o mercado livre de energia é um processo comercial e contratual. A empresa passa a comprar energia de um fornecedor escolhido, como a Serena Energia, e a distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade.

Nenhuma instalação de painéis ou obra de infraestrutura é necessária. A única adequação técnica exigida é a instalação de um sistema de medição compatível, que a Serena Energia realiza sem custo adicional para o cliente.

Qual é o prazo para minha empresa começar a economizar após a decisão de migrar?

Conforme detalhado no passo 5, o processo regulatório leva aproximadamente seis meses devido ao aviso prévio exigido pela distribuidora. Durante esse período, a Serena Energia conduz todas as etapas regulatórias.

A partir da primeira fatura após o início do fornecimento no mercado livre de energia, a empresa passa a ter o preço negociado em contrato e começa a capturar a economia prevista.

O que acontece se minha empresa consumir mais ou menos energia do que o volume contratado?

Os contratos no mercado livre de energia preveem uma faixa de flexibilidade para o consumo. Quando o consumo fica fora dessa faixa, o excedente ou a falta de energia é liquidado no mercado de curto prazo, o que pode gerar custos adicionais ou receitas, conforme o preço vigente.

A Serena Energia acompanha o consumo mensalmente e auxilia o cliente a manter o consumo dentro da faixa contratada, reduzindo essa exposição.

A migração para o mercado livre de energia representa algum risco de interrupção no fornecimento?

Não. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da energia e pela manutenção da rede. A migração altera apenas a relação comercial, pois a empresa passa a comprar energia da Serena Energia em vez de adquiri-la da distribuidora a preços regulados.

A qualidade e a continuidade do fornecimento físico permanecem sob responsabilidade da distribuidora.

O que é o I-REC e para que serve na prática?

O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado digital rastreável que comprova que determinada quantidade de energia foi gerada por uma fonte renovável e injetada na rede. Para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir um I-REC correspondente.

Esse documento tem reconhecimento global e é utilizado pelas empresas para comprovar, de forma auditável, que o consumo de eletricidade é 100% renovável, atendendo exigências de relatórios de sustentabilidade e metas de ESG perante investidores, clientes e reguladores.

Conclusão

Empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, têm acesso a uma alternativa concreta ao mercado cativo: o mercado livre de energia. O processo envolve análise de consumo, escolha de fornecedor, contratação, migração regulatória e monitoramento contínuo.

Com um fornecedor que assume a gestão de ponta a ponta, como a Serena Energia, a complexidade do processo fica concentrada no parceiro, e a empresa direciona o foco para o crescimento do negócio.

A previsibilidade de custos, o potencial de economia e os instrumentos de sustentabilidade disponíveis no mercado livre de energia tornam a migração uma decisão estratégica para diretores financeiros, gestores de operações e responsáveis por ESG que buscam resultados concretos e mensuráveis.

Descubra quanto sua empresa pode economizar ao migrar para o mercado livre de energia com a Serena Energia.

Últimos posts

Receba as  novidades da  Serena e do mercado de   energia!

Assine nossa newsletter