Escrito por: André Lima, Growth, Serena Energia
Principais lições deste artigo
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O ESG no setor elétrico gera vantagem competitiva ao permitir contratos de energia renovável com preço fixo e rastreabilidade auditável.
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Empresas do Grupo A podem migrar para o mercado livre de energia sem custo adicional e sem alterar a infraestrutura física de distribuição.
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Certificados I-REC emitidos por geradoras como a Serena Energia reduzem as emissões de Escopo 2 e atendem aos principais frameworks globais de sustentabilidade.
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Evitar erros como subestimar a rastreabilidade e não avaliar a solidez financeira do fornecedor preserva a economia e a credibilidade das metas ESG.
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Para estruturar uma solução completa de ESG e migração para o mercado livre de energia, fale com um consultor da Serena Energia.
Por que o ESG se tornou ferramenta de competitividade no setor elétrico brasileiro?
O Brasil possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Segundo o Balanço Energético Nacional 2025 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), 88,2% da oferta elétrica total do país em 2024 veio de fontes renováveis, incluindo hidrelétricas, biomassa, eólica e solar fotovoltaica. Nesse contexto, adotar energia renovável é uma decisão estratégica com impacto direto no P&L.

Para diretores financeiros, gerentes de sustentabilidade e gestores de operações, o ESG no setor elétrico se conecta a três frentes principais. A primeira é reduzir custos. A segunda é trazer previsibilidade para as despesas. A terceira é comprovar metas climáticas com documentação auditável. A migração para o mercado livre de energia reúne essas três frentes em uma única decisão de compra.
Uma pesquisa da Morgan Stanley mostra que 88% das empresas enxergam a sustentabilidade como motor de criação de valor. No setor de energia, essa percepção se traduz em contratos de longo prazo com preço acordado antecipadamente, que eliminam a incerteza das bandeiras tarifárias. Se a sua empresa quer capturar esse valor de forma concreta, o primeiro passo é avaliar a viabilidade de migração para o mercado livre de energia.
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Como cada pilar ESG se traduz em decisões concretas de energia?
Os três pilares do ESG, Ambiental, Social e Governança, orientam decisões práticas sobre como uma empresa do Grupo A compra e consome energia elétrica.
Pilar Ambiental (E): a escolha da fonte de energia é a decisão ambiental mais impactante que uma empresa pode tomar no setor elétrico. Isso ocorre porque as emissões de Escopo 2, provenientes do consumo de eletricidade, estão entre as categorias mais relevantes e, ao mesmo tempo, mais acessíveis de mitigar. No Brasil, essa mitigação é ainda mais viável, já que o setor elétrico brasileiro tem uma das matrizes mais limpas do mundo, com baixa intensidade de emissões. Como visto, quase 90% da eletricidade gerada vem de fontes renováveis. Aproveitar essa matriz de forma rastreável exige certificação. Contratar energia eólica com certificação I-REC permite reduzir as emissões de Escopo 2 de forma rastreável e auditável.

Pilar Social (S): a escolha de fornecedores de energia renovável com operações estruturadas impacta comunidades locais onde os parques geradores estão instalados. Essa escolha também contribui para a segurança operacional da empresa contratante. A continuidade do fornecimento físico pela distribuidora local mantém a estabilidade da operação sem interrupções.
Pilar Governança (G): contratos bilaterais no mercado livre de energia trazem transparência sobre preço, prazo, volume e origem da energia. Essa transparência contratual facilita o compliance com fornecedores, a prestação de contas a conselhos e investidores e o atendimento a exigências crescentes de ESG em processos de avaliação de fornecedores.
ESG no mercado livre de energia: como a migração permite energia renovável com rastreabilidade?
No mercado livre de energia, empresas do Grupo A, conectadas em média ou alta tensão, podem escolher seu fornecedor de energia e negociar preço, prazo e fonte. A distribuidora local continua responsável pela entrega física da eletricidade até a unidade consumidora. O que muda é de quem a empresa compra a energia e em que condições contratuais essa compra ocorre.
Essa liberdade de escolha abre o acesso a energia eólica com certificação I-REC (International Renewable Energy Certificate), sem necessidade de instalar painéis solares ou qualquer infraestrutura própria de geração. O I-REC é um certificado digital rastreável e reconhecido globalmente que comprova que cada MWh consumido foi gerado por uma fonte limpa e injetado na rede. Esse certificado é a principal ferramenta para tratar as emissões de Escopo 2 em relatórios de sustentabilidade como GHG Protocol, RE100 e CDP.
O mercado de I-RECs tem expandido sua adoção em múltiplos setores da economia e se consolidou como infraestrutura central para declarações críveis de energia renovável. Setores como Alimentos e Bebidas, Químicos e Automotivo ampliaram de forma consistente sua participação nesse mercado.
A Serena Energia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar criadas nas Américas, fornece energia eólica com emissão de I-RECs e créditos de carbono. Essa combinação permite que empresas do Grupo A avancem em metas de descarbonização sem alterar sua operação.

Passo a passo: como migrar para o mercado livre de energia e adotar práticas ESG
O processo de migração para o mercado livre de energia segue etapas bem definidas. A Serena Energia assume toda a burocracia sem custo adicional para clientes sob sua gestão.
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Análise de viabilidade: a Serena Energia analisa as faturas e o perfil de consumo da empresa para projetar a economia e apresentar um estudo detalhado. Qualquer empresa do Grupo A, conectada em média ou alta tensão, é elegível para migrar, independentemente do volume de consumo.
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Contratação: após aprovação do estudo, o contrato é fechado, em geral com prazo de cinco anos e preço acordado antecipadamente. Esse modelo elimina a incerteza das bandeiras tarifárias.
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Processo de migração: a Serena Energia conduz todo o processo burocrático, incluindo o registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), a notificação à distribuidora e a adequação do sistema de medição, o SMF. A instalação dos equipamentos de medição ocorre sem custo adicional para o cliente.
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Entrada no mercado livre de energia: após o prazo regulamentar de seis meses, a empresa passa a operar no mercado livre de energia e começa a ter economia na conta de luz. Um consultor da Serena Energia acompanha o contrato e faz o monitoramento contínuo de performance.
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Emissão de I-RECs e créditos de carbono: para cada MWh consumido, a Serena Energia pode emitir certificados I-REC que comprovam a origem renovável da energia. Créditos de carbono complementam a estratégia para outras fontes de emissão.
Erros comuns ao adotar ESG na compra de energia e como evitá-los
Empresas que iniciam a jornada ESG no setor elétrico podem cometer erros que comprometem tanto a economia quanto a credibilidade das metas de sustentabilidade.
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Subestimar a importância da rastreabilidade: declarar consumo de energia renovável sem certificação I-REC não é aceito pelos principais frameworks de reporte, como GHG Protocol, RE100 e CDP. A rastreabilidade transforma uma afirmação em dado auditável.
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Não avaliar a solidez financeira do fornecedor: outras empresas que conectam negócios ao mercado livre de energia podem não ter geração própria e depender de comprar energia de terceiros. Essa dependência representa risco de fornecimento. A Serena Energia é geradora e comercializadora, com mais de 17 anos de história e clientes como Heineken, Cargill e Bayer.
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Ignorar a flexibilidade contratual: contratos sem cláusulas de ajuste podem expor a empresa ao mercado de curto prazo em caso de variação de consumo. A Serena Energia oferece gestão ativa para reduzir essa exposição.
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Adiar a decisão de migração: o prazo regulamentar de seis meses significa que cada mês de adiamento representa um mês a mais pagando tarifas do mercado cativo. Empresas que se movem cedo em contratos de energia acumulam vantagens estruturais de custo que são difíceis de recuperar por quem chega depois.
Como medir e comprovar resultados ESG na sua operação
Medir resultados ESG no setor elétrico exige dados mensuráveis e documentação auditável. A Serena Energia oferece ferramentas para esse acompanhamento contínuo.
O painel digital da Serena Energia permite acompanhar mensalmente a economia na fatura, a economia consolidada desde o início do contrato, a comparação entre o custo no mercado cativo e no mercado livre de energia, a previsão de consumo e o consumo realizado. Esses dados alimentam relatórios de sustentabilidade e facilitam a prestação de contas a conselhos, investidores e auditores externos.
Os certificados I-REC emitidos pela Serena Energia são ativos digitais rastreáveis que comprovam, MWh a MWh, que a energia consumida veio de fonte eólica. Desde 2017, a Serena Energia evitou a emissão de mais de 2,14 milhões de toneladas de CO₂. Esse histórico de impacto mensurável fortalece relatórios ESG e atende às exigências de stakeholders globais.
Veja como monitorar resultados ESG com dados confiáveis, com apoio dos consultores da Serena Energia.
Perguntas frequentes sobre ESG e migração para o mercado livre de energia
Minha empresa do Grupo A é elegível para migrar?
Sim. Qualquer empresa conectada em média ou alta tensão, o chamado Grupo A, pode migrar para o mercado livre de energia. Não existe consumo mínimo como requisito. O primeiro passo é uma análise de viabilidade, que a Serena Energia realiza sem custo, avaliando o perfil de consumo e projetando a economia esperada para a sua operação.
Quanto tempo leva o processo de migração?
O processo regulamentar leva seis meses, prazo exigido para encerramento do contrato com a distribuidora atual. Durante esse período, a Serena Energia conduz todas as etapas burocráticas, como registro na CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), adequação do sistema de medição e notificações necessárias, sem custo adicional para o cliente. Por isso, quanto antes a empresa iniciar o processo, mais cedo começa a ter economia.
Quem continua responsável pela entrega física da energia?
A distribuidora local permanece responsável pela entrega física da eletricidade até a unidade consumidora. A migração para o mercado livre de energia é uma mudança comercial e contratual. A empresa passa a comprar energia de um fornecedor escolhido, como a Serena Energia, mas a infraestrutura de distribuição, fios, postes e qualidade da rede, continua sob responsabilidade da distribuidora. Não há risco de interrupção no fornecimento decorrente da migração.
Como os certificados I-REC ajudam nas metas de sustentabilidade?
O I-REC (International Renewable Energy Certificate) é um certificado digital que comprova que cada MWh consumido foi gerado por uma fonte renovável e injetado na rede elétrica. Esse certificado é reconhecido pelos principais frameworks globais de reporte de sustentabilidade, incluindo GHG Protocol, RE100 e CDP. Com os I-RECs emitidos pela Serena Energia, a empresa pode declarar formalmente que seu consumo de eletricidade é 100% renovável e reportar emissões de Escopo 2 com base em dados auditáveis, em linha com as exigências de investidores, clientes corporativos e processos de certificação ESG.
Conclusão: tornar a gestão de energia uma vantagem competitiva com ESG
O ESG no setor de energia elétrica se traduz em decisões concretas. Para empresas do Grupo A, conectadas em média e alta tensão, isso significa contratar energia com preço acordado antecipadamente, utilizar energia eólica com certificação I-REC e complementar a estratégia com créditos de carbono para tratar emissões. Tudo isso ocorre sem instalar painéis solares, sem ampliar a burocracia interna e sem custo adicional de migração.
A Serena Energia reúne geração própria de energia renovável, plataforma digital de gestão e experiência de mais de 17 anos para conduzir esse processo de ponta a ponta. Empresas como Heineken, Cargill e Bayer já utilizam essa solução para avançar em metas ESG enquanto reduzem e estabilizam seus custos de energia.